segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O Blog do Pim agora está na VEJA. Acompanhe lá, todos os dias!

Felipe Moura Brasil é colunista de VEJA desde 2 de dezembro de 2013, quando estreou seu blog diário no site da revista: http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil.

Marque já nos seus Favoritos.

domingo, 24 de novembro de 2013

O filme que o Bonequinho do Globo não quer que você veja



Comento abaixo uma “resenha” do crítico de cinema Mario Abbade.

Não passa da panfletagem

Como recomendava Lenin: “Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz.” O título “Não passa da panfletagem” faz jus à resenha, muito mais que ao filme, como veremos a seguir.

Feito em 2010, “Blood Money: aborto legalizado” chega com atraso ao Brasil. O ideal seria que nunca chegasse.

Mario Abbade é o ombudsman do mercado cinematográfico. A Suzana Singer da crítica de filmes. A Miriam Leitão travestida de Bonequinho. Se Suzana Singer e Miriam Leitão condenam a presença do “rottweiller” Reinaldo Azevedo, de Demétrio Magnoli e de Rodrigo Constantino nos grandes jornais em que escrevem, Mario Abbade condena a exibição do documentário “Blood Money” nos cinemas brasileiros. Qualquer gotícula de conservadorismo no oceano cultural esquerdista já é motivo para cortar cabeças. Para Abbade, “o ideal seria que [o filme] nunca chegasse” ao país. O ideal, imagino, seria que o público nacional, em vez de se informar sobre a indústria coercitiva do aborto e os efeitos reais da legalização, assistisse apenas aos diálogos edificantes de novelas como "Saramandaia":

– A mulher é dona do próprio corpo, é ela que decide se quer ter o filho ou não.
– Oh, minha querida! Que bom que você tem essa cabeça tão aberta!

Oh, Mario Abbade! Já pode escrever roteiro de novela também.

É difícil entender por que uma peça de campanha, disfarçada de documentário, ocupa salas tão disputadas.

É fácil entender por que uma peça de campanha abortista, disfarçada de resenha crítica de um filme contra o aborto, ocupa o caderno Rio Show do jornal O Globo, assim como é fácil entender por que outra peça de campanha abortista, disfarçada de cena de novela, ocupa a grade da TV Globo. Ambas rendem tapinhas nas costas dos colegas descolados. A turma da “cabeça aberta”.

Veremos adiante a diferença entre o filme e essas peças.

O filme de estreia de David K. Kyle, que assina não só a direção, mas também o roteiro e a produção, pode ser seu primeiro e último.

O único motivo pelo qual o filme “pode ser seu primeiro e último” é simples: Mario Abbade, o finalizador de carreiras, quis assim.

A única intenção do diretor era fazer uma obra panfletária contra o aborto.

A obra panfletária de David Kyle contra o aborto contém fatos, informações e depoimentos tão esclarecedores quanto estarrecedores, inclusive de ex-proprietários de clínicas abortivas - o que o resenhista providencialmente omite -, enquanto a resenha é panfleto abortista em estado puro, que contém apenas sua reação histérica a uma obra cujo conteúdo não consegue nem pode refutar e de cujo diretor, por isso mesmo, prefere desmerecer as supostas intenções. Só um jornalista ativista pode condenar um documentário - como fez também a crítica Cláudia "Abbade" Collucci na Folha - pelo simples fato de tomar posição, expondo uma opinião pessoal do autor/diretor, como se 1) nenhum cineasta pudesse fazer aquilo que qualquer resenhista é pago para fazer; 2) a opinião, no caso, não fosse justamente um contraponto a todo o mainstream do qual esses resenhistas fazem parte; e 3) não viesse embutida nas contraposições boa parte das "ideias" do outro lado, ao qual a turma da "cabeça aberta" jamais se lembra de pedir - nas palavras de Collucci - "espaço para outras ideias". Não que Abbade condene a tomada de posição sempre, é claro. Só quando a opinião é contrária à sua, como já veremos.

Em seu blog, ele faz questão de firmar posição, definindo-se como republicano conservador.

É realmente notável o empenho jornalístico de Mario Abbade: ele entrou no blog do diretor! E vejam só o que descobriu: que ele é um “republicano conservador”! O que mais é preciso argumentar contra um filme se ele é escrito e dirigido por um “republicano conservador”(!) que ainda “faz questão”(!) de “firmar” essa posição, em vez de omitir do público suas preferências político-ideológicas para ludibriá-lo com mais facilidade, como fazem certos jornalistas do Globo? Nada, claro. Só pode ser coisa ruim.

 Trailer oficial de Blood Money

Entre vários depoimentos, o longa recebe narração e chancela da Dra. Alveda King, sobrinha de Martin Luther King, que, apoiada pela Pro-Life (organização contra o aborto), envereda numa cruzada contra a Suprema Corte dos EUA, a PlannedParenthood (que defende a livre escolha) e quem quer que seja contrário a suas convicções.

A Pro-Life, segundo Abbade, é uma “organização contra o aborto”, enquanto a Planned Parenthood “defende a livre escolha”. Ele poderia ter dito que uma é contra e outra a favor do aborto, ou que uma defende a vida e outra a livre escolha, e ainda assim seria desonesto, pelos motivos que já veremos, embora um tanto menos do que reservar o eufemismo de novela apenas para a Planned Parenthood.

Digo que ainda assim seria desonesto, porque Abbade dá a entender que esta é tão-somente uma Pro-Life ao contrário, como se a maior organização abortista dos EUA se limitasse a defender a “livre escolha” em filmes, livros e campanhas, e não fosse ela mesma a rede de clínicas responsável pela execução dos abortos, com um lucro na casa dos bilhões de dólares, incluindo aí os 542 milhões anuais oriundos dos bolsos dos contribuintes – majoritariamente contra o aborto (ao contrário do que sugere Bruno "Abbade" Carmelo, do site "Adoro cinema", ao falar em "ponto de vista... da minoria") – que o governo Obama – 101% a favor – lhe fornece de bom grado, dizendo "Deus vos abençoe".

E não digo 101% à toa. A Planned Parenthood acredita que a decisão de matar até o recém-nascido sobrevivente de um aborto que falhou deveria ser deixada para a mulher que procurou o aborto e seu médico abortista, conforme declarou em audiência a lobista Alisa LaPolt Snow, representante da organização. Obama acredita na mesmíssima coisa. Quando senador, mesmo tendo estado entre os legisladores que ouviram em março do ano anterior (2001) o depoimento da enfermeira Jill Stanek sobre recém-nascidos deixados para morrer nos hospitais, votou contra um projeto de lei que visava proteger os bebês sobreviventes ao aborto. Alguns democratas abortistas se convenceram então a votar a favor. Obama, não. Um dos efeitos práticos de suas ideias foi a série de infanticídios praticada pelo dr. Kermit Gosnell, cujo julgamento a mídia abortista-obamista americana - e por conseguinte os jornais brasileiros, que se limitam a traduzi-la - tratou de ocultar do grande público. Gosnell pegou prisão perpétua após acordo. Não lhe faltará tempo para ler e curtir as resenhas de Mario Abbade.

Para engrossar o caldo de fanatismo que Abbade quer atribuir à dra. Alveda King, ele ainda fala de sua cruzada contra a Suprema Corte, sem mencionar, é claro, o episódio que a levou a isso: a decisão sobre o caso Roe Vs. Wade, uma das maiores farsas da história recente dos EUA, em 1973. Como já resumiu Reinaldo Azevedo, ao desmascarar o ministro abortista do STF Luís Roberto Barroso, que quer copiar os procedimentos americanos no Brasil: “Instruída e manipulada por advogados, como ela mesma confessou, e financiada por uma revista, Norma L. McCorvey (‘Jane Roe’) alegou ter sido estuprada para obter o direito ao aborto legal. Estudem sobre os desdobramentos. Seu filho nasceu antes do término do processo. Foi dado para a adoção. Era tudo guerra de propaganda. Mais tarde, afirmando ter cometido o maior erro de sua vida, ela confessou: não tinha sido estuprada coisa nenhuma; era só a personagem de uma causa.” Uma causa que contou também com estatísticas propositadamente falsas de aborto clandestino (1 milhão, quando não chegavam a 100 mil) e de mortalidade materna em aborto clandestino (até 10 mil mulheres, quando morriam entre 40 e 70), conforme admitido por um de seus maiores manipuladores, o dr. Bernard Nathanson, que também aparece no filme. (No Brasil, falava-se em 200 mil mortes, uma mentira facilmente comprovável.)

É verdade, sim, que a dra. Alveda King está numa cruzada contra “quem quer que seja contrário a suas convicções”. A diferença é que, diferentemente do que Abbade dirá em seguida, ela não precisa de trapaças intelectuais para “sustentar suas ideias”.

Para sustentar suas ideias, ela não tem pudor em usar argumentos estapafúrdios, relacionando o aborto a temas como extermínio da população afro-americana e suicídio.

Abortista é assim: quando não consegue refutar um argumento, xinga o argumento: “Ora, seu estapafúrdio!” Abbade não quer contar ao leitor qual é a tal relação que o filme faz, muito menos explicar por que diabos ela é estapafúrdia. Quer apenas fazer a plateia bocó acreditar que o filme é coisa de fanático, simplesmente porque relaciona de algum modo essas coisas (como se não fosse um fato puro e simples que a proporção de abortos na comunidade afro-americana é maior do que nas outras). Seria como eu dizer que, no documentário “Uma verdade inconveniente”, Al Gore não tem pudor em usar “argumentos estapafúrdios”, relacionando o “aquecimento global” a temas como o acidente de carro de seu filho. O que eu teria dito, se tivesse parado aí? Nada. Teria apenas tentado fazer o sujeito parecer um fanático. E eu não preciso desse método para isso, porque posso expor as mentiras de Al Gore, como já veremos. Já Abbade não pode expor as mentiras da dra. Alveda King. Ele precisa do fingimento histérico. Precisa da trapaça. É o Al Gore global.


“Blood Money: the business of abortion” (no original), em estilo doutrinador, não pretende deixar o público pensar.

Vamos ver então o que Abbade, o antidoutrinador, propõe para fazer o público pensar?

Empurra ideias de especialistas como se fossem verdades absolutas — uma rápida pesquisa demonstra que outros estudiosos refutam essas teorias.

Singer e Leitão chamam Reinaldo de cachorro ao mesmo tempo que exigem, respectivamente, um “bom nível de ‘conversa’” e um debate com “dados, fatos e argumentos”. Abbade diz que “Blood Money” “empurra ideias de especialistas como se fossem verdades absolutas” e, na hora de expor sua verdade relativa, joga para o Google: “uma rápida pesquisa demonstra que outros estudiosos refutam essas teorias”. Se o leitor quiser saber quais estudiosos refutam quais teorias e como e onde fazem isso, precisa é enviar uma carta à redação do Globo e torcer para que o ombudsman não seja uma Singer.

Agora pergunte aí, leitor do Globo, se, em 2006, na resenha que Abbade escreveu de “Uma verdade inconveniente”, ele afirmou que Al Gore empurrava “ideias de especialistas como se fossem verdades absolutas” sobre o aquecimento global. Pergunte se ele exigiu o outro lado, chamando o filme de “obra panfletária”. Pergunte se ele falou que uma “rápida pesquisa demonstra que outros estudiosos refutam essas teorias”, como qualquer leitor poderá ver que já acontecia na época se, em uma “rápida pesquisa”, digitar “inconvenient truth 2006 lies” no famigerado Google. Nananinanão. Na verdade, Abbade encheu Al Gore de elogios: “articulado, inteligente, entendido e passional sobre o assunto”, “consegue explicar o problema de forma clara e simples, usando citações de Mark Twain e Upton Sinclair”. O máximo que chegou a dizer foi que “incomoda o estilo didático da produção, orientado para converter”, mas logo em seguida fez questão de redimi-lo, afirmando que “Gore não queria fazer o filme e precisou ser persuadido”, sendo então “convencido pela importância da mensagem, até porque somos ao mesmo tempo os vilões e as vítimas dessa história”. Não é lindo? Al Gore não queria fazer o papel de salvador – imagine –, mas, como era para o bem de todos e felicidade geral do mundão, disse ao povo que sim. É o herói do Bonequinho. Um herói quase tão mentiroso quanto Michael Moore.

Reproduzo a nota que incluí no best seller ‘O mínimo que você precisa saber para não ser um Mario Abbade’ (p. 245/6):

“Sobre a farsa do aquecimento global, por exemplo, ver os documentários ‘The Great Global Warming Swindle’ (‘A grande farsa do aquecimento global’), produzido pelo Canal 4 da TV inglesa e ‘Global Warming or Global Governance?’ (‘Aquecimento Global ou Governança Global?’), da Sovereignty International. ‘Em ambos a tese da origem humana do aquecimento global é não só contestada, mas denunciada como uma fraude proposital. Uma das provas mais eloquentes é que o ex-presidente americano Al Gore exibe por toda parte um gráfico da evolução comparativa das emissões de CO2 e do aumento da temperatura global ao longo de 400 mil anos, daí concluindo triunfalmente que o primeiro desses fenômenos causa o segundo. Toda a credibilidade dessa conclusão advém de um pequeno detalhe: Gore mostra as duas curvas separadamente. Quando as superpomos, verificamos que as elevações de temperatura não se seguem aos aumentos das emissões de CO2, mas os antecedem. O espertinho simplesmente trocou a causa pelo efeito’ [Olavo de Carvalho, ‘Nós quem, cara pálida?’, editorial do Diário do Comércio, 28 de agosto de 2008].”

Mario Abbade aplaude as mentiras mais do que convenientes de Al Gore sobre o aquecimento global (alimentadas “pela santa aliança da mídia chique, dos organismos internacionais, da militância esquerdista organizada e das grandes fortunas – os quatro pilares da estupidez contemporânea”, como já escreveu Olavo de Carvalho, referindo-se a NYT, CFR, George Soros, ONU, Hollywood, fundações bilionárias etc.) e condena as verdades, estas sim, inconvenientes da dra. Alveda King sobre a indústria do aborto. Não se vê no desenho, mas resta evidente que o Bonequinho tem uma agenda.

A cereja do bolo é um discurso do ator Ronald Reagan, quando era presidente dos EUA, contra o aborto.

Abbade poderia ter dito “discurso do então presidente Ronald Reagan”, mas precisou falar “do ator Ronald Reagan, quando era presidente dos EUA”, só para desmerecer sua autoridade, já que não é capaz de refutar o conteúdo do seu discurso. Pura vigarice, com o agravante da “cereja do bolo”.

Toda a sua “resenha” consiste nisso: expor diretor, cenas, personagens e argumentos do filme da maneira mais superficial e caricata possível, acrescentando expressões e adjetivos de cunho negativo, como “obra panfletária”, “peça de campanha, disfarçada de documentário”, “em estilo doutrinador”, “não pretende deixar o público pensar”, “não tem pudor em usar argumentos estapafúrdios”, “primeiro e último” filme do diretor etc.

É possível ser a favor do aborto, sem ser intelectualmente desonesto, isto é, sem ser Mario Abbade: basta admitir que o é por decisão livre, que prescinde de razões, já que nenhum argumento abortista fica de pé, a não ser na cabeça de quem ignora as refutações intelectuais e a lógica pura e simples, esta última exposta no capítulo “Aborto” do nosso livro “O mínimo...”.

[O filme não trata disso, mas aviso: Mesmo que não se aceite que o feto é uma vida humana, a simples ausência de prova de que ele não é torna moralmente obrigatório a quem quer que seja abster-se de cometer um ato que teria 50% de chances de ser um homicídio.]

Décadas atrás, Mario Abbade foi ao Programa do Jô como um jovem excêntrico que andava por aí vestido de Batman. Faz tempo que a máscara caiu. Se Christian Bale, o ator que encarnou “O cavaleiro das trevas”, ao menos assumiu uma postura contra os abortos forçados na China, restou a Abbade apenas o papel de Bonequinho histérico do Globo, indo embora do cinema para não ter de assistir aos efeitos práticos das suas ideias. Cada país tem o Bruce Wayne que merece.

http://felipemourabrasil.com.br
https://www.facebook.com/felipe.m.brasil

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Sobre ratos e rottweillers

Calendário do Bananão:
15 de novembro - Feriado de Proclamação do Verão.
Previsão do tempo: Sol - redondo demais, ainda, para José Dirceu.

Minhas notinhas recentes no Facebook. Plantão do Pim.

1.

Mães de presos comuns já estão desesperadas com a possibilidade de contato de seus filhos com Dirceu, Genoino e Delúbio.

Sabem que o petismo, diferentemente do banditismo comum, é um caminho sem volta.

2.

VEJA: "Abin espionou jornalistas durante governo Lula".

Haverá algo de que o PT acuse os outros sem ter feito também?

"Onde está Greenwald?", pergunta Diogo Mainardi.

3.

Jô Soares é bem mais marinista que Eduardo Campos.

4.

Jô Soares praticamente reduziu o mensalão a meros atos de irresponsabilidade de figuras públicas com biografias impecáveis. José Dirceu já pode convidá-lo para escrever a sua biografia autorizada.

5.

Eduardo Campos disse no Programa do Jô que as manifestações de junho* são a cara de tudo que ele fez na vida. Fiquei na dúvida: o governador apedrejava ônibus? Pichava prédios e estações de metrô? Depredava patrimônio público? Atirava coquetel molotov na PM? Combatia a desigualdade social ao mesmo tempo que reivindicava a gratuidade do transporte público que a requer? Diga-me, governador: sua vida foi assim pacífica e brilhante? Ou a cara da suposta oposição no Brasil é a mesma da situação: a cara de pau?

[* Ver a lista de artigos intitulada 'Manifestações 2013', aqui no Blog do Pim, na coluninha à direita, descendo bastante a barra.]

6.

Há 3 anos, desmascarei a farsa da UPP de Beltrame no meu texto de estreia no MSM: http://www.midiasemmascara.org/artigos/governo-do-pt/11630-mandem-a-gasolina-para-lula.html.

O que aconteceu? A farsa continua até hoje, conforme previ: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/upps-e-mistificacoes-finalmente-a-verdade-bandido-solto-faz-bandidagem/.

Pergunte, por exemplo, ao povo de Nova Iguaçu.

7.

Pivetada correndo da polícia na Lagoa. E a polícia fingindo que corre atrás da pivetada. Cena comum no Rio de Janeiro. Porque ambos sabem que "dimenor" nenhum vai preso. Diz o vendedor de água de coco pra mim: "Eles levam celular, cordão... Na ciclovia, na janela do carro... Arrancam rápido pra caramba! Estão cada vez mais abusados. Toda hora eu vejo." Pois é. Imagina em Nova Iguaçu, parceiro. Rio pacificado é assim: a paz dos bandidos. A paz dos "dimenor".

8.

Pivetada Ficha Limpa do Rio de Janeiro "Pacificado". Os inimputáveis de Marcelo Freixo. Minha contribuição à propaganda turística carioca.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/11/1365989-perto-do-verao-assaltos-viram-rotina-no-apoador-no-rio.shtml



9.

Rio "Pacificado".

- http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/as-entranhas-do-crime
- http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/quadrilha-resgatou-traficantes-em-presidios-para-fortalecer-a-guerra-em-favelas-do-rio/

10.

Citações complementares:

"O Brasil não está ficando mais burro." (Miriam Leitão)

"A inteligência, ao contrário do dinheiro ou da saúde, tem esta peculiaridade: quanto mais você a perde, menos dá pela falta dela." (Olavo de Carvalho)

11.

Exemplos didáticos.


* Ver também artigos de Olavo de Carvalho:
- http://www.dcomercio.com.br/index.php/opiniao/sub-menu-opiniao/117516-nem-um-pouquinho
- http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/difamacao-pura-um-artigo-de-olavo-de-carvalho/

12.

CALÇADA DA VERGONHA: Patrimônio líquido de 100 milionárias e bilionárias celebridades de esquerda

por Kyle Becker / Tradução e montagem de Felipe Moura Brasil

Cansado de ouvir a esquerda caviar queixar-se do quão injusto é o nosso sistema econômico? Eu estou, isso eu sei. É por isso que compilei uma pequena lista de radicais de esquerda que não conseguem praticar o que pregam.

Esses 100 esquerdistas defensores da redistribuição da riqueza fizeram milhões e até bilhões por meio do sistema de livre iniciativa. Muitos deles apoiaram o próprio presidente-celebridade Barack Obama, que, ironicamente, ficou bastante rico fazendo pregações contra os ricos malvados. Esta é apenas uma amostra da hipocrisia da esquerda:

Patrimônios líquidos via 'Celebrity Net Worth'.
Nenhum conservador inveja, nem por um centavo, quem faz uma fortuna honestamente: as pessoas deram voluntariamente dinheiro para aquelas da lista (na maioria dos casos) a fim de serem entretidas ou representadas oficialmente. E se esses caras podem acumular grandes fortunas, estou seguro de que qualquer pessoa pode.

Mas enquanto esses hipócritas e farsantes não distribuírem sua riqueza para as famílias americanas ao nível médio do patrimônio líquido - US$ 66.740 -, ninguém deve levar a sério a palavra deles sobre como há tanta desigualdade. Simplesmente desembolsem de uma vez a diferença para o governo ou para uma (verdadeira) instituição de caridade para o "bem público" e nós então acataremos todas as suas lamúrias. Até lá, parem de se fazer de bobos.

[Texto original: http://www.ijreview.com/2013/11/92863-wall-shame-100-left-wing-millionaires-billionaire-celebs/]

13.

Obama, no Texas: "Estamos refazendo os tribunais"; "(...) você deve saber que, para além da Suprema Corte, temos sido capazes de nomear e confirmar juízes de qualidade extraordinária em todo o país nos assentos federais".

http://twitchy.com/2013/11/07/at-a-fundraiser-obama-makes-a-chilling-admission-about-the-courts/

Olavo de Carvalho já alertava em 2005: "(...) Nesse sentido, a população americana é decididamente conservadora, e está cada vez mais irritada com o fenômeno do 'ativismo judicial' – a capciosa estratégia esquerdista de revolucionar a sociedade sem precisar mudar as leis, apenas invertendo o sentido delas por meio de sentenças dos tribunais (o 'direito alternativo' brasileiro não é senão a macaqueação terceiromundista dessa moda infame). (...) Nenhum cidadão americano ignora que a Suprema Corte já se tornou há muito tempo a fortaleza do ativismo judicial. Há quem goste e quem deteste isso, mas o fato ninguém nega. Há muitos livros a respeito; o mais famoso é 'Men in Black. How The Supreme Court Is Destroying America', de Mark R. Levin."

* http://www.olavodecarvalho.org/semana/050704dc.htm
* http://www.amazon.com/Men-Black-Supreme-Destroying-America/product-reviews/0786179252

Obama, repare, nem se preocupa mais com a Suprema Corte,* que já está devidamente infiltrada pela esquerda nos EUA, como o STF petista no Brasil. Agora ele quer é dominar o resto. Como o lançamento do site de US$ 400 milhões do novo sistema de saúde foi mais um fiasco de seu governo, a piada internética foi imediata:

"Isso quer dizer que os tribunais vão logo trabalhar tão bem como o healthcare.gov?"

Eu até responderia: tão bem quanto Luís Roberto Barroso. **

** http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/a-incrivel-entrevista-de-um-ministro-do-supremo-barroso-confessa-que-anencefalos-eram-mero-pretexto-ele-quer-e-a-liberacao-de-qualquer-aborto-ou-ainda-quando-a-causa-e-progressis/
* http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/86306-sob-obama-corte-pode-ter-guinada-liberal.shtml

13.

De resto, isto é o que Obama chama de "recuperação econômica": a menor participação na força de trabalho desde 1978 (62.8%), com 91,5 milhões de pessoas fora dela, dos quais quase 1 milhão saíram só em outubro - o terceiro maior aumento deste número de pessoas saindo da força de trabalho em um único mês, em toda a história dos EUA. http://www.zerohedge.com/news/2013-11-08/whopping-932000-americans-drop-out-labor-force-october-labor-participation-rate-drop

Mas nada que desanime a esquerda caviar americana, que vai muito bem, obrigado. Cada país, como se sabe, tem os 100 (mil?) Chico Buarque e Wagner Moura que merece.

14.

Instituto Royal fechado. Luisa Mell para presidente! Brasil-sil-siiilll!

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/royal-decide-fechar-instituto-em-anima-farm-porcos-viram-bipedes-na-fazendola-brasileira-homens-viram-quadrupedes/

15.

Se quiserem fechar o Congresso, já sabem: chamem Luisa Mell.

#passeMellnoBrasil #oBrasilprecisadeMell

Vão-se os cachorros. Ficam os ratos.

16.

Recordar é viver:

"Resposta à ignorância sem limites de Luisa Mell."



17.

Chico Buarque e Caetano Veloso estão de mal com Roberto Carlos.

Luan Santana terminou namoro de 1 ano com estudante de moda.

Puxa vida. O que vai ser do mundo agora?

http://felipemourabrasil.com.br
https://www.facebook.com/felipe.m.brasil

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Gabriel, O Pensador do Enem

[Publicado originalmente no Facebook.]

Globo Online: "O cantor Gabriel O Pensador não ficou surpreso ao saber que sua música 'Até quando?', de 2001, foi utilizada na prova de Linguagens do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2013."

E como poderia ficar? Surpresa seria se tivessem utilizado um artigo de Olavo de Carvalho. Gabriel O Pensador e o Enem foram feitos um para o outro. Veja o trecho que caiu na prova:

"Não adianta olhar pro céu, com muita fé e pouca luta/ Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve, você pode, você deve, pode crer/ Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver/ Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus sofreu não quer dizer que você tenha que sofrer."

Não é mesmo uma incrível coincidência o Enem perguntar qual é a qualidade(!) principal(!) do trecho, oferecendo cinco respostas relativamente favoráveis (além da pergunta)?

Não é coincidência o Enem impor e legitimar sorrateiramente a estudantes do Brasil inteiro a qualidade artística de uma convocação para greves e protestos, no momento em que as "manifestações" espalham o caos pelo país?

Não é coincidência o Enem ainda expor uma analogia entre o sofrimento de Jesus Cristo e o dos "oprimidos", como se até Gabriel O Pensador fosse melhor exemplo a ser seguido que Jesus?

Mais coincidência que isso, só mesmo um tributo a Karl Marx na questão número 1.

O Enem nada mais é que um manual de guerrilha em forma de Quiz.

É por isso que, para tratar de linguagem usando o tema dos protestos, seria demais exigir Lima Barreto: "O apagamento momentâneo da honestidade e a revolta contra pessoas inacessíveis levam os melhores a esses atentados brutais contra a propriedade particular e pública. Concorre também muito a nossa perversidade natural, o nosso desejo de destruir que, adormecido no fundo de nós mesmos, surge nesses momentos, quando a lei foi esquecida e a opinião não nos vigia. No jornal exultava-se. As vitórias do povo tinham hinos de vitórias da pátria. Exagerava-se, mentia-se, para se exaltar a população."

A quem interessaria mostrar aos estudantes, através da própria literatura nacional, a estupidez como ela é no Brasil há mais de 100 anos, ainda que cada vez pior em função do poder cultural e político dos estúpidos? Certamente não aos esquerdistas da banca.

De modo que hoje, para chegar às universidades brasileiras, já não basta se fazer de marxista, grevista ou manifestante. Agora você também tem de reconhecer qualidades de linguagem no divino Gabriel O Pensador - aquele que tampouco faz ideia de qual seja a resposta certa à questão que o menciona.

"Até quando", meu Deus?...

Adão, Eva e o brasileiro

[Crônica publicada originalmente no Facebook.]

Adão encontra um brasileiro.

- Prazer, eu sou Adão.
- Concordo!
- Tudo bem com você?
- Discordo!
- Não está tudo bem?
- Sou contra!
- É contra estar bem?
- A favor!
- Mas do que é que você está falando?
- Eu gosto!
- Você gosta de não saber do que fala?
- Não gosto!
- Meu Deus, não estou entendendo direito...
- Fanático!
- O que foi que você disse?
- Fundamentalista!
- Mas o que foi que eu disse?
- Respeite a minha opinião!
- Você deu uma opinião?
- Uma coisa não impede a outra!
- Que coisa não impede o quê?
- Ouvir opiniões contrárias é um exercício construtivo!
- Mas com que informações você construiu sua opinião?
- Arrogante!
- O que isso tem a ver com o que eu perguntei?
- Dono da verdade!
- Ok, vamos começar de novo.
- Concordo!
- Prazer, eu sou Adão.
- Não falo com gente arrogante.

O brasileiro vai embora e Adão encontra Eva.

- Eva, acho que eu preciso aprender português.
- Discordo!
- ...

O 'grito de liberdade' aos Black Blocs e de censura aos biógrafos

Minhas notas recentes no facebook.

1.

Black blocs de bandeira e tudo acabam de dar uns gritos de guerra contra a Rede Globo em frente à sede da emissora no Jardim Botânico. Cantaram "Poder para o povo!" e "A verdade é dura / A Globo apoiou a ditadura!", e seguiram caminhando pelo meio da rua principal do bairro, praticamente escoltados por policiais, como se fechar a rua fosse mesmo um 'direito do povo' poderoso. Pensei em ir ali no meio e cantar: "A verdade é um choque / A Globo sempre apoia Black Bloc", mas preferi comer meu lanche.

2.

ANGELO HENRIQUE: Eu não entendo como a Globo é alvo desses caras [Black Blocs] e fica pagando pau pra eles.

FELIPE MOURA BRASIL: É simples, Angelo Henrique: além dos covardes de sempre, há militantes parasitários dentro da Globo que obedecem ao mesmo comando dos militantes radicais que vociferam contra ela desde fora. Basta trocar o amor pelo ódio naquele bom e velho samba do Nelson Sargento e temos o retrato perfeito da estratégia revolucionária do "Falso ódio sincero": "O nosso ódio é tão bonito / Você finge que me odeia e eu finjo que acredito."

3.

Falar em "manifestação pacífica (de Black Blocs/MPL) que termina em vandalismo" é como falar em "sexo pacífico (de sadomasoquistas) que termina em violência". Só os virgens de língua caem de quatro nessa história.

4.

Dilma Rousseff: "Presto minha solidariedade ao coronel da PM Reynaldo Simões Rossi, agredido covardemente ontem por um grupo de black blocs em SP."

Como antecipou Olavo de Carvalho em junho: "Será, pela milésima vez, a revolução lucrando com a denúncia de seus próprios crimes."

https://www.facebook.com/ominimoquevoceprecisasaberparanaoserumidiota

5.

Trecho de "Fogo petista", versão de Felipe Moura Brasil de "Águas de março" [http://letras.mus.br/tom-jobim/49022/]:

É Black, é Bloc, é o PT no caminho
É o caos planejado, é o fogo amiguinho
É a quebra do vidro, é mais um... coquetel
É agência bancária, é surra até em coronel

É um braço do Foro, é guerrilha urbana
José... Dirceu... black bloc bacana
É o Estado crescendo, cheio de mensaleiro
Mídia ninja fingindo... que isto é ser brasileiro

É a rua fechada, é o fim do trabalho
É polícia de quatro, é o Gilberto Carvalho
É a mídia afagando, é conversa rasteira
Das trevas da Globo, é mais uma parceira

É a Dilma, é o Lula, é a marcha do crime
Barricadas no chão, todos do mesmo time...
É um tributo a Fidel, é um apoio ao Irã
É o MPL, é o Brasil de amanhã...

São revolucionários fazendo um Cubão
É a certeza de morte da população...

http://felipemourabrasil.com.br/

6.

Suzana Singer, a ombudsman da Folha que chamou Reinaldo Azevedo de cachorro após a primeira coluna dele no jornal, defendendo ao mesmo tempo que se assegure "um bom nível de conversa", já pode montar um cursinho de argumentação esquerdista com Renato Janine Ribeiro, o professor de ética(!) que usou o Facebook para dizer que o 1º lugar na Amazon do best seller de Olavo de Carvalho organizado por mim era a prova de que a inovação tecnológica convive com o retardamento mental.

A monitoria prática ficaria por conta dos "estudantes" que impediram na Bahia as mesas-redondas com o sociólogo Demétrio Magnoli e o filósofo Luiz Felipe Pondé; e as incrições seriam feitas no federalíssimo site Brasil 171, conhecido pelos incautos como 247, embora talvez mude para 178, em homenagem aos beagles raptados do Instituto Royal e agora vítimas de evidente racismo ante a contratação do "rottweiler" Reinaldo pela Folha.

Claro que ninguém precisa fazer esse curso para aprender a xingar "reacionários" de cachorros e retardados sem ler nem refutar seus textos e a mostrar todo o seu amor à liberdade de expressão e à divergência tentando calá-los; para isso, basta respirar no país do "marxismo atmosférico", como dizia Nelson Rodrigues muito antes das agravantes fotossínteses de Janine, Singer e ENEM.

Em todo caso, diante do sucesso editorial e internético da famigerada direita, aquela que representa os valores da maioria relativa da população brasileira, ainda que lhes falte representação política [8], talvez seja mesmo a hora de jornalistas e intelectuais esquerdistas (sic) capricharem no argumento "black bloc" com intensivos extras, antes que o ar marxista fique rarefeito demais.

#Ficaadica

7.

Os 'presos políticos' a que se refere Marcos Palmeira no vídeo de entretenimento intelectual dos globais só podem ser os beagles.

8.

Li a carta dos colegas de faculdade (não identificados) de Paulo Henrique Santiago dos Santos - um dos rapazes que ESPANCARAM o coronel Reynaldo Simões Rossi na sexta-feira - e fiquei na dúvida: os colegas são os artistas da Globo?

a)

Olhem esse trecho da carta: “É preciso questionar por que tantos jovens, provenientes de diversas experiências, lugares e estratos sociais estão cada vez mais se dispondo a enfrentar a polícia em manifestações”.

Olhem agora um trecho da atriz Leandra Leal no vídeo "Grito da libertade": "Se o Estado tivesse preocupado em desenvolver políticas públicas em diálogo com a população. Se estivesse preocupado em entender o que está por trás dessas manifestações, quais são as pautas, a gente agora não estaria vivendo esse momento de violência."

b)

Olhem mais este trecho da carta: “Os moderados falam em negociação. Mas pergunta-se: Como se negocia quando uma das partes possui uma arma, mais ou menos letal? Como qualquer pessoa que não tenha sangue de barata ficaria diante de pessoas sendo espancadas, chutadas?”

Olhem agora um trecho de Camila Pitanga: "Como poder afirmar esse desejo de mudança sem cair na violência? Como respeitar e legitimar a necessidade das pessoas terem voz sem a criminalização?"

c)

Carta: "Paulo não é adepto da tática Black Bloc, não integra o MPL, tampouco pertence ou participa de partidos ou qualquer grupo político organizado. Ele não é um homicida e não participa de quadrilha que objetiva matar policiais."

Guta Stresser: "Não pode ser de maneira nenhuma tratado como um grupo de criminosos."

d)

Carta: "O que sabemos é que ele não deveria estar preso."

Marcos Palmeira: "Vamos acabar com isso, vamos anistiar esses presos políticos."

Pois é. Vai ver os artistas da Globo também estudaram na mesma faculdade de espancamento mental do espancador do coronel Reynaldo (coronel este que foi o único sujeito espancado no caso). Com a diferença de que os artistas se especializaram em oferecer a retaguarda teórica para a ação prática do espancador.

Parabéns, pessoal. O "grito da liberdade" agora é #vemprolinchamento. Mais um "momento histórico", sem dúvida.

9.

ROMÁRIO, ao postar uma foto com LULA no Instagram, fazendo elogios ao "Chefe" do Mensalão (não, ele não usou essas palavras), mostra que também merece uma vaga no time dos artistas da Globo.

10.

Traduzo a entrevista de Roberto Carlos ao Fantástico: "Sou a favor do projeto de lei que permite a publicação de biografias não autorizadas, desde que... Bem, desde que elas sejam autorizadas."

Não é maravilhoso? O robertocarlês é uma mistura de caetanês com buarquês. Já está merecendo, também, uma coluna no Globo.

11.

Você não achou que Gilberto Gil, Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Caetano Veloso, Chico Buarque e Paula Lavigne fariam deste novo vídeo do Procure Saber [com a participação somente dos três primeiros] uma confissão de que não procuraram saber coisa nenhuma, lutaram pela censura prévia de biografias, reivindicaram o pagamento aos biografados, atentaram contra a liberdade de expressão e informação e também contra todo um gênero literário, causando uma discussão que virou motivo de piada para qualquer habitante letrado de um país democrático, e que agora eles pediriam desculpas a biógrafos, editores, fãs e sociedade por tamanha demonstração de imaturidade e vaidade, tamanho vexame histérico agravado ainda pelo fato de que sequer existe uma fila de autores interessados em narrar suas vidinhas em livros, não é mesmo?

Espero que não, se você é letrado. Eles naturalmente tinham de mostrar como são lindos, leves, sinceros, corajosos, cheios de emoções, sentimentos, amor pelo próximo; como se julgam no dever de "preservar a todos os que de alguma maneira não têm, como nós temos, o acesso à mídia, ao Judiciário, aos formadores de opinião"... Puxa vida, fico até emocionado: que pessoas maravilhosas!, quanta solidariedade!, nada mais nobre do que lutar pela censura em nome do povo... Mas não, eles não queriam a censura, claro, nunca quiseram, é um nome feio, pega mal, embora na prática a tenham exigido, mas no Brasil a prática é o que menos importa, o que importa é o sentimento que será demonstrado na hora da propaganda com palavras que nada significam.

Sim: eles podem ter exagerado em algum momento, sabe como é, que pessoas lindas e maravilhosas não exageram quando estão tentando salvar todas as outras, não é mesmo? Eles não negam: "Não negamos que esta vontade de evitar a exposição da intimidade, da nossa dor, ou da dor dos que nos são caros, em dado momento nos tenha levado a assumir uma posição mais radical" - e eis aí o limite do 'mea culpa' forjado: a não negação de algum exagero inevitável e, no fim das contas, até meritoso em meio à sofrida batalha pelo bem-estar geral. "Mas..."

Mas eles sabem usar a palavra direito um monte de vezes para exigir um monte de garantias que só a censura prévia poderia dar.

Tendo perdido de lavada a batalha racional, resta a estes senhores fingir que não tentaram fazer o que tentaram e continuar tentando a mesma coisa com um apelo sentimental ao Judiciário, o qual ao menos mostre aos incautos como eles têm um bom coração e que "foi por acreditar que este debate seria melhor com a participação de toda a sociedade" que se juntaram.

O ápice do vídeo é o arremate final: "Só queremos o que a Constituição já nos garante, o direito de nos defender e de nos preservar", diz Gilberto Gil. "Não queremos calar ninguém. Mas queremos que nos ouçam", completa Roberto Carlos, o homem que moveu processo contra seu biógrafo até na Vara Criminal.

Paulo César Araújo sabe como ninguém que o direito de se preservar do "Rei" é exatamente o direito de calar quem lhe desagrada, mesmo que este não tenha cometido crime algum.

Espero que ninguém jamais tente calar Roberto Carlos, Chico, Caetano, nem os outros do Procure Saber. Quantos mais eles falam, escrevem e postam vídeos, mais eles mostram quem são.

12.

Traduzo o vídeo de Roberto, Erasmo e Gil:

"Censores? Nós? Imagine. A censura está nos olhos de quem proibimos de publicar e de quem impedimos de saber."

13.

Quando chegamos ao ponto de discutir o uso de animais em testes de vacinas e medicamentos, a legalidade de biografias não autorizadas e a legitimidade de atos de violência contra policiais, o que nos resta esperar do debate público nacional senão que os animais exijam dinheiro de seus biógrafos para incluir o episódio do ataque aos homens da carrocinha?

Ninguém vai resgatar as cobras?

Minhas notas recentes no Facebook.

1.

Quer deixar um artista da Globo enlouquecido?

Teste a cura gay em beagles.

2.

Minha sugestão de campanha para o Retiro dos Artistas Sinceros [ou Retiro Clara Averbuck]:




3.

Da série "Notícias do planeta Brasil":

Beagles que escaparam dos porões da ditadura científico-capitalista, instalada sob o pretexto de combater o movimento cancerígeno-revolucionário, lutam agora para impedir a publicação das suas biografias não au-au-torizadas, ao mesmo tempo em que exigem indenização da Rede Globo pela suposta censura à sua raça na famigerada abertura da TV Colosso. Ao contrário do que escreveu um biógrafo pitbull, o sr. Beagle Buá-Buá, famoso por seus latidos contra a censura colossal, garante que nunca foi convidado para participar do programa. Já Black Beagle Vaidoso prefere vestir uma focinheira em protesto contra alguma coisa que ainda não sabe o que é, em nome de alguma outra coisa que ainda vai descobrir.

Mais informações, a qualquer instante. Au, au.

4.

Para a turma dos 'direitos' dos animais:

"Os ensaios do Peter Singer são uma coleção de platitudes que preparam o leitor para engolir, anestesiado, conclusões práticas absurdas. Evitar sofrimentos para os animais é uma exigência moral da qual ninguém discorda, em teoria, mas é evidente que, se proibirmos completamente a matança de animais de todo gênero, estes se multiplicarão até o nível de uma ameaça catastrófica, e então teremos de aceitar passivamente a extinção da espécie humana ou então introduzir o controle da natalidade animal, esterilizando bichos a granel e fazendo-os, portanto, sofrer, seja por dor física, seja pela simples privação da possibilidade de seguir seu desenvolvimento natural normal. Bastou, por exemplo, proibir a matança de lobos em alguns Estados americanos durante uns poucos anos, para que eles proliferassem e voltassem a constituir ameaça para os seres humanos. Se não é justo fazer nenhum animal sofrer, não se pode negar aos lobos e leões o direito que se dá às galinhas. Abrir uma exceção para os animais perigosos é regular o direito à vida animal pelo critério do interesse humano, caindo portanto no pecado de 'especismo' que se queria evitar. Por onde quer que se examine, a filosofia de Singer consiste em chegar a conclusões absurdas pela via do puro consequencialismo lógico alheio à experiência prática da vida. É uma filosofia para adolescentes irresponsáveis. 'Pereat mundus, fiat philosophia.'" (Olavo de Carvalho)

5.

Em função da polêmica dos beagles, lembrei-me deste meu artigo quase alucinógeno de 6 anos atrás sobre o uso de animais como cobaias de experiências. Foi um dos que mais me diverti escrevendo (e relendo). Será que os ativistas caninos teriam resgatado também os elefantes das pesquisas de LSD?

Somos nozes
(Felipe Moura Brasil, 5/11/2007)

Oscar Niemeyer ficou em nono lugar na lista dos “100 maiores gênios vivos” elaborada pela consultoria Creators Synetics, na Grã-Bretanha. Os jornalistas brasileiros comemoraram. Adoram nonos lugares. Depois do estrondoso décimo sexto em Atenas, mal podem esperar pelas Olimpíadas de Pequim. Como eu gosto mais do primeiro, fui ver quem tirou a sorte grande. Não foi uma surpresa. Empatado com o inglês Timothy John Berners-Lee, criador da World Wide Web (vulgo 'www'), Albert Hofmann, o químico suíço inventor do LSD. Mas como assim do LSD? Aquele da rave? Sim. Aquele da rave.

Albert Hofmann é o Dr. Brown da medicina. O Dr. Brown, em 1985, escorregou na banheira, bateu a cabeça, teve a ideia do capacitor de fluxo e construiu a máquina do tempo no DeLorean. Albert Hofmann, em 1943, absorveu “acidentalmente” um pouco de LSD-25 pelas pontas dos dedos, ficou doidão e inventou o LSD. O Dr. Brown queria usar o DeLorean para dar um pulo no futuro. Albert Hofmann queria - e até hoje, aos 101 anos, quer - usar o LSD na psiquiatria. O DeLorean, em 2015, caiu nas mãos de Biff Tannen. O LSD, nos anos 60, caiu nas mãos dos hippies.

Eu não tomo LSD. Antes de escrever, prefiro bater a cabeça na banheira. Mas acompanho a história de Albert Hofmann. Em seu livro 'LSD – minha criança-problema', ele diz: “O perigo do LSD repousa não na sua toxicidade, mas antes na imprevisibilidade de seus efeitos psíquicos”. Isto significa que você, além de boca ressacada, náuseas, cãibras e coceiras, pode ter a reação adversa de decepar o próprio pinto com um tridente, bastando, para tanto, uns 0,05 miligramas, que, em escala de bebida, dão menos de um gole. Eis uma das razões pelas quais, acredita Hofmann, neguinho preferiu se destruir com haxixe, heroína e anfetamina. Mas hoje, por menos de 30 reais, neguinho adota uma 'criança-problema' holandesa nas melhores casas do ramo, da Barra e do orkut.

A parte de que mais gosto no livro é mesmo a das reações. Não as humanas. As dos animais. O Capitão Nascimento quer saber quantos meninos a gente vai perder para o tráfico para que um playboy acenda um baseado. Eu quero saber quais bichinhos a gente perdeu nos laboratórios para que um playboy tomasse um LSD na rave. Sou muito grato a Hofmann (e a ONU, que proibiu o LSD no mundo inteiro em 1972). Em medicamentos lícitos, raramente tenho essa oportunidade. Devia ser obrigatório registrar nas bulas os dados das experiências. Os cientistas estimam que, daqui para frente, a Europa utilizará 5 milhões de cobaias por ano, mas não faço ideia de quantos ratinhos morreram para que eu pudesse tomar um tylenol. Muito menos se o tylenol cura febre de elefante. Se eu visse um elefante febril, não saberia o que fazer.

Sob influência do LSD, descobri que o rato tem perturbações motoras e alterações de higiene, alguns não escovam os dentes antes de dormir. O gato fica todo arrepiado, saliva, e deixa o rato em paz ou morre de medo dele. O cachorro tem sintomas semelhantes de alucinações. O chipanzé curte numa boa, mas seus colegas percebem que ele ficou lelé. Os peixes mudam de postura na natação, alguns trocam o crawl (vulgo crau) pelo borboleta. O elefante, imagine, é muito mais sensível ao LSD do que o rato. Daquele tamanho todo, morre com uma dose mil vezes menor. As aranhas, com doses baixas, às vezes constroem uma teia de dar inveja a qualquer nordestino, mas, com doses altas, nem lacinho de biquíni. (Foi uma pena o químico alemão Anton Köllisch, que sintetizou o ecstasy em 1912 para inibir o apetite da rapaziada, morrer como soldado na Primeira Guerra. Eu também queria saber, sem muito esforço, quais bichinhos ele matou.)

A partir dos testes do LSD, fica fácil distinguir quem é quem. Os playboys da rave são os ratos. Ficam descoordenados – daí a combinação perfeita com a música eletrônica - e têm nítidas alterações de higiene, tendendo para o estilo sujinho. E os artistas são as aranhas, achando que vão compor teias incríveis em virtude de uma good trip. Raul Seixas estava certo. É o rock das aranhas. Beattles, Jimi Hendrix e companhia usuária eram todos aracnídeos dando mau exemplo às criancinhas, que podiam morrer numa parada cardiorrespiratória na rave, dormindo ao volante na volta ou se atirando do décimo-terceiro andar do prédio como o Dr. Frank Olson. Tudo se encaixa e se explica. Tobey Maguire, o Homem-Aranha em pessoa, vai estrelar e produzir 'Blackbird', filme baseado em livro de Eric Olson sobre seu pai, o Dr. Olson, funcionário da CIA que cometeu suicídio porque a agência (descobriu-se quinze anos depois) lhe dava LSD.

Eu quero fazer outro filme. Seinfeld lançou uma animação de abelhas, o 'Bee Movie', eu vou lançar uma mais completa. Já tenho o roteiro. Começa com o chipanzé observando a bicharada. Os cachorros tentam comer os gatos. Os gatos tentam comer os ratos. As aranhas chegam. Começam a tocar 'Help'. Os gatos fogem. Os cachorros param para assistir. Os ratos começam a dançar. Os peixes puxam as coreografias. O elefante, meu alter-ego, morre ao primeiro acorde. O chipanzé vê tudo e acusa as aranhas. Os ratos defendem as aranhas. Elas param de tocar. Os gatos voltam e comem os ratos e os peixes. Os cachorros despertam e comem os gatos. As aranhas se aproveitam e fogem. O chipanzé, solitário, enterra o elefante. Fim. É um final digno, neste mundo de gênios, para nós, elefantes. Sermos enterrados por um chipanzé.

Albert Hofmann, de fato, é muito mais inspirador que Oscar Niemeyer. Há quem proteste contra o uso de animais como cobaias e depois vá tomar o seu tylenolzinho. Há quem faça passeata pela paz e depois vá fumar seu baseado. Eu protesto contra Oscar Niemeyer e depois vou ao Sambódromo. Niemeyer não merecia nem de longe o primeiro lugar dos gênios. Ele nunca escreveu 'Brasília – minha criança-problema' e, se tivesse a cautela mínima de testar a cidade nos ratos, talvez dela só existisse hoje uma versão pirata habitada por roqueiros adolescentes. Brasília ainda está em fase de testes. As árvores e os ratos somos nozes.

6.



Será que os ladrões de beagles programam também um quebra-quebra no Instituto Butantan para salvar os cavalos envenenados em prol da produção de soro antiofídico? Se forem picados por uma cobra, eles esperarão a morte em silêncio, junto com os feicebuquianos apologistas de seus crimes, pelo bem dos cavalinhos? Se a cobra for um câncer, a gente já sabe que sim.

Mensagem de uma veterinária recebida por Alexandre Borges:

"Alexandre, sou médica veterinária e entendo um pouco de animais usados em prol da medicina. Para o pessoal que é 100% contra o uso de animais , faço a seguinte pergunta: Imaginem que vcs sejam picados por uma cobra, e tem 2 alternativas: a) receber o soro antiofídico, ficar bem e viver mais 70 anos; b) se negar a receber o soro antiofídico, já que ele é produzido por cavalos 'explorados' no Instituto Butantan, que após receberem a inoculação do veneno, são sangrados para que o soro seja produzido.

Infelizmente o uso de animais em prol da medicina (para humanos e outros animais) é um mal necessário. E salva milhares de vidas todos os anos. Infelizmente a cultura de células e tecidos, ou simuladores computadorizados, não são suficientes para estudar por exemplo, o funcionamento de um vasodilatador, tão importante para pacientes humanos e animais que sofrem de doenças cardíacas. Ou alguém acha que o funcionamento do sistema cardio-vascular pode ser estudado em tecidos? Temos que lutar para que os testes sejam reduzidos ao mínimo necessário, e que os animais sejam tratados da melhor forma possível dentro das instituições. E até agora ninguém provou que o instituto Royal não seguia essas diretrizes."

(Dra. Maria Estrela Felício)

E as cobras, coitadinhas?

Sérgio Henrique Ferreira é o médico e farmacologista brasileiro que descobriu o “Fator de Potenciação da Braticinina”, uma substância derivada do veneno da jararaca, que é capaz de combater o aumento excessivo da pressão arterial. O trabalho, no Departamento de Farmacologia da Faculdade de Medicina da USP, em Ribeirão Preto-SP, publicado em 1964, criou as condições necessárias para a salvação de incontáveis vidas com o desenvolvimento do Captopril, que foi sintetizado por um laboratório americano porque, conforme Sérgio Henrique declarou à revista Isto É em 2002 - quando os medicamentos gerados pelo estudo já movimentavam US$ 8 bilhões por ano -, "o problema é que a nossa indústria não é capaz de desenvolver ciência a partir do conhecimento produzido pelos próprios brasileiros".

Bons tempos aqueles em que o único problema para o desenvolvimento da ciência nacional era a nossa indústria. Agora, para que os cientistas brasileiros produzam conhecimento, eles também têm de enfrentar os depredadores de institutos de pesquisa, os ladrões de beagles, e seus apologistas globais e feicebuquianos. O Brasil sempre dá um jeito de evoluir para trás.

Como escreveu Reinaldo Azevedo:

"Respeito opiniões diversas, respeito diferenças. Compreendo que haja pessoas que se recusem a comer carne (não entendo por que, na maioria dos casos, o peixe é tratado como se vegetal fosse, mas vá lá…). É uma escolha individual que, qualquer estudioso dirá, afronta alguns saltos civilizatórios. Cada um na sua. O que é inaceitável, no entanto, é que se imponham convicções à sociedade como um todo na base do berro, da violência e do crime. Os anos de pesquisa que se perderam no Instituto Royal não pertencem àquelas pessoas boas que foram lá vandalizar o prédio. Eram uma conquista de todos nós. Quem entrou lá, sequestrou os cachorros e destruiu amostras fez uma hierarquia: primeiro os bichos, depois o homem. Não é o meu mundo. Nunca será."

Nem o meu. Que preconceito contra cavalos, cobras e ratos, pô!

7.

MAIS DE 1.000 COMPARTILHAMENTOS [do item 6 acima no Facebook]. E mais de 1.000 reações difamatórias, claro, baseadas em puro 'wishful thinking' de idiotas úteis, com suas afetações perversas de bom-mocismo... Cosméticos, só na cabeça dos globais! Crueldade (até onde se sabe), só com as vítimas de câncer! Maus-tratos (até onde se sabe), só quando os criminosos deixaram os animais literalmente cagados de medo! Mentirosos, só o deputado Fernando Capez, a atriz Tatá Werneck e tutti quanti. Pedidos de desculpas de criminosos, apologistas do crime e difamadores do Instituto Royal? Aguarde o dia 32.

8.

Não foi pelos 20 centavos.

Não foi pelo salário dos professores.

Não foi pelos 178 beagles.

Lembre-se: "Estamos lutando por algo que ainda não sabemos o que é, mas que pode ser o início de algo muito grande que pode acontecer mais para frente."

9.

DataPim informa: Instituto Royal, QUE NÃO TRABALHA COM COSMÉTICOS, acaba de superar a revista Veja (somada com Olavo de Carvalho) em difamações recebidas só nesta semana.

Parabéns!

10.

- Não pode matar cachorro pra fazer batom!
- Quem mata?
- Presunçoso!
- Quem faz batom?
- Arrogante!

E assim vamos, no dia a dia brasileiro.

11.

A postura de 'idiotas úteis' globais e feicebuquianos diante do caso Beagle - não pela preocupação com os bichos, mas pelas mentiras e pela apologia do crime, quando não pelos crimes mesmo - foi mais uma prova do que está escrito na quarta capa do nosso best seller 'O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota': "O alvoroço de simular bons sentimentos e demonizar o inimigo pela via mais fácil bloqueia toda possibilidade de reflexão séria sobre as próprias palavras." Aguardamos os pedidos públicos de desculpas por parte de todos que ajudaram a militância obscurantista a difamar o Instituto Royal, justificando ainda o seu assalto e a sua depredação. Parabéns, dra. Silvia Ortiz!


12.

Não, eu não desejo um câncer àqueles seres absolutamente desinformados que aplaudem a destruição da pesquisa científica sobre a vacina da doença para posar de defensores dos beagles e oprimidos. A IDIOTICE JÁ É UM CÂNCER. Eu desejo apenas que eles tomem a vacina que eu desenvolvi.

13.

Computador, celular, internet, microondas, leite condensado etc. foram criações da pesquisa militar. Sugiro aos beagle-ativistas que abram mão de usá-los em protesto pelos cadáveres humanos das guerras que os geraram.

#vemprarua #desconecte #chegadeselambuzar

14.

Se é para falar em 'direitos' dos animais, ok. Sou a favor de cotas raciais para beagles nas universidades. (No corpo docente, claro.)

#piorquetánãofica

15.

O discurso afetado e vigarista do deputado Fernando Capez - cujo vídeo alguns militantes e idiotas úteis, dispostos a se agarrar a qualquer boçalidade aparentemente favorável à sua causa, vieram espalhar pela minha página - já foi devidamente desmascarado pelo advogado Daniel Ravena. Faço minhas, aliás, as últimas palavras dele: "Não, não sou advogado do instituto Royal. Sim, eu também amo cãezinhos. Mas também sou um amante da verdade e tenho a péssima mania de repudiar embusteiros."

16.

Às vezes eu olho para as paredes e pergunto:

"Como foi que vocês deixaram escapar tantas portas?"

E às vezes tenho a impressão de que as paredes me respondem:

"É porque elas falavam..."

17.

Pior do que chegar ao ponto de ter de explicar por que um estudante de medicina precisa treinar em porcos a técnica da traqueostomia que terá de usar até em casos emergenciais em seres humanos - como no do choque anafilático, com edema de glote - para impedi-los de morrer sufocados, é ter de explicar por que não usamos criminosos presos como cobaias de experiências científicas em lugar dos animais. Poucas propostas são tão sintomáticas da pura e simples afetação idiota de bom-mocismo quanto esta, que dispensa o proponente de conceber não digo nem as questões morais envolvidas - que deixo para a turma 'dus-direitus-humânu' - mas até os efeitos práticos mais óbvios do que está dizendo. Em lugar de ratos, porcos e beagles, teríamos então ladrões, sequestradores, estupradores, assassinos, só umas pessoas assim adoráveis e bastante dóceis, que diriam 'bom dia, sr. cientista, em que posso ajudá-lo?', sem a necessidade de uma penca de policiais (aqueles que há de sobra nas ruas, não é mesmo?...) para transportá-las, ainda que anestesiadas, das prisões para os laboratórios e vice-versa, evitando emboscadas e fugas, e cuidando da segurança dos pesquisadores (os verdadeiros, não os infiltrados), que agora teriam mais este atraente chamariz para a sua digníssima profissão, decerto compensado pelo acréscimo de disciplinas de 'MMA para uso emergencial' no currículo universitário. Já estou imaginando as futuras prisões-laboratórios-universidades-brasileiras-de-segurança-máxima e as novas e promissoras carreiras de professor-carcereiro ou cientista-policial. No Brasil, definitivamente, ciência será coisa para cabra macho. Com todo respeito às cabras, ok?

18.

Quando a pessoa se recusa a ler as refutações das mentiras em que acreditou, a gente sabe que ela não tem amor algum pela verdade, mas apenas o apego vaidoso pela imagem de defensora dos fracos e oprimidos que a causa lhe confere ante os demais desinformados.

19.

QUESTÃO: O que deve fazer um ativista radical dos 'direitos' dos animais na situação da foto?


a) Abaixar a arma e tentar dialogar com o urso.
b) Entregar a arma ao urso e virar de costas, na esperança de que ele a utilize apenas para testar uma nova vacina.
c) Tirar do bolso as fotos de quando sequestrou 178 beagles de um instituto de pesquisa, tentando convencê-lo de que nunca "resgatou" um urso porque não teve oportunidade.
d) Oferecer a própria vida, na esperança de ser considerado um mártir de uma nova religão do deus Urso.
e) Convidar o urso para ser seu par romântico na próxima novela da Globo, abraçá-lo e tirar uma foto come ele para postar no Insta.

(Resposta: questão anulada.)

20.

"O uso de animais em laboratório é imprescindível. Não é questão de ser a favor ou contra. (...) Chega um momento em que é imprescindível, porque você não pode testar diretamente no humano. (...) O que foi feito na invasão do Instituto Royal realmente é um ato insano. (...) O Vital Brazil seria enforcado. Porque ele sacrificou serpente. Ele tinha que ver onde tinha a glândula que produzia o veneno. (...) Os beagles são animais com pouca diversidade genética, então isso facilita você ver realmente a influência de fatores ambientais. (...) Então esses animais, por serem mais homogêneos, eles são importantes nesses estudos. Isso é feito mundialmente. É a raça de cão mais adequada. Isso em termos de mamífero superior; mas a base de todo o estudo você faz com camundongo, você faz com ratos. E só na última etapa você vai usar um cão, um cavalo. (...) É imprescindível isso para que a humanidade cresça. É o sentido social do trabalho que a gente faz. (...) Eles (do Royal) estavam estudando uma molécula contra o câncer. Ora, isso é feito pra quê? Isso é feito para uso humano. Você destrói, você perde a chance de acrescentar para a humanidade alguma coisa, algum valor. Isso é muito mais do que simplesmente levar o cachorro do canil. Você leva o conhecimento." (Osvaldo Augusto Brazil Esteves Sant'Anna, bisneto de Vital Brazil e pesquisador do Instituto Butantan)



21.

"Se paramos de abater animais para alimento, eles vão proliferar até tornar a vida humana inviável no planeta. Então teremos de matá-los para fins de 'controle populacional', como aliás já se faz com seres humanos. Isso é problema, não solução. Como opção pessoal, o vegetarianismo pode ser legítimo, mas como programa obrigatório para toda a humanidade é um puerilismo criminoso. Um ano de proibição de matar lobos em Montana bastou para que se transformassem numa ameaça temível. Multipliquem isso por milhares de espécies animais e vejam o resultado." (Olavo de Carvalho)

22.

"Se, forçados a abater um animal, seja para comer, seja para qualquer outro fim necessário, os homens o fizessem com respeito, compunção, gratidão e veneração, compreendendo que a situação é imposta a eles e à sua vítima pelo pecado original, esse debate jamais teria surgido. É a industrialização fria do sacrifício que torna as coisas mais horríveis do que realmente são. Na nossa sociedade, no entanto, o senso do sacrifício universal se perdeu por completo, sendo substituído por uma patacoada naturista-sentimentalista-ocultista de uma imbecilidade sem par." (Olavo de Carvalho)

E não há dúvida de que esta imbecilidade - a única da qual eu debochei nessas notas - chegou a níveis estratosféricos nas últimas semanas.

23.

Se não é preciso questionar os procedimentos do Instituto Royal? Ora, claro que sim! É preciso questionar o procedimento de todo e qualquer cientista em cada caso concreto. Mas questionar não é difamar, nem depredar, nem assaltar, nem impor. Debochar, por exemplo, já é bem melhor. Pena que os ativistas - e há muitos tipos deles, é claro (nem todos são Luisa Mell; e nem todos são apologistas do crime, ou vegetarianos, ou abortistas etc.) - estouraram minha cota de deboche nesse episódio. Mas Diogo Mainardi, como de hábito, deu conta do recado:

"Royal é nome de gelatina, não de laboratório que descobre a cura para o câncer."

"A única contribuição brasileira para a ciência foi a espada-de-São-Jorge para espantar o olho gordo."

24.

Se toda esta discussão servir para incutir algum senso de sacrifício em ativistas e um sentimento mais profundo de piedade em cientistas, pode até ser que ela tenha valido para alguma coisa. Mas a primeira parte, dada a amostra de ativistas colhida, soa quase utópica.

25.

Vejamos agora o meu cursinho de Senso de Sacrifício em forma de Quiz:



QUESTÃO: Dois aviões sequestrados por terroristas são atirados contra as duas maiores torres comerciais de Nova York, que desabam logo em seguida, matando provavelmente milhares de trabalhadores. Um terceiro avião sequestrado está a caminho da cidade. Se você, atual presidente do EUA, eleito graças à sua luta pelo direito dos animais, der a ordem para que as forças aéreas do país o abatam, serão mortos 36 passageiros beagles, além dos quatro sequestradores humanos. Se não mandar, esses 40 poderão morrer do mesmo jeito, levando com eles outras milhares de pessoas (e possivelmente beagles) em terra - e você terá de viver sabendo que poderia ter escolhido o mal menor e salvado vidas. Você pode até tentar informar aos beagles-passageiros (ou torcer para que percebam) que a única chance deles é morder e neutralizar os sequestradores por conta própria nos próximos minutos. Mas passado esse limite de tolerância, se o avião seguir voando sequestrado em direção à cidade, você terá de escolher entre abatê-lo ou não, já que não há tecnologia disponível para eliminar apenas os sequestradores, nem para garantir que o mal maior não vai ocorrer em terra. O que você faz?

a) Uma oração para Nossa Senhora dos Beagles, que resolve qualquer parada.
b) Absolutamente nada, porque a esperança de que os beagles-passageiros neutralizem os sequestradores humanos e pousem o avião no aeroporto John Beagle Kennedy é a última que morre.
c) Dá a ordem para abater o famigerado United Beagle 93, com muita dor no coração, mesmo sabendo o quão difícil será explicar ao seu eleitorado ativista que você não queria correr o risco de que mais beagles eventualmente morressem em terra junto com os humanos.
d) Você simula um infarto e, longe das câmeras, começa a redigir o discurso em que atribui a culpa do atentado aos cruéis republicanos, inimigos dos animais.
e) Você pede pra sair.

Responda rápido, porque o avião está entrando no perímetro urbano.

26.

'Gentileza gera gentileza' somente entre pessoas boas, saudáveis e normais. Entre elas e os histéricos ou psicopatas, muitos dos quais repetem chavões fofinhos como este justamente para que ninguém os desmascare, gentileza pode gerar somente safadeza. Cresçam, crianças. E prefiram Rocky Balboa: 'The world ain't all sunshine and rainbows.'