segunda-feira, 8 de abril de 2013

Notas sobre a imaturidade

[Publicadas originalmente no facebook.]

A repulsa à ideia de “correr atrás de homem” dessensibiliza as moças de tal forma que elas se tornam incapazes de tomar qualquer iniciativa, nem que seja para simplesmente corresponder ao interesse sincero de alguém, até quando elas mesmas também estão interessadas em ver no que dá.

Em outras palavras:

O medo neurótico de parecerem ridículas ou desesperadas (a rigor, periguetes, carentes, facinhas, encalhadas, ou qualquer estereótipo abominado pelas miguxas de seu meio) resulta, com frequência, em um intragável comportamento blasé.

Homem maduro não fica correndo atrás desse tipo de moça.

Faz a sua parte, e mostra, com elegância, que sem a dela não tem jogo.

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À medida que as chopadas viram grandes eventos, e as olimpíadas universitárias (Orem, principalmente), carnavais fora de época, os jovens brasileiros não só entram cada vez mais deslumbrados na vida acadêmica, como saem dela cada vez mais pinguços para sempre — diplomados em oba-oba.

Nas universidades, além da linguagem petista, eles aprendem por automatismo que a vida inteligente é isto: especialização profissional e lazer alcoolizado.

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Poucos sintomas de infantilidade são tão evidentes quanto amenizar ironias, deboches e demais provocações dizendo:

- Brincadeirinha!
- Tô brincando!
- Sacanagem!

No Rio, é comum ainda a versão papagaiada e sem o “m”:

- Sacanage, sacanage...

Tudo isto é o avesso do humor, da sensualidade, da confiança em si e da própria sacanagem.

Quando ouço essas coisas, sempre concluo em silêncio:

- Neném, neném...

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O que tem de mulher que repudia a “caretice” e o “atraso” da Igreja Católica, mas que sonha com um homem fiel — e sofre quando é corneada, ou abandonada com filho no colo — não é brincadeira.

Essas mulheres querem usufruir os valores disseminados pela Igreja, ao mesmo tempo que contribuem para a descristianização da sociedade.

Não tenho pena de nenhuma delas. São todas vítimas do assassinato moral que ajudam a praticar.

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Não se deve acreditar em quem diz que não existe verdade, nem casar com quem diz que não existe fidelidade.

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