segunda-feira, 25 de março de 2013

Idiotice e maturidade — uma singela homenagem aos parasitas da página alheia

Aproveitei este post, que originalmente continha apenas as duas primeiras notas, para reunir mais algumas das dezenas que escrevi [e escreverei...] em homenagem aos incuráveis parasitas da minha página no facebook e do meu Blog do Pim. Se você é um deles, ou foi enviado a esta página por alguém que o considerou um parasita também, tenha a humildade de se reconhecer na(s) descrição(ões) abaixo e/ou vá publicar seus xingamentos, distorções, mentiras e afetações de superioridade — que só o analfabetismo funcional, a inconsciência de si ou a má-fé cínica podem chamar de "discordância" na sua própria página, aonde teremos imenso prazer de nunca ir. Gratíssimo.

I.

Leitor idiota x Leitor maduro

A diferença básica entre o leitor idiota e o leitor maduro é que o primeiro contesta de imediato tudo que lhe parece estranho ou contrário às suas convicções a cada linha de um único texto; e o segundo pesquisa no restante da obra do autor, dos autores que este indica e em qualquer site de busca os fatos, conceitos e raciocínios incompreendidos ou ignorados, para só depois se pronunciar a respeito.

Em outras palavras:

O leitor idiota está sempre convicto da ignorância alheia. O leitor maduro desconfia primeiro da própria.

II.

A "discordância" pública não justificada

"Discordar" publicamente de alguém sem dizer por quê, preservando os próprios argumentos — caso existam — do escrutínio, é apenas o anúncio de uma fuga mental e moral, com o propósito consciente ou inconsciente de induzir a plateia a desconfiar do autor.

A "discordância" pública não justificada é normalmente a reação histérica imediata a uma ideia — ou a toda uma obra — contrária às crenças do suposto discordante, que, desprovido da capacidade de refutá-la e tendo prescindido de razões para crer no que crê, tenta levar os outros a fazer o mesmo que ele, insinuando que as razões existem em algum lugar, embora não as vá apresentar agora.

Em outras palavras, o homem intelectualmente honesto consigo, antes que com os demais ou diz por que discorda ou fica em silêncio até o momento de dizê-lo. O resto é jogo de cena, neurose pura, histeria militante, pilantragem virtual e/ou parasitismo da página alheia.

III.

É quase sempre mais ou menos assim...

1) Após a leitura de um texto que contraria suas convicções (inconscientemente formadas na base do "ouvi dizer"), o sujeito chega falando do que não sabe e geralmente acusando você de alguma coisa (radical, extremista, fascista, nazista, alguém que só quer chamar atenção, alcançar reconhecimento — essas coisas lindas); 2) você mostra que ele não sabe do que está falando e como suas acusações não fazem o menor sentido; 3) ele — se é que não muda de assunto — começa a fazer perguntas retóricas ou desafiadoras sobre aquilo que antes não sabia (na esperança de que você resuma livros inteiros — que ele faz questão de ignorar — na seção de comentários de um único artigo); 4) você diz que ele deveria estudar o assunto antes de repetir frases-feitas e com muito boa vontade indica até uma bibliografia inicial; 5) ele fica ofendido e, com ares de vítima, diz que só queria saber tais e quais coisas...

É um quadro clínico clássico de histeria — a base da personalidade esquerdista, segundo Eric von Kunhelt-Leddin —, diante do qual só resta a você recomendar terapia, análise ou um psiquiatra (muito embora haja sábios e santos que prefiram, não sem razão, mandar tomar naquele lugar).

Como hoje, no entanto, até meditação de maconheiros na praia é chamada de terapia, o pior é que o sujeito poderá alegar que já faz tal coisa, a despeito de todo o evidente conjunto de sintomas que apresenta.

Então você desiste da recomendação direta e descreve em um texto como este o padrão de comportamento do sujeito — embora já o tenha feito outras vezes —, na esperança de que ele e os demais histéricos que já passaram e passarão por sua página se reconheçam intimamente na descrição e quem sabe procurem por você privadamente para pedir uma indicação de verdade, ou para demonstrar que já se tornaram pessoas capazes de fazer interrogações polidas sobre assuntos que, confessadamente, nunca examinaram a fundo, bem como de estudá-los — para além da propaganda da grande mídia e do sistema de ensino — sem o pavor de se sentirem "ofendidos" pelo conhecimento e pela necessária provocação [ver item IX] daqueles que os querem livres da alienação, da ignorância e desse jeitinho melindroso e frouxo de ser.

Não que você espere, com isso, mais do que novos desaforos, vitimismos e incompreensões. Afinal, já resumia Dercy Gonçalves:

"Do cérebro, que é importante, ninguém cuida. Cuida do dedo do pé, cuida do cabelo... Mas, por dentro, tá uma merda."

IV.

A ilusão da discordância

É natural que quem tem a ilusão de ter uma opinião tenha também a ilusão de discordar de quem tem.

A quantidade de feicebuquianos que acreditam "pensar diferente" de você quando eles simplesmente não têm — e demonstram não ter — a menor informação sobre o assunto em que "opinam" — ou sobre os líderes que seguem pelas ruas — é uma coisa assombrosa.

Sua única fonte de informação é a organização criminosa da grande mídia e do sistema de ensino, cujos slogans, figuras de linguagem e mentiras eles repetem por automatismo sem jamais ter lido a sua descompactação ou a sua refutação, presente em milhares de artigos e livros que eles simplesmente desconhecem.

Não tiveram acesso a essas coisas, muito menos as buscaram.

Vivem — quando muito — no mundinho encantado de Leilane Neubarth, da Globo News, e ainda querem que eu não os chame de manés. Admito que têm até uma certa razão nisso. O mané é só um otário que não sabe de nada e está sendo passado para trás.

Já esses feicebuquianos que, deparando-se com as informações que lhes faltam, preferem rechaçá-las e se ater às suas convicções de ignorante — esses estão, sem dúvida, muito mais para imbecis.

V.

O abandono da inteligência

Uma das maiores provas de abandono do exercício da inteligência é ler um texto que expõe as mentiras de outro e dizer: "Cada um com a sua opinião."

VI.

Não estudado X Estudado

"Pim, vc é um cara estudado. Por favor, pare de falar tanta merda seguidamente! O que você escreve [é] que nem gás de pimenta, fazendo arder meus olhos!"

Muito obrigado! Nada mais sintomático do ódio brasileiro ao conhecimento que o sujeito "não estudado" dizer que o "estudado" fala merda, em vez de estudar também e até lhe pedir educada e privadamente explicações e dicas de leitura. Claro que tomo como um elogio. Claro que isso me envaidece. Só não precisava tanto. Dizer que o que eu escrevo é que nem gás de pimenta, fazendo arder os olhos de um "não estudado" petulante e parasita, que xinga na página alheia o que não consegue refutar na própria, puxa vida...

Assim eu fico até emocionado. Valeu mesmo! Pode contar comigo!

VII.

Diploma X Conhecimento

Eu só queria deixar claro a vocês, que estudaram em escolas particulares do Rio de Janeiro ou de São Paulo com altas taxas de aprovação no vestibular, e depois fizeram os cursos universitários considerados os melhores do país e, por causa disso de seus títulos e diplomas , pensam que quando a gente lamenta o estado da educação brasileira, a gente está falando apenas de escolas públicas lá dos confins do Acre eu só queria deixar claro, repito e singularizo, que a gente também está falando de você aí, que aprendeu uma história absolutamente fictícia do Brasil, que adquiriu verdadeiro pavor a qualquer livro de literatura, que se animalizou com uma linguagem compactada de propaganda política, que chama 180 coisas diferentes por um nome só que normalmente não se aplica a nenhuma das 180 , que reage histericamente a quem quer que eduque você, e que sai do seu emprego, assiste à sua novela e ouve seu pagode no fim de semana, e acha que é um sujeito instruído e letrado porque, afinal, teve uma educação "melhor" do que a dos acreanos dos confins; você aí, meu filho, tenha a humildade de saber que não sabe de nada para além se tanto do seu campo específico de atuação, ok?; e que, ou você estuda para se descontaminar das besteiras e reações padronizadas que lhe incutiram, ou fique quietinho no seu canto, porque assim faz menos mal ao país. Grato.

VIII.

O palavrão pedagógico

Quando um ignorante engajado desafia você a convencê-lo de alguma coisa, na esperança de que você o eduque individualmente em 140 caracteres, é que você realmente se dá conta de quantas bibliotecas cabem em um generoso e pedagógico palavrão.

IX.

Nota sobre a viadagem

Uma leitora me manda uma mensagem muito educada, julgando-me "agressivo" ao falar no Facebook do "Dia da Viadagem carioca" — o da marcha "Contra a corrupção", sobre a qual escrevi no artigo "Todos juntos contra a inteligência". Ela reconhece a alienação geral, mas acha que "uma maneira significativa de informar as pessoas seria: informar as pessoas" ou seja: sem zombar delas. Como não é a primeira vez que alguém reclama da minha "agressividade" e propõe o fim de toda a parte divertida do meu trabalho, resolvi publicar essa resposta em forma de nota, omitindo, é claro, o nome da leitora. Minha página agora é uma plataforma educacional. Sejam bem-vindos ao cursinho online do Pim:

Vamos lá. Por partes.

1) Se as pessoas alienadas são, por definição, indiferentes às questões políticas e sociais ou avessas ao que realmente se passa por trás das aparências , é evidente que "informar as pessoas", como você propõe, é inútil. Qualquer texto meramente informativo, mesmo que chegue até elas, o que já seria difícil, será ignorado, como o são todos os outros. Então é preciso algo mais, como veremos adiante.

2) Você achou agressiva a palavra "viadagem". Acontece que a função de um intelectual é descrever as coisas como elas são, sem meias palavras, justamente para que as pessoas não se deixem alienar com eufemismos que encobrem a realidade. Não ousar dizer o nome do inimigo, nem mesmo na hora da revolta contra a roubalheira em seu (terceiro!) governo, sob o temor subserviente de parecer associado a algum outro partido, é mais do que covardia: é pura viadagem mesmo. É uma inibição tal que beira a cumplicidade criminosa, e que, por isso mesmo, precisa ser exposta da maneira mais crua, com o propósito sim de envergonhar seus agentes e corrigir-lhes a postura.

3) Você poderia dizer: "Ah, mas eles não sabem, estão desinformados!". Ora, se estão desinformados, que se informem antes de agir! Senão, sinto muito: suas ações na arena política têm consequências graves que eles nem imaginam, e quem entende do assunto precisa tomar as devidas providências intelectuais, para evitar que o inconformismo dos "bons" (os "idiotas úteis", diria Lenin) seja aproveitado pelos maus.

4) É próprio da ética burguesa colocar a polidez acima de tudo, como se fosse possível evitar a progressão do erro, do absurdo, do mal ou da barbárie só com palavras belas em tom ameno. Não é. Ainda mais quando a gente precisa se fazer ouvir num país em que quase todos os canais de comunicação estão nas mãos do inimigo, ao qual, aliás, essa inibição interessa e muito. Para despertar os alienados daí resultantes, é preciso e volto ao item 1 descrevê-los, ironizá-los, provocá-los e chocá-los, com todas as letras, artifícios literários e recursos pedagógicos; ou continuarão fora da realidade, fazendo besteira, convictos de praticarem o bem. É, sim, tratamento de choque, estudado e praticado há milênios por escritores, filósofos e santos. Não tenho como resumir tudo aqui. Mas funciona.

5) Você diz: "quando temos informação temos tb responsabilidade". Exato. A minha responsabilidade, entre outras, é alertar às pessoas, da maneira mais eficaz, para o erro que estão cometendo. Isso é ética cristã: "Repreende o teu próximo, para não te tornares culpado de pecado por causa dele". O meu pecado, no caso, seria também a omissão ou a amenização da repreensão, por temor de ferir suscetibilidades e parecer agressivo. Em outras palavras: para salvar alguém de um atropelamento, não podemos ter medo de ferir-lhe a unha do dedo mindinho do pé esquerdo. Principalmente quando a vítima é o país inteiro.

6) Por fim: quem é bem-intencionado não sai correndo ao vestir a carapuça, sentindo-se "agredido" pelo choque, como um neurótico a recusar a consciência. Ao contrário, sente suas convicções abaladas, aproxima-se mesmo que desconfiado, e procura entender as coisas com calma, sem medo de suspender ou renegar as opiniões anteriores. Estas são as pessoas honestas e interessadas, que merecem atenção e respeito.

7) Seja sempre bem-vinda! Um beijo.

X.

Resposta a quem veste a carapuça

Eu publico artigos desde 2003 na internet. Há quase 10 anos, portanto, recebo mensagens de leitores enfurecidos, achando que escrevi certas coisas sobre eles, para eles etc., o que, ademais, muito me diverte. Respondo abaixo a uma leitora deste tipo, que julgou terem sido desferidos contra ela os meus comentários em homenagem a todos que opinam no facebook sem conhecimento de causa. Com isso, respondo de uma vez só a todos que já vestiram, vestem e vestirão a carapuça a partir dos meus textos. Que a vistam, pois, a partir deste também.

Minha querida Leitora,

A sua primeira pergunta — "p q vc nao fala pra mim aqui [no chat] o q quer dizer?" — me faz lembrar a tese do educador Cláudio de Moura e Castro, segundo a qual, no Brasil, ninguém lê o que um autor escreveu, mas o que se imagina que ele quis escrever. Pois é. Mas o que eu quero dizer, Leitora, está dito nos meus textos. Para além disso, é tudo imaginação de quem leu.

Sou um escritor e, como tal, escrevo para o público leitor. Não escrevo (meus artigos ou comentários) pra você, nem sobre você especificamente, nem dou "indiretas" pra você, nem pra ninguém. Você não é o centro do meu mundo, nem a causa única de nada do que escrevo.

Se você vestiu em algum momento a carapuça — e, evidentemente, não é a primeira vez que alguém a veste a partir de um texto meu —, esse é um problema inteiramente seu.

Eu escrevo, entre outras coisas, sobre pensamentos e condutas que se estabelecem como padrão, e eles, de fato, só me interessam por isso: porque se repetem, manifestando-se em diversas pessoas. Não tenho razões para dar conselhos a quem não me pediu, muito menos tempo para fazer correções individuais, de modo que, quando detecto uma tendência nociva se avolumando, cumpro com prazer o meu papel de esculhambar todos os seus adesistas de uma só vez, na esperança, sim, de que se reconheçam intimamente no que escrevi e, trazendo à consciência os vícios de que participam, tratem finalmente de melhorar. Isto não é "indireta", Leitora. Isto é literatura. Isto é filosofia.

Se você é uma das milhares de pessoas que: 1) opinam sem saber; 2) alegam a variedade de pontos de vista como forma de legitimar o seu próprio — mesmo que falso — ou os demais — mesmo que tão diversos e contraditórios —, bloqueando portanto o exercício da inteligência só para parecer tolerante diante da opinião alheia; e 3) está entre aquelas que me chamam de arrogante por dizer (da forma como eu digo) o que estudei anos para dizer (da forma como eu digo), fico então feliz que se reconheça nos meus comentários e torço para que se corrija o quanto antes. Se tiver qualquer pergunta pra mim, sobre qualquer assunto, terei imenso prazer em responder (como faço agora), ou indicar leituras, sempre que possível. Mas, assim como jamais negarei a ninguém a liberdade de falar ou escrever o que quiser dentro dos limites da lei (e de sua própria página...) — e sou mesmo capaz de morrer para defender essa liberdade —, jamais deixarei de criticar o que é dito leviana e publicamente, caso julgue relevante para manter ou recuperar a sanidade geral.

Ah sim: porque eu — mau como pica-pau — "julgo tudo" mesmo, de muito bom grado, ou não seria capaz de escolher nem renunciar a coisa alguma. Quando Cristo disse: "Não julgueis para não serdes julgados. Pois com o julgamento com que julgais sereis julgados, e com a medida com que medis sereis medidos", ele se referia a julgar pessoas em sua totalidade; ao julgamento final que cabe somente a Deus, o único capaz de enxergá-las inteiramente, pesar os bens e os males que cada uma fez e atribuir-lhes uma sentença definitiva. Mas julgar atos e palavras? Ora, isso é uma obrigação moral — e tanto mais para um escritor!

Que você, para se proteger contra qualquer julgamento legítimo, acione o reflexo condicionado de me condenar por "julgar tudo", é apenas um sintoma do quanto está contaminada pelo ambiente cultural brasileiro (e feicebuquiano), onde a maior parte das discussões se dá entre ignorantes, que, justamente por ignorarem a qualidade objetiva das coisas julgadas, tornam o juízo a respeito delas uma projeção de sua própria alma, um mero reflexo do estado de sua psique, em vez de uma representação da realidade. Vivem num mundo de "pontos de vista" sem qualquer paisagem, onde naturalmente todas as opiniões são válidas ao mesmo tempo e todos podem ser amiguinhos.

Descontaminar-se de tais ideias falsas e paralisantes, porém, é a condição básica para a participação no debate público, do qual o facebook, bem ou mal, é um dos canais influentes.

Quanto às pessoas (todas elas?) mudarem de acordo com seus interesses — o que você parece insinuar ser o meu caso —, não faço a menor ideia do que isso tem a ver com o que estamos falando, mas devo dizer que, para quem "julga" que meus comentários (todos eles?) "generalizam", não pega bem fazer tamanha generalização.

Com carinho,

Pim

PS: Se eu publicar essa resposta como nota, trocando evidentemente o seu nome por algo como "Leitora", não repare. Afinal, não é porque meus textos não são pra você que não posso fazer com que este, que de fato é, também sirva para as outras pessoas. Um escritor não pode desperdiçar material... Um beijo!

XI.

Mais sobre parasitas nos artigos:

Breve dicionário do que você ouve por aí

Verbete:

"HAHAHAHA/ Affffffff/ Quanta asneira!/ Fico com preguiça / etc. = Não consigo refutar o seu texto, mas vou continuar com a opinião que imagino ter a respeito do assunto e, para mostrar isso, vou peidar aqui na sua página e esperar que meus miguxos venham curtir o conteúdo do meu peido."

Desligue o país e ouça Marco Feliciano — notas sobre "cura gay"e cura intelectual

Trecho:

"No facebook, a militância política travestida de jornalismo tem esse efeito prático: produz um monte de parasitas da página alheia, que se julgam capazes de participar do debate público sem ter sequer um mínimo domínio da linguagem."

"A caça" — um filme para os parasitas

Trechos:

"Quando a gente pensa que já desenhou o suficiente, vem sempre um novo parasita (e seus curtidores) querendo que a gente desenhe mais um pouquinho.

(...) os parasitas sempre seguem, mais ou menos conscientes, a recomendação de Lênin: 'Acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é'. E fazem isso sem ter a menor preocupação de provar o que dizem.

(...) parasitas são assim: colocam aspas genéricas na sua boca e dizem que você é que está distorcendo tudo. E depois ainda usam isso para provar um 'argumento' (...).

Para que jamais se esqueçam de se informar a respeito de um assunto, antes de sair acusando os outros de crimes que eles não cometeram, recomendo a todos os meus leitores que assistam ao extraordinário filme dinamarquês 'A caça' sobre um professor de jardim de infância acusado de abuso sexual , que dá a dimensão exata de como o desprezo humano pela verdade e a consequente perda total do senso de justiça levam as pessoas a cometer as maiores atrocidades contra um bode expiatório qualquer.

Mas sei que não adianta recomendar o filme aos parasitas. Assim como eles não têm a humildade de repensar suas opiniões, acusações e sobretudo a forma apressada, mal-educada e estúpida com que as emitem na página alheia, eles dificilmente teriam a grandeza de se reconhecer nos personagens que os retratam."

Notas de um país histérico 

[Ver itens 8, 9 e 10 do artigo.]

Sobre armas, lágrimas e parasitas

Trecho:

"Que um parasita de atenção venha cavar um espacinho na página alheia para fingir que existe, é mesmo de sua natureza. Que seus miguxos venham em bando curti-lo para tentar mostrar pelo número o que não conseguem pelo raciocínio, também. Que essa gente sanguessuga não compreenda sequer o que escreve e ainda queira afetar indignação ou superioridade moral e intelectual à base de sarcasmo juvenil, igualmente. Mas que outros feicebuquianos caiam no engodo, incapazes de distinguir as elipses e manipulações de sua linguagem tosca, é prova de que o analfabetismo funcional, ao contrário do porte legal de armas, sempre reforça a delinquência."

Verás que um filho teu foge dos livros!

O problema do Brasil é a confusão mental

Chamada para o artigo:

"Que garoto de 14 ou 15 anos tem uma visão correta da sociedade, da pobreza etc.? Que garoto de 14 anos está mais interessado nos outros do que em si mesmo? Me diga. Isso é impossível. Um garoto de 14 anos está lutando pela sua autorrealização. E, se ele está revoltado com a injustiça no mundo, é porque ele se sente injustiçado, embora na maior parte dos casos não o seja. Então ele projeta esse seu sentimento de injustiça nos outros, e diz que ele está representando então os pobres e oprimidos. Isso é uma mentira!"

Assim disse o filósofo Olavo de Carvalho. E se você não quer ser como os parasitas da minha página — que correspondem à descrição aos 20, 25, 30 anos e até mais —, melhor você amadurecer logo, ok? "Não há alternativa à leitura", já dizia Paulo Francis. Ele só esqueceu de completar: do Blog do Pim e do Mídia Sem Máscara.

Minha seleção de notas e soluções para o país estão em ambos, com o título: "O PROBLEMA DO BRASIL É A CONFUSÃO MENTAL" — exatamente, aliás, como os parasitas não se cansam de demonstrar.

*****

Felipe Moura Brasil edita o Blog do Pim e é o organizador e autor do prefácio do livro de Olavo de Carvalho, O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota, que será lançado no fim de julho de 2013 pela Editora Record e que descreve a cabeça dos parasitas em ao menos três capítulos inteiros.

2 comentários:

  1. eu sou assim ,quando desconfio também vou ler o outro,parabéns seras um grande escritor,pois não tens a preguiça de ler,e eu humildemente serei um grande leitor pois adoro ler,me conforta e me leva ao caminho da verdade.

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  2. Boa noite Felipe,

    Vou te confessar um segredo,
    Desde que te descobri no MSM não parei de te ler.
    Quando resolvi conhecer teu blog então conheci um horizonte que preciso enxergar a cada dia.
    Você tem sido a janela que abro todos os dias para ver o sol necessário que ilumina e aumenta minha percepção do saber.
    És de um cristal azul muito raro, muito.
    Muito obrigada grande escritor e poeta,
    A tua lucidez faz a minha despertar.
    Vou continuar lendo você.

    Parabéns e

    até logo mais,
    dessa vez mando um beijo tá bom?
    sinceramente,

    Valéria Dalman Bittar
    a Valéria de sempre.

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