sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Tesouros de um amor que vai chegar

[Publicado originalmente no facebook - aqui]
[Leia também os votos do Blog do Pim para 2012 - aqui]

Porque é Natal, e é verão, há um quê de infância e de amor no ar, um clima de redescoberta e entrega à vida que, muito embora infestado pela propaganda da diversão obsessiva, conserva ainda um resíduo providencial para aqueles que têm a coragem de prestar contas às crianças que um dia foram. É tempo de resgatar um pouco da pureza, da inocência e dos mais belos sonhos infantis, abandonados em algum lugar do caminho em troca de próteses de felicidade e reconhecimento social. Resgatemos, pois, ouvindo a música favorita de Juveninho, sempre com "os olhos tão ligados nesses sonhos/ tesouros de um amor que vai chegar"... Feliz Natal e que, neste verão, você também se enamore de verdade.



Nota de rodapé: Leia também VOTOS: uma declaração de amor de Carlos Andreazza à sua esposa, Carol, publicada na sétima edição [dedicada ao tema "o que é para sempre"] do fanzine Amarello. Uma obra inspiradora, sem dúvida, porque "as coisas são bem mais singelas e autênticas do que impõem a propaganda e a pressa".

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O Brasil à luz do Barcelona

"(...) Contra times de várzea, esse futebol infantilizado não raro soa bonitinho, fofo, alegre - e até moleque. Mas a verdadeira molecagem precisa daquele estofo (...) do qual possa emergir de repente causando a sua graça. Sozinha, (...) ela é só uma bundinha teen à espera de palmadas adultas.
 
As da Holanda – lamento dizer -, chegaram em boa hora."

Sim. Isto foi o que escrevi no artigo "Palmadas holandesas", logo após a eliminação do Brasil na Copa de 2010. Troque Holanda por Barcelona, e temos agora a bundinha teen dos "meninos da Vila" levando palmadas espanholas: 4 a 0 na final do Mundial de Clubes, com mais de 70% da posse de bola. O que mudou de quase 2 anos pra cá? Nada. O que mudará até a Copa de 2014? Nada.

O motivo é simples: o Brasil sempre tira as lições erradas das aulas humilhantes que recebe. Foi assim com a seleção de 1982. Foi assim com a seleção de 2010. Será assim com o Santos de 2011.

Em 1982, tínhamos 1 craque (Zico), 4 bons jogadores (Leandro, Júnior, Falcão e Sócrates) e 6 entre ruins e razoáveis (Valdir Peres, Luisinho, Oscar, Toninho Cerezo, Serginho Chulapa e Éder). O Brasil venceu uma única seleção de porte, a Argentina, e isto porque Telê colocou Batista para marcar Maradona. De resto, passou pela União Soviética com a ajuda do juiz, que ignorou dois pênaltis de Luisinho, e por Escócia e Nova Zelândia - grandes seleções de rúgbi e críquete. Quando Gentile anulou Zico, perdemos para a Itália de goleada, apesar de outra ajuda do juiz, que invalidou o quarto gol italiano, contribuindo para maquiar a humilhação.

De um time limitado, grosseiro, que perdeu feio, jogando mal, criou-se o embuste do time que "perdeu jogando bonito", do qual se tirou a lição enviesada de que tínhamos de jogar feio também. Desde então, a mentalidade reinante no futebol brasileiro cultua a caricatura dos extremos: de um lado, o “craque” poético, que deslumbra a multidão com a plasticidade de suas jogadas individuais; do outro, o “marcador” troglodita, sem o qual o primeiro não teria tamanha liberdade. Um ataca, outro defende (descendo o cacete), e enquanto um faz a sua parte, o outro o observa, isento de maiores obrigações.

Aos "poetas", couberam as posições de atacantes e meias. Aos trogloditas, couberam as linhas de zaga e de volantes. Aos "meios-termos" (nem tão habilidosos, nem tão grandes, porém velozes), restaram as laterais. Consolidava-se assim a cultura do posicionamento distorcido, que não apenas engessa o futebol brasileiro até hoje, desde as peladas e categorias de base, como também o mediocriza e desperdiça. Aqui se formam (o que nossos “professores” imaginam ser) zagueiros, laterais, volantes, meias ou atacantes, em vez de se formarem jogadores de futebol.

Na hora de montar um time de base ou pelada, os piores garantem logo suas posições de defesa, e os melhores é que disputam as demais, ficando de fora (da carreira, inclusive) se não conseguirem se impor. Não passa pela cabeça de ninguém adequar os melhores às posições dos piores, porque a marcação está bem mais associada à grosseria do que à técnica (para o desarme) e à inteligência (para a cobertura). O resultado é um país onde meias e atacantes habilidosos parecem deuses da bola, quando não passam de meninos sem adversários minimamente preparados, deixando-se cada vez mais nivelar por baixo.

Hoje é inconcebível no Brasil um jogador completo, capaz de dominar, tocar, lançar, driblar, marcar e, portanto, assumir outras posições durante o jogo, preenchendo os espaços deixados por seus companheiros. A característica proeminente de cada um, fator determinante de sua respectiva especialidade, tornou-se o requisito único (mesmo que falso) para o exercício da mesma, mutilando talentos, isolando jogadores e impossibilitando atuações conjuntas consistentes. Os esquemas mirabolantes dos nossos “professores” são apenas a tentativa pomposa de contornar as deficiências que eles mesmos criaram, com o reforço da imprensa nacional e da CBF de Ricardo Teixeira.

O Barcelona de Guardiola é o triunfo de 11 jogadores completos. Todos se apresentam. Todos atacam. Todos defendem. Todos marcam. Todos cobrem. Todos se movimentam em blocos compactos. Não há afobação (fora um ou outro delírio de Daniel Alves), porque ninguém precisa resolver o jogo sozinho. Todos sabem que o time encontrará os espaços certos, na hora certa, avançando com força total, sob o comando de Xavi. Todos sabem que marcar exige atenção geral, porque a vantagem no mano-a-mano é sempre de quem vem de frente. Todos sabem que só é possível ter fôlego para tudo isso quando se valoriza a posse de bola. Todos, enfim, sabem jogar futebol.

Se Neymar (anulado por Puyol) e Ganso (preciso e preguiçoso) quiserem realmente aprender, terão de jogar na Europa, como venho dizendo há anos. Não só pela estrutura, mas pela cultura de repúdio à mediocridade. O time da Vila Belmiro só tem os dois, ainda em construção, sendo o resto – como eu já havia escrito aqui (e eu já havia escrito quase tudo...) – “um bando de Elanos, tão medíocres quanto os do Flamengo” ou os da seleção argentina, onde nem Messi faz milagre. Jamais oferecerão o estofo necessário para que seus presumíveis talentos façam a diferença em jogos de verdade.

Como Neymar renovou contrato com o Santos até 2014, resta o aviso: prepare a bundinha, Brasil! As palmadas, dessa vez, virão em domicílio.

* Mais artigos e vídeos na profética página de Futebol do Blog do Pim. 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Obrigado, Vasco!

[Publicado originalmente no facebook - aqui]

Ninguém dá tanta graça ao futebol brasileiro quanto o Vasco. É preciso agradecer.

Num campeonato em que o maior destaque foi a "titibilidade", quem mais poderia nos trazer em seu desfecho uma alegria redentora?

O Vasco nunca nos desaponta. Nunca decepciona. Sempre vem nos lembrar que as certezas existem e podemos ficar tranquilos. Aconteça o que acontecer, ele estará lá.

Mais certo que o grande amor. Mais certo que o melhor amigo. Mais certo que o Natal da família e a festa de Réveillon.

O Vasco é a aplicação futebolística perfeita da teoria de Nash, segundo a qual a segunda mulher mais bonita é sempre mais acessível que a primeira.

"Não procures o que está acima de ti", dizia São Tomás de Aquino. "Não tentar nada acima dos seus limites", recomendava Sertillanges. "You gotta punch your weight", ensinava Rob Gordon em "Alta fidelidade". Por mais que pareça o contrário, o Vasco segue à risca os mandamentos filosóficos, intelectuais e até cinematográficos.

É um clube consciente: sabe exatamente o seu lugar.

Se é possível extrair conhecimento através da análise da repetição dos fenômenos, ninguém pode negar que temos muito a aprender com o Vasco.

Só quem tem um ideal bem definido pode alcançar tamanha constância. Só quem descobre a própria vocação pode reunir forças para manter a regularidade.

Obrigado, Vasco, pelas valiosas lições de vida em todo meio ou fim de ano.

O sentimento de vice não pode parar.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

A indignação dos alienados

Ancelmo Gois publicou em sua coluna de 1 de dezembro uma homenagem aos terroristas de esquerda mortos na luta pela implantação de uma ditadura comunista no Brasil. Não com essas palavras, claro. Para ele, eram todos “militantes políticos”.

O jornalista e editor Carlos Andreazza comentou a fraude no facebook. Eu “curti” e aproveitei para indicar o texto “Comunistas na chefia”, de Olavo de Carvalho. É sempre perigoso fazer isso. O Brasil – sobretudo nas redes sociais – dispõe de um exército de especialistas na “não-leitura” de Olavo de Carvalho. Normalmente, algum deles aparece. Foi o que aconteceu. Então tratei de me divertir.

Desde o Ancelmo Gois até minha última mensagem para o feicebuquiano O. S. (cujo nome omito por pura generosidade), a sequência obedece a um padrão bastante comum: 1) a mentira jornalística; 2) a refutação intelectual; 3) a indignação alienada; 4) a análise da alienação; 5) a agonia analfabeta; 6) a caridade da educação; 7) a agressão sonsa; 8) o deboche final; 9) o despertar da consciência.

Segue a sequência completa para quem quiser um retrato da mentalidade reinante no país. Ficou grande, eu sei, mas convém registrá-la. O item mais importante deve ser o 4. Volto na nota de rodapé com um vídeo bastante educativo – exemplo para todos que defendem (ou atacam) causas sem conhecimento de causa –, cuja divulgação se faz fundamental no combate à indignação dos alienados brasileiros.

1) A mentira jornalística
 

2) A refutação intelectual 

Carlos Andreazza

A propósito da coluna de Ancelmo Gois de hoje...

Nada tenho contra homenagens a mortos, respeito a dor da perda, e considero asqueroso que o Estado tenha torturado e matado cidadãos brasileiros. Desprezo, porém, a mistificação e a mentira: MR8, VPR, PCdoB, ALN e VAR-PALMARES jamais reuniram "militantes políticos"; eram, isto sim, grupos guerrilheiros-terroristas, que combateram, armados [assassinaram dezenas de pessoas inocentes], a ditadura militar, mas não - nunca! - em luta pela democracia e pela liberdade, antes em busca de instalar aqui uma outra ditadura, a comunista, aquela dos vagabundos sanguinários Stálin e Trotsky.

Leiam os manifestos e documentos dessas organizações. Não se encontra, nem deturpado, um só valor da democracia. Esses homens e mulheres lamentavelmente mortos não são heróis nacionais [...]

Não há virgem neste puteiro.

Carlos Andreazza

Há outra farsa nesta placa, que sugere que os dois mil indigentes encontrados ali tenham sido vítimas da ditadura. Ainda hoje, por falta de estrutura e grana, centenas de pessoas são enterradas, diariamente, como indigentes, em cemitérios não-oficiais.

Felipe Moura Brasil

“(...) a ditadura brasileira, por execrável que fosse em si mesma, era um preço módico a pagar pela eliminação da ameaça comunista (...) Não temos o direito de falsificar toda a memória histórica de um país só para continuar dando a impressão de que éramos lindos. (...)” (Olavo de Carvalho - http://www.midiasemmascara.org/artigos/desinformacao/12617-os-comunistas-na-chefia.html)

3) A indignação alienada 

O. S. 

a ditadura brasileira foi um preço módico??? das duas uma, ou vc não sabe o q é módico, ou é um retardado mental

4) A análise da alienação 

Felipe Moura Brasil

Eis aí a mentalidade esquerdista sintetizada em um peido verbal: 1) preguiçoso e avesso à leitura, o sujeito nem se dá ao trabalho de conferir o texto indicado, onde encontraria a resposta prévia para a sua previsível indignação de ignorante, desprovido do senso das proporções; 2) manipulador, destaca a expressão "preço módico" de seu contexto comparativo real, para - passando ao terreno do significado vocabular - dar a impressão de que ignoramos as atrocidades da ditadura brasileira, quando, na verdade, apenas demonstramos o quão branda ela foi quando comparada às ditaduras comunistas, modelo pelo qual lutavam os terroristas de esquerda no Brasil; 3) autoritário, xinga de antemão quem discorda dele, mesmo que sua opinião seja baseada no completo e voluntário desconhecimento do assunto, incluindo aí a argumentação adversária; 4) afetado de superioridade, questiona nosso conhecimento linguístico, enquanto gasta 3 interrogações para mostrar sua indignação moral e nenhum ponto final em respeito às normas gramaticais. Este último item, aliás, é bastante representativo da mentalidade esquerdista que assola o país: o excesso de indignação moral movido pelo mais profundo desprezo ao conhecimento.

5) A agonia analfabeta 

O. S. 

mentalidade esquerdista? atualiza seu dicionário, o que eu disse nada tem a ver com esquerda, direita, se é q esses termos maniqueístas servem pra significar algum pensamento de fato... vc fez uma citação (que como toda citação já vem carregada com a história do autor do texto). eu sou aveso a leitura, só pq não me dei ao trabalho de ler o artigo - então saiba que ao destacar um texto, a primeira ideia do que vc pretende dizer com isso, está contida no citado, depois aprofunda-se. Não acho q o comunismo era uma saída, nem mesmo uma opção para o Brasil - tanto que não fiz comentário à colacação do andreazza. Agora, é extrema ingenuidade sua, achar que a comparação entre a ditadura militar e um governo comunista que só existiu de vislumbre na luta armada (que só surge com o golpe, deixemos isso bem claro) através da frase - "a ditadura brasileira, por execrável que fosse em si mesma, era um preço módico a pagar pela eliminação da ameaça comunista", mesmo com o execrável, não quer no fim das contas dizer, "dos males o menor", quando na verdade - sem ditadura (exilios, torturas e assassinatos oficiais) é impossível saber que rumo político tomaria o estado nacional. Xinguei sim, porque acho um absurdo completo a ideia de que "a ditadura militar não foi tão ruim assim". Quanto à parte gramátical... minhas reticências sem ponto final)

O. S. 

ah, e esqueci de colocar. O autor do texto não justifica o módico, só o mantém em suspensão para uma suposta explicação (o que já deixa bem claro que é um termo muito complicado para qualquer aspirante a intelectual jogar no facebook para impressionar os amigos...)

6) A caridade da educação 

Felipe Moura Brasil

Com direita, o que este sujeito disse nada tem a ver, de fato. Com esquerda, só uma cabeça alienada ou corrompida pela própria propaganda esquerdista pode negar que tenha. Seu discurso é o subproduto feicebuquiano de 40 anos de falsificação histórica promovida no Brasil pela intelectualidade e pela imprensa esquerdistas, ambas devotas diretas ou indiretas de Antonio Gramsci - aquele que propunha exatamente isso: a tomada de poder através da "ocupação de espaços" nos canais de cultura e da disseminação exclusiva de ideias que favorecessem o Partido.

Mas vamos lá:

1) "toda citação vem carregada com a história do autor do texto" é uma frase que aparece aí para: a) desmerecer o autor (no caso, Olavo de Carvalho), independentemente do conteúdo da citação e do texto; e b) justificar sua "não-leitura" do texto em função de seu desprezo pela pessoa do autor;

2) "avesso" se escreve com 2 esses;

3) o sujeito tenta colocar em mim a culpa de sua "não-leitura", dizendo que "a primeira ideia" do que pretendo dizer (vou ignorar a vírgula entre o sujeito e o verbo) "está contida no citado, depois aprofunda-se", como se aprofundar-se não fosse o papel dele antes de repudiar o conteúdo que recomendei; ou seja: para ele, minha indicação de leitura teria de conter toda a argumentação do texto em si (isto é, todo o texto), caso contrário respostas alopradas (como a dele) estão mais do que justificadas;

4) a guerrilha comunista começou no Brasil em 1961, dirigida e financiada desde Cuba, como comprovam o depoimento dos próprios guerrilheiros, registrado em livros de autores simpáticos ao esquerdismo, como Denise Rollemberg e Luís Mir; de modo que apresentar a guerrilha retroativamente como reação ao golpe de 1964 - e não como a sua causa - é uma das maiores e mais bem-sucedidas fraudes da esquerda brasileira, aqui repetida não sei se pela má-fé deliberada dos militantes ou se pela ignorância voluntária de um imbecil juvenil;

5) quando se detecta o surgimento e o progresso de um câncer, com todos os sintomas vindo à tona, não se espera que ele cause a morte ou um sofrimento terrível para dar início ao seu combate, ainda que este seja doloroso, afinal "a comparação da gravidade relativa dos males, da qual a esquerda nacional hoje foge como o diabo da cruz, é uma exigência incontornável e a base de quase todos os diagnósticos e decisões", como bem escreveu Olavo de Carvalho; de modo que dizer que "é impossível saber que rumo político tomaria o estado nacional" é papo de quem nunca estudou ciência política nem o contexto real da época, e deixaria o câncer comunista crescer à vontade, patrocinado pela ditadura genocida cubana;

6) "gramatical" não tem acento;

7) o texto e a simples advertência de Olavo de Carvalho no "PS", além de toda a sua obra (que o sujeito certamente não leu), já são suficientes para explicar o uso da expressão "preço módico", que, ademais, nada tem de complicado, a não ser para uma cabeça entupida de propaganda esquerdista; que, para coroar toda a sua participação, dá como prova do uso inapropriado do termo a sua própria incapacidade de compreendê-lo, além, é claro, da preguiça de estudá-lo mais a fundo. Não me surpreende que uma mentalidade assim deformada só possa conceber o meu combate à manipulação esquerdista como uma tentativa de "impressionar os amigos". Tudo que existe acima disso é algo que o esquerdismo sempre tratou de destruir.

7) A agressão sonsa 

O. S.

além do entupimento de termologias bobas anti-esquerdistas (que não me dizem absolutamente nada - me são indiferentes e só parecem reforçar seu status de skinhead praiano, ah, e também não me intimido com suas observações leitura de professora colegial de português, e sei o quanto eu li e a qualidade do que li) e digressões retóricas, não vi nenhuma colocação favorável à promoção da ditadura militar à salvadores do futuro sombrio do brasil.

8) O deboche final 

Felipe Moura Brasil

Para encerrar: 1) “termologia” (ou termofísica) é aquela parte da Física que estuda o calor; de modo que o sujeito certamente quis dizer “terminologia”, embora não tenha especificado qualquer uma que eu supostamente teria utilizado, porque passar do específico para o geral é uma forma de fugir do tema em questão e partir para a rotulação pessoal, como ele sempre faz, naturalmente; 2) se a “termologia” me faz um “skinhead praiano”, porém, só pode ser por causa do calor...; 3) faltou um “de” em “observações leitura”; 4) nós dois sabemos, de fato, o quanto o sujeito leu (quase nada) e a qualidade do que leu (nenhuma); 5) em “promoção da ditadura militar à salvadores”, não há acento grave e, em lugar de “salvadores”, o certo seria “salvadora”, porque se refere à ditadura, e não aos militares; 6) a ditadura militar surgiu como reação à guerrilha e certamente foi um mal muito menor do que uma ditadura comunista, como a que os terroristas de esquerda tentavam nos impor; o resto – este papo de “salvadores do futuro sombrio” – eu deixo para todos aqueles que, como este sujeito, precisam salvar a própria inteligência das trevas esquerdistas. Boa sorte!

9) O despertar da consciência 

O. S. 

é,essa do termologia foi foda msm...

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NOTA DE RODAPÉ: Este vídeo, sim, merece ser divulgado. Marcos Palmeira, Juliana Paes e Maitê Proença têm muito a aprender com ele. Seus assessores de imprensa, também. Os alunos da CAL, do Tablado e do Wolf Maya, idem. Os feicebuquianos, principalmente. Sua exibição deveria ser diária no Projac; obrigatória na Aula 1 de qualquer cursinho de atores; e permanente na página inicial do facebook. Se todos fizessem uso habitual da resposta de Billy Bob Thornton sobre o movimento Occupy Wall Street, seríamos um país mais adulto. Desde Elvis Presley, em 1972, não se via no mundo artístico tamanha consciência. Eis, enfim, um ator que conhece o seu papel.