quarta-feira, 17 de abril de 2013

A verdadeira insanidade

[Publicado originalmente no facebook - aqui.]
[Também publicado no Mídia Sem Máscara - aqui.] 

Dilma condenou as explosões na Maratona de Boston como um “ato insano de violência”. Mas não foi assim que ela começou a carreira? Ou não terá sido um “ato insano de violência” aquele que matou o soldado Mário Kozel Filho, de 18 anos, em junho de 1968? Foi o seu grupo, a Vanguarda Popular Revolucionária, que acelerou um carro-bomba, com 20 quilos de dinamite, para dentro de um Quartel General em São Paulo, despedaçando o corpo do rapaz e ferindo mais seis militares.

Mário foi apenas o primeiro dos oito assassinados pela VPR nos tempos de Dilma, e ainda haveria mais cinco pela VAR-Palmares e três pelo Colina, os outros dois grupos que ela integrou, em total sanidade, quando lutava pela implantação de uma ditadura comunista no Brasil, com instruções e armas vindas do exemplar regime de Fidel Castro em Cuba.

Dilma expressou sua “solidariedade, em nome de todos os brasileiros, às vítimas e suas famílias”? Falou em “trágico incidente”? Não. Ajudou a criar a “Comissão da Verdade” para glorificar seus feitos terroristas como luta pela democracia e demonizar os inimigos da revolução. Tudo com o amparo de professores e jornalistas militantes, que bombardeiam há 40 anos a cabeça dos brasileiros, despedaçando seus neurônios com a falsificação da história.

Se o atentado da Maratona de Boston tivesse ocorrido no Brasil, o autor seria forte candidato a presidente de 2055. Como foi nos EUA, o autor terá de se contentar em ser o padrinho político e intelectual do futuro presidente. O amigo e ghost-writer de Obama, Bill Ayers, responsável por lançar sua carreira em Chicago com uma arrecadação de fundos em sua própria casa, no bairro onde Obama morava, também começou como Dilma.

Co-fundador do grupo revolucionário comunista Weather Underground, Ayers participou da plantação de uma porção de bombas, como na estátua de sua cidade dedicada a baixas policiais, em 1969 (estátua que foi reconstruída no ano seguinte e novamente bombardeada por integrantes de seu grupo); na sede do Departamento de Polícia de Nova York, em 1970; no Capitólio, em 1971; e no Pentágono, em 1972.

Hoje Ayers é uma figura estelar da educação americana, autor de livros, professor aposentado da Universidade de Illinois e agora professor visitante da Minnesota State University Moorhead, onde poderá mais uma vez celebrar a decadência econômica, política e cultural do “império americano”, lamentar o poderio militar do país e falar aos jovens da importância de serem “cidadãos do mundo”, como fez ano passado na Universidade de Oregon. Qualquer semelhança entre suas ideias e os atos de seu afilhado Obama contra a soberania nacional não são mera coincidência.

[A amizade íntima entre eles e a festinha para um na casa do outro foram negadas durante a campanha de 2008, mas admitidas por Ayers na semana passada em entrevista ao Daily Beast, porque, com Obama reeleito, já não há mais o que temer.]

Duas ex-integrantes do Weather Underground também são hoje estrelas acadêmicas: a esposa de Ayers, Bernardine Dohrn, é professora de Direito da Northwestern University School of Law; e Kathy Boudin, condenada em 1984 por assassinato, da Columbia University. Todos empenhados em promover a "justiça social", isto é, em tornar os EUA um grande Brasil socialista.

Se são radicais? Ora, radicais somos nós, que julgamos o terrorismo real e intelectual dos esquerdistas revolucionários tão repugnante quanto o da Maratona de Boston. Radical sou eu que reconheço que aquele terror, pregado abertamente por Karl Marx, tampouco é o que há de mais insano no mundo. O verdadeiro “ato insano” do nosso tempo foi o dos americanos, brasileiros e outros que deixaram essa gente bombástica subir ao poder.

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A maratona do terror
[Publicado originalmente no facebook, no dia da tragédia - aqui.]

Se tem uma lição que Obama aprendeu com o ataque terrorista em Benghazi, na Líbia, foi a de que, nos próximos, é melhor não mentir sobre os autores. Pelo menos, não tão rápido.

Nada de atribuir o ataque ao primeiro bode expiatório disponível e sair dizendo ao povo, com Hillary Clinton, Susan Rice e Jay Carney, que se trata apenas de uma reação de protesto contra um vídeo do Youtube.

Num país onde ainda existe alguma oposição política e midiática, mais cedo ou mais tarde ela pode descobrir e-mails e outras provas de que o governo sabia de tudo.

Pode descobrir até que o governo distribuía armas para o próprio grupo terrorista que, no caso, assassinou o embaixador Christopher Stevens e mais três americanos.

E não pegaria bem — sob a pressão para explicar por que mentiu — recorrer de novo àquela pérola de Hillary Clinton: "Que diferença faz, a esta altura?"

Por isso, é preciso ter calma após as explosões na Maratona de Boston. Calma, também, para confirmar que se trata de um ataque terrorista, ao melhor estilo Bill Ayers.

O homem que arma rebeldes, desmantela militar e economicamente o país, estimula a imigração ilegal para formar eleitorado e ainda excursiona pelo mundo pedindo desculpas por tudo que os EUA supostamente fizeram antes dele — motivo pelo qual é muito querido por jornalistas e feicebuquianos brasileiros — está bem mais calejado em reagir a tragédias que suas políticas e seus discursos fomentam.

Nem enxugou na TV a lagriminha invisível, dedicada às crianças do massacre de Sandy Hook — aquele que lhe serviu de pretexto para desarmar a população, ou melhor: os inimigos, porque os amigos continuam armados até os dentes, assim como os seguranças da escola onde suas filhas estudam.

Obama quer apenas encontrar o responsável. Quer mais um Bin Laden para chamar de seu. É a sua chance de se redimir do fiasco de Benghazi.

E todo cuidado é pouco para se redimir do irredimível.

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Pós-escrito: Obama havia cortado 45% do orçamento para prevenção de ataques domésticos com bombas. Leia aqui.

Pós-escrito 2: Terroristas não eram americanos, cristãos, conservadores, do Tea Party, da National Rifle Association, contra o aborto, "extremistas de direita". A mídia está decepcionada.

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