sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Que diferença faz?

[Publicado originalmente no facebook - aqui.]
[Também publicado no Mídia Sem Máscara - aqui.] 
[Nota complementar - aqui.]

Recomendações básicas:

1. Se seus partidários forem pegos comprando o Congresso, diga “Eu não sabia de nada”, como Lula.

2. Se você e seus partidários forem pegos mentindo sobre um ataque terrorista, pergunte “Que diferença faz?”, como Hillary Clinton.

3. Em ambos os casos, diga que o mais importante não é apontar motivos nem culpados, mas fazer o possível para que isto não aconteça de novo.

O Manual do esquerdista para a hora do aperto vai ficando assim cada vez mais completo. Siga-o sempre, que a imprensa ainda ajuda você a se dar bem.

1.

Não que Hillary Clinton não tenha usado também o recurso lulista.

Em depoimento ao Senado, a secretária de Estado alegou não ter sido informada dos pedidos de reforço de segurança para o consulado em Benghazi, antes do ataque que matou 4 oficiais americanos.

Sabe como é, pessoal: havia ameaças “muito sérias” no Cairo, no Iêmen, na Tunísia... Quem se lembraria da Líbia numa hora dessa? Hillary não sabia de nada, porque estava ocupada demais salvando o resto do mundo.

Eu entendo. Em meus tempos de monitor de colônia de férias na região serrana do Rio, costumava brincar em segredo com os demais monitores: “A gente trouxe 220 crianças. Se levar de volta 219, está ótimo, não é? Quase 100% de aproveitamento.”

Nunca pensei que minha piada macabra se tornaria discurso oficial de uma secretária de Estado americana. Na colônia de férias do governo Obama, é justificável deixar até 4 para trás, desde que os outros sejam levados de volta.

É uma gente assim — como posso dizer? — muito bem-humorada.

2.

Não é por outro motivo que Hillary perguntou “Que diferença faz” se ela, Obama, Jay Carney e Susan Rice passaram semanas culpando pelo ataque um vídeo do Youtube crítico ao profeta Maomé.

Que diferença faz, ora bolas, se Hillary garantiu até para o pai do oficial Tyrone Woods, no próprio enterro deste, que o autor do vídeo (sim: do vídeo) seria preso e condenado, como de fato foi?

Que diferença faz se o governo Obama, sob o pretexto de derrubar Kadafi, armou e financiou os terroristas que agora fazem a festa no Norte da África, com direito a churrasquinho de americanos na laje do consulado em Benghazi?

Que diferença faz se esses americanos pediram em vão mais segurança, antes e durante o churrasco, para não entrarem no espeto?

Que diferença faz, afinal, se Obama, Hillary e demais “democratas” mentiram para o povo de seu país e do mundo, enquanto a reeleição do presidente estava em jogo?

Nós, monitores, também inventávamos um monte de histórias para as criancinhas pegarem no sono mais cedo...

3.

O Manual do esquerdista é claro:

Mesmo quando tiver que assumir a responsabilidade, jamais assuma a culpa.

Por isso mesmo, no fim das contas, eu traduziria assim o depoimento de Hillary:

“Eu assumo — no lugar de Obama — a responsabilidade de não ter sido informada de nada, enquanto salvava o mundo de ameaças muito sérias; e garanto ao povo americano e aos pais das 4 vítimas que farei de tudo não só para evitar novos ataques como para trazer à Justiça os responsáveis por aquele, pouco importando se são ou não os mesmos que, antes das eleições, Obama e eu lhes dissemos que eram. Para isso, precisamos de mais verbas.”

Que toda a imprensa ocidental chame tal coisa de assumir a responsabilidade, com toda a nobreza que o ato sugere, é mais uma prova de que o jornalismo se transformou em “copy and paste” de piada esquerdista.

Diariamente, essa gente não faz outra coisa senão rir de você.

Mas que diferença faz, não é mesmo?...

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Nota de rodapé 1:

Agora, para ter arma nos EUA, todos serão submetidos a uma checagem de antecedentes. Exatamente aquilo de que Barack Hussein Obama, para ter a maior arma de todas, a Presidência da República, foi e é rigorosamente dispensado.

Nota de rodapé 2:

Parabéns, Beyoncé, pela sutil homenagem a Barack Obama!

Na posse do presidente-teleprompter, nada mais justo que cantar o hino em playback.


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Felipe Moura Brasil é autor do Blog do Pim e já pensa em publicar o livro Tudo que você nunca quis saber sobre a Líbia, nem nunca vai perguntar, que inclui os seguintes artigos, nos quais já revelava as trapaças do governo Obama no caso:

O Rei Sonso e o país dos sonsos;
A "mãe" de Obama;
Garibaldo e Funga-Funga / Já imaginou se fosse o Bush?;
Os vingadores;
entre outros.

[Nota complementar deste artigo - aqui.]

Um comentário:

  1. Muito bom. E o melhor é que os poucos esquerdistas que sabem ler não entendem ironia ou sarcasmo. Ficam babando de raiva. Hilariante a parte do churrasco na laje...

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