quarta-feira, 8 de maio de 2013

As drogas da época (e o conhecimento que cura)

[Também publicado no Mídia Sem Máscara - aqui. Notas publicadas originalmente no facebook - aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.]

DROGAS? Meu filho, eu sou contra a liberação desses novos CELULARES para crianças e adolescentes por parte dos pais, e você ainda quer discutir maconha, cocaína e crack liberados no país inteiro? Quem vê meninos e meninas não apenas caindo desacordados por causa de bebida alcoólica em festinhas de colégio, mas também absolutamente viciados em smartphones e tablets, incapazes de largá-los um minuto sequer para levar uma vida real, com disciplina, estudo e atenção, só não concebe o tamanho do estrago que lhes faria a maior exposição às drogas se tiver um cérebro já devidamente estragado pelas mesmas. O celular é hoje a chupeta da molecada. Quando a chupeta for a droga, meu filho, não haverá fralda para tanta merda.

[Leia também: Erotizadas e chapadonas.]

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Da série "Como distorcer uma notícia"
Episódio de hoje: O "Bolsa Crack" da revista Época

Vamos aprender a ler a grande mídia? Vamos!

Revista Época: "(...) O cartão tornará disponível a quantia de R$ 1.350 mensais para as famílias dos dependentes (em Minas o valor é de R$ 900) e esse dinheiro só poderá ser utilizado no tratamento dos dependentes porque será repassado diretamente para as clínicas de reabilitação. (...)"

Leio um troços desses e Didi Mocó sempre me vem à cabeça: "Cuma!?"

As famílias terão disponíveis uma quantia que será repassada diretamente para as clínicas? E que só poderá ser utilizada no tratamento? E o tratamento é do dependente?

Para tudo! Vamos tentar de trás para frente:

O dependente terá à disposição um tratamento. O tratamento será oferecido pelas clínicas. As clínicas receberão do governo uma quantia.

Pergunta-se:

- Quem colocou a família no meio? A revista Época!
- Quem colocou a quantia repassada para as clínicas como "disponível para as famílias"? A revista Época!
- Quem quer fazer você acreditar que um tratamento disponível para um viciado é o mesmo que dinheiro disponível para as famílias? A revista Época!
- Quem quer fazer você acreditar que o governo Alckmin dará dinheiro (o "Bolsa Crack") para as famílias dos viciados? A revista Época!

Mas não haverá um cartão?

Sim. O cartão entregue às famílias será um atestado de que o dependente "X" está em tratamento na unidade "Y", justamente para que se possa avaliar se o serviço está mesmo sendo prestado, bem como sua efetividade.

- Quem transformou este cartão-atestado em um cartão de crédito "que tornará disponível a quantia de R$ 1.350 mensais"? A revista Época!

Pensamento do dia:

Com ou sem bolsa, não há clínica que dê jeito no jornalismo viciado.

[Sobre o programa, mais detalhes - aqui.]


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E não é que até os "mauricinhos do tráfico" aprenderam direitinho o discurso esquerdista de culpar a sociedade pelos próprios crimes?

“Eu já me envolvi com droga, resolvi traficar novamente por causa da situação, tenho filho pra sustentar e vivemos numa sociedade onde não temos oportunidade, resolvi pegar essa droga para vender e pegar uma grana porque estou com muitas dívidas.”

Oh, coitadinho dele! Vamos fazer uma vaquinha para ajudar o rapaz!

Não podemos deixá-lo nas mãos de policiais conservadores, reacionários e fascistas, que dizem coisas assim:

“Eles são de família de classe média, estavam cometendo estes crimes para ter dinheiro para curtir. Parece que eles se divertem com isso.”

Que maldade! Eles nem sabiam que andavam em carros roubados, poxa!

[Veja reportagem no link - aqui.]

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Da série "Frases do Pim":

Quem quer combater o crime com escola só mostra como a sua lhe foi inútil.

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Chuck Norris, o astro das artes marciais da TV e do cinema americanos, é hoje um colunista conservador que distribui pontapés intelectuais no governo Obama e na grande mídia esquerdista, em defesa da população.

Lobão, o roqueiro e autor do necessário Manifesto do Nada na Terra do Nunca, é o Chuck Norris brasileiro. Finalmente, temos um artista macho.


[Ouça Lobão também aqui.]

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E vem aí, da obra do filósofo Olavo de Carvalho, organizado e apresentado por mim, Felipe Moura Brasil, finalmente um livro para salvar você do mundo das drogas existenciais, morais, intelectuais, jornalísticas e quem sabe até propriamente ditas, explicando tudo que ninguém jamais lhe explicou, da maneira mais divertida, mastigada e abrangente possível.

Em julho, pela Editora Record - que, com o bravo Carlos Andreazza, não se deixa intimidar pelas patrulhas do pensamento -, o meu projeto será realidade.



Aguardem.

3 comentários:

  1. Tenho que admitir... As frases do Pim são matadoras; não porque elas tenham o dom de provocar óbitos em série, mas porque elas conseguem a façanha de fazer com que o intelecto mais substantivo (mais robusto e sofisticado), sobreviva nos ambientes mais dispersos ao bom senso e à reflexão DESalcoolizada. Por exemplo, numa inocente mesa de bar de escaldados e nebulosos pensadores do Baixo Leblon e do baixo-ventre essas frases suPIMpas jamais poderão desfilar impunes. Não tem desculpa; aliás, tem sim: aquela, invencível, do 'fingir-que-vai-cagar'.


    Uma dúvida (acho que o Juveninho tb pode me ajudar):

    Quantas amigas vc conhece que amam os gays, sendo afoitas e inssurretas defensoras da tal "causa gay", porém, ao mesmo tempo, não possuem na sua lista de 'miguxas' as versões femininas desses gays masculinos??



    ...

    -Mamãe, quandu eu crecê quéru cê 'Pim'.
    -???!!
    -Plim, se quer dizer... Plim-Plim! Ah tá! Vai ser artista na Globo... Legal, meu filho!
    -Não mãe, é 'Pim' mêrmu, num tem esse 'l' não. Ele escrevi e plubica no 'Face'.
    -Escritor!? De 'Face'!!? Valha-me, Deus! Esse mundo tá perdido!



    Abs aí, meu brother e parabéns pelo Blog e por ter o desprendimento (e paciência) de tirar da obra do 'Olavão' (para nÓÓÓssa alegria!) um formato mínimo. Na expectativa.


    PS: A frase "Olavão para nÓÓÓssa alegria" foi cunhada de um deboche de uma "anti-olavete", é mole?! Foi elucidativo pra mim, já que estava eu num singelo confronto com um inteligentão anti-cristão, discorrendo sobre dissonâncias e supostas contradições olavianas. O feitiço virou contra o feitiçeiro quando este percebe que acabou por ajudar financeiramente na divulgação do site 'Olavettes'.

    Quem disse que nesse apocalipse-zumbi a gente não consegue se divertir?







    Anderson Silva (a versão que NÃO fala fino- só um tanto fanho- e que tende a engrossar o caldo e levar-pro-chão toda vez que invade ambientes politicamente-corretos)

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  2. Aguardando ansiosamente o livro!!! Sairá em e-book também?
    Abraço

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  3. Como reservar exemplares?

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