sábado, 25 de maio de 2013

Eu recomendo esse filme!

[Também publicado no Mídia Sem Máscara. Pós-escrito no facebook.]

O ABUSO FATAL ("Treason")

Uma produção líbio-americana de 2012-2013 - sem data para acabar.

SINOPSE:

NUMA CIDADE MUITO LONGE, MUITO LONGE DAQUI... Dois agentes desobedecem ordens para permanecer no anexo onde estão durante um ataque terrorista ao complexo da embaixada local de seu país e arriscam a vida tentando salvar o embaixador e outros diplomatas. Eles atiram contra os inimigos, ajudam vários oficiais a escapar, mas acabam morrendo heroicamente, junto com o embaixador e um especialista em informações. A tragédia do outro lado do mundo acontece em plena e acirrada campanha do presidente para a reeleição. Durante semanas, altos funcionários de seu governo culpam um vídeo anti-islâmico do Youtube que teria motivado o sangrento "protesto"; e — apesar de uma série de e-mails e depoimentos provar que o governo (1) já sabia das ameaças terroristas, (2) não reforçara a segurança da embaixada, (3) fora informado em tempo real que se tratava de um ato de terror e (4) negara socorro aos oficiais em perigo —, a grande mídia nacional contribui para o acobertamento do caso durante 8 meses, revelando o escândalo somente depois de 6 meses da reeleição do presidente (muito embora ainda soubesse de antemão que, para derrubar os ditadores daquele país e de outro relativamente próximo, ele fornecera armas aos mesmos grupos rebeldes nada confiáveis que agora haviam assassinado quatro cidadãos do seu). O estouro do escândalo coincide com o de outros dois, também sintomáticos dos abusos de poder do governo: a perseguição do Fisco a grupos que se opõem às políticas do presidente e a violação do sigilo telefônico de jornalistas de duas famosas empresas de comunicação. Apesar da gravidade dos três casos, o maior mistério continua pairando sobre o ataque. Para além das evidências de que a secretária de Estado maquiou os relatórios do serviço secreto para não comprometer a imagem do governo em plena corrida eleitoral, cresce a suspeita — levantada por um analista político e reforçada por um almirante aposentado — de um grande teatro armado pelo presidente, em conspiração com os rebeldes. O plano: encenar um falso ataque e o sequestro do embaixador para que ele pudesse negociar a liberação do suposto refém — possivelmente em troca de um prisioneiro conhecido como “O Sheik cego” — e assim, com ares humanistas de salvador da pátria, aumentar seus índices de aprovação e intenção de voto. O teatro — que explicaria, entre outras coisas, a negligência no reforço da segurança da embaixada e as ordens para que também as forças aéreas militares próximas à região ficassem paradas, mesmo podendo chegar a tempo de intervir no massacre — teria sido estragado justamente pelo patriotismo autêntico dos dois desavisados e bravos agentes, diante de cuja reação os rebeldes, acreditando-se traídos pelo presidente, teriam torturado o embaixador e arrastado seu corpo à rua. Se o escândalo já era considerado maior do que aquele que resultara na queda histórica de um antigo presidente, a comprovação deste teria consequências inimagináveis. A oposição exige a verdade. O presidente acusa a oposição de armar um "circo político". Ninguém sabe onde ele estava na noite do ataque. Os altos funcionários do governo e a grande mídia nacional blindam o presidente contra qualquer possibilidade de envolvimento e culpa. Quem está conspirando contra quem? O que — e quanto tempo — será necessário para se descobrir a verdade e qual será o preço da mesma para o país? Quem deu as ordens para ninguém reagir? Quem terá nas investigações a audácia que os dois agentes mortos tiveram no ataque? Quem afinal os honrará? Essas e inúmeras outras perguntas estão por trás de uma narrativa múltipla em que realidade e ficção, ingenuidade e cinismo, heroísmo e covardia, consciência e manipulação, indignação e indiferença, democracia e ditadura, vitimismo e senso de justiça se confundem e se confrontam, numa época em que os homens se tornam cada vez mais reféns das forças políticas que ignoram.

EM CARTAZ, HOJE... nos Estados Unidos da América.

ESTRELANDO:

- Presidente: Barack Obama (indicado ao Oscar de Melhor Ator);
- (Ex-)secretária de Estado: Hillary Clinton;
- Altos funcionários: Jay Carney, Susan Rice e outros;
- Embaixador (morto): Christopher Stevens;
- Agente 1 (morto): Tyrone Woods;
- Agente 2 (morto): Glen Doherty;
- Especialista em informações (morto): Sean Smith;
- Autor do vídeo (preso): Nakoula Basseley Nakoula;
- "O Sheik cego" (muçulmano): Omar Abdel Rahman;
- Empresas violadas: Associated Press e Fox News;
- Grande Mídia (8 meses atrasada): CNN, New York Times etc.
- Analista político (possível mocinho): Kevin Dujan
- Almirante aposentado (possível mocinho, aos 85 anos): James Lyons

...e vasto elenco.

PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS:

- Al-Qaeda
- Ansar al-Sharia

VERSÃO BRASILEIRA:
(8 meses, no mínimo, à frente da grande mídia; e 8 anos, de Hollywood...)

- Felipe Moura Brasil

*****

Na compra de um ingresso, você ganha a cartilha impressa:

REGRAS SUBENTENDIDAS NOS GOVERNOS DE ESQUERDA *
(* como o de Barack Hussein Obama)

Prezado funcionário,

O presidente lhe confiou este cargo (no Fisco/ no Departamento de Estado/ ou em qualquer órgão do governo) justamente porque conhecia suas ideias, seus princípios morais, seu comprometimento com as causas do Partido; e sabia que você faria o necessário para cumprir a agenda política dele.

No entanto, se (ou quando) você violar sigilos telefônicos de jornalistas, perseguir grupos conservadores inimigos, maquiar relatórios do serviço secreto ou cometer quaisquer outros tipos de crime que resultem em escândalos nacionais, NÃO OS COMUNIQUE AO PRESIDENTE em hipótese alguma! (Ou, pelo menos, não deixe qualquer rastro dessa comunicação, ok?)

Caso você seja descoberto, ele poderá alegar — sem maiores provas em contrário — ter sido informado de tudo apenas pela imprensa.

Neste caso, favor não levar para o lado pessoal os eventuais discursos do presidente repudiando seus atos (sem dúvida beneméritos), muito menos sua possível demissão ou antecipação da aposentadoria.

Saiba que se trata apenas de teatro para a TV e os jornais (e para a ingênua caipirada que neles acredita); e que, tão logo amainada a opinião pública, teremos prazer em realocá-lo em novo cargo, ou mesmo em cuidar para que nada lhe falte no decurso de sua fidelíssima vida de aposentado.

Adiantando que o não cumprimento das normas tácitas acima o torna imediatamente, aos olhos do Partido, um inimigo político da pior espécie, passível a todas as perseguições que tal designação acarreta, agradecemos desde já a sua contribuição para a nossa perpetuação no poder.

Atenciosamente,

Os chefes que não sabiam de nada

3 comentários:

  1. Filme real dos EUA, a ditadura é visível.

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  2. Quer dizer que Obama alega que "não sabia de nada"? Soa tão familiar...

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  3. Excelente sinopse!
    Quero que chegue logo a parte final em que o supervilão é preso!

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