quarta-feira, 24 de abril de 2013

O New York Times é a cara de Lula

[Nota publicada originalmente no facebook - aqui.]

Estranho seria se Lula ganhasse uma coluna mensal no Mídia Sem Máscara. Mas no New York Times? Ou melhor: na agência que distribui notícias com a marca do New York Times? Qual é o espanto?

No máximo, Lula será eventualmente colega de Thomas Friedman, por exemplo, que afirmou em sua coluna no famigerado jornal americano que a primeira medida necessária para combater o terrorismo após o atentado de Boston é o imposto sobre o carbono. Isso mesmo: o imposto sobre o carbono; o terror como pretexto para a escalada ambientalista rumo ao imposto global.

Um jornal que publica uma coisa dessas é ou não é a cara de Lula? Seu ghost-writer oficial já pode até contribuir para a discussão sobre o atentado de Boston, dando apenas uma melhorada naquele célebre discurso do ex-presidente sobre o clima:

"Então, essa questão do clima é delicada por quê? Porque o mundo é redondo. Se o mundo fosse quadrado ou retangular e a gente soubesse que o nosso território está a 14 mil quilômetros de distância dos centros mais poluidores, ótimo, vai ficar só lá. Mas como o mundo gira e a gente também passa lá embaixo onde está mais poluído, a responsabilidade é de todos."

Como título para a primeira coluna de Lula no New York Times, eu sugiro:

"O terrorismo existe porque o mundo é redondo".

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