domingo, 14 de abril de 2013

Educação de quatro

[Também publicado no Mídia Sem Máscara - aqui.] 

Nova lei vai obrigar os pais a matricularem os filhos nas escolas aos 4 anos.

É tarde. Sou a favor de que os filhos sejam matriculados no útero. De preferência, antes da 12ª semana de gravidez. Naquela fase em que, para os médicos do Conselho Federal de Medicina, eles não são filhos ainda. Ou são, ninguém sabe. Ninguém jamais provou a inumanidade ou a ausência de vida de um feto. Na dúvida, o CFM sugere o possível homicídio. Na dúvida, eu sugiro a obrigatoriedade da matrícula.

Antonio Gramsci, o ideólogo comunista italiano que inventou o Brasil petista de hoje, insistia na importância da escola primária. Quanto mais novas as criancinhas, mais desarmadas intelectualmente para resistir ao adestramento mental. Depois de 40 anos de gramscismo no país, com a etapa de inocular crenças e consolidar reações padronizadas na população já mais do que cumprida, escola primária é coisa do passado e jardim de infância obrigatório é apenas uma etapa transitória desnecessária. Está na hora de garantir aos fetos o 116º sistema educacional do mundo, com a 132ª posição em matemática e ciências, entre 144 países. Quanto mais cedo nossas criancinhas entrarem na escola, maior a nossa chance de chegar ao 144º lugar. Neste ano, elas já podem ter aulas de tabuada com a molecada da Etiópia. Em breve, poderão ter também com as do Iêmen.

Como nada é de graça neste mundo, nem mesmo a mão de obra infantil etíope e iemenita, teremos de oferecer em troca alguma coisa em que o Brasil é muito bom. Eu sugiro a educação sexual, aquela que consiste em ensinar como as criancinhas devem fazer aquilo que elas não deveriam fazer. É o único quesito em que temos chances concretas de atingir o primeiro lugar. Depois do “sexo por comida” exigido pelas tropas de paz da ONU em Kosovo, Bósnia, Camboja, Timor Leste, Somália, Congo e toda a África Ocidental, o Brasil dos materiais escolares made in ONU tem tudo para ser pioneiro no “sexo por matemática”. Já posso até imaginar o diálogo do melhor aluno iemenita com o melhor brasileiro:

— Eu aprendi na escola que 2 + 2 = 4.
— Eu aprendi na escola que ser bissexual é melhor do que ser heterossexual.
— Por quê?
— Porque, “gostando dos dois, a probabilidade de encontrar alguém por quem sentisse atração era quase 50% maior”!
— Opa. 100% maior, você quis dizer.
— Eu quis dizer 50. Está no filminho “Probabilidade” do kit-gay do MEC, que eu decorei.
— Mas se você agora pode arranjar alguém para namorar na outra metade do público namorável, então a probabilidade de encontrar alguém por quem sinta atração aumentou não 50%, mas 100%, porque o público dobrou.
— Puxa vida! Então ser bi é melhor ainda!
— É melhor ainda!
— Viva!
— Viva!

Em breve, até Uganda — o país onde o número de soropositivos diminuiu graças à política de incentivo à castidade e à fidelidade conjugal — terá de se render ao brazilian way of life. Se aos 15 anos, segundo pesquisa do IBGE, 30% dos adolescentes brasileiros já tiveram relação sexual, sendo 24% sem camisinha na última vez que transaram, a educação ainda mais precoce neste sentido é o que falta para aumentar essas taxas, agilizando a formação de mão de obra tanto para consumo interno quanto externo. Decerto, não faltarão adultos (nem adolescentes) para consumir criancinhas tão preparadas para o ato. Em vez das malditas “pessoas grandes” que “só sabem abrir a boca para proibir”, como dizia a obra “Mamãe, como eu nasci?”, do professor Marcos Ribeiro, adotada pela rede pública do Recife, teremos um país de pessoas grandes abrindo a boca para algo muito mais “gostoso”.

Para agilizar ainda mais o processo, nada como as cotas para professores gays em escolas de 1º grau, já propostas pela ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, a petista Maria do Rosário, no Programa Nacional de DH — professores cuja orientação sexual terá de ser confirmada, suponho, mediante um delicioso teste de sofá com o diretor necessariamente gay ou bissexual da instituição contratante. Se as organizações gays infiltradas na Igreja Católica tiveram um papel fundamental nos escândalos de pedofilia ao forçar o ingresso em massa de homossexuais nos seminários, como demonstrou o repórter americano Michael S. Rose no livro Goodbye, good men, o ingresso em massa de homossexuais em escolas de 1º grau terá um papel fundamental para a consolidação do suruba escolar brasileiro.

Não que os gays sejam todos pedófilos, claro, mas, como mais de 80% dos pedófilos são gays — e a escola tende a atrair justamente quem gosta da coisa, sobretudo se o ingresso for facilitado pelas cotas —, a simples probabilidade de isso acontecer será maior, segundo me soprou um matemático iemenita. Assim como o governo fomenta o sexo aleatório com distribuição de camisinha, pílulas do dia seguinte e ataques de todos os lados à moral cristã para depois fazer da infinidade de gravidezes indesejadas uma prova da necessidade de legalização do aborto, também fomenta o sexo precoce nas escolas para depois fazer da infinidade de crianças sexualmente ativas (ou passivas) uma prova da necessidade de legalização da pedofilia — aquele crime carinhosamente chamado de “intimidade intergeracional” pelos ativistas interessados. Afinal, não dará mais para "ignorar a realidade"...

Aos 4 anos, a criançada estará longe da matemática, das ciências e da família, porém perto das tropas de educação sexual do MEC, sob a proteção das leis do PT.

É a educação de quatro.

Matricule seus filhos o quanto antes e coloque o deles na reta também.

Um comentário:

  1. A troça do texto atenua a tragédia. Depois que o humor se atenua, engolimos seco, sentindo um grande desconforto. Parabéns por mais um ótimo texto Pim!

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