sábado, 1 de junho de 2013

A caretice gay

[Nota publicada originalmente no facebook.]
[Leia também: O futuro já começou]

E aqueles gays, outrora tão machos em sua rebeldia, avessos à caretice da tradição, da família, do casamento — para onde eles foram? A moda gay agora é casar de véu e grinalda, debater relação, brincar de casinha, adotar neném, mandar tirar o pé do chão frio e tomar vitamina C.

O gayzismo virou a revolução dos caretas 'wannabe'. Sugiro até uma nova versão de "Haja amor" para a próxima parada de Copacabana: "Eu queria ser careta / Descolado como eu sou / Sem pudô-or / Sem pudô-or..."

Vai ver é culpa nossa. Falamos tão bem da família que muitos gays acreditaram. Acreditaram no comercial da margarina — o café-da-manhã de pais e filhos sorridentes preparando a torradinha uns dos outros antes de saírem felizes para o trabalho e a escola. Que dó... Não se lembram mais das suas? Ou o único problema delas era não ser sexualmente descolada? Querem mesmo enfrentar o turbilhão de incompatibilidades e recalques e teatros que constitui — não contem para ninguém! — a rotina familiar? Ora, seus fofos! Eu quase acredito. Quase pago pra ver. Na dúvida, dou até conselho:

Se um dia seus filhos adotivos quiserem casar com uma zebra ou dois hipopótamos ou três miguxos da faculdade, alegando que, assim como você derrubou o pilar do ‘gênero’ na forma tradicional do casamento, não há qualquer razão para que eles não possam derrubar também os do ‘número’ e da ‘espécie’ que igualmente o sustentavam, lembre-se de reagir com entusiasmo: “Iupiii! Assim você mata papai de orgulho! Vamos agendar logo a festa, porque o zoológico anda muito concorrido. Eu faço a lista das bichonas e você da bicharada!" [Pausa para o estalinho.] "E viva a diferença!"

(Pausa para esclarecimento: gays podem falar “bichonas” à vontade; homofobia é só quando um heterossexual fala. Se bem que ainda não sei como funciona a regra para as falas hipotéticas de personagens gays na obra de autores heterossexuais — em todo caso, perdão aí.)

Só tenho um problema: quando fico realmente tentado a entregar aos gayzistas a chave do mundo dos caretas só para poder dizer logo "Eu avisei", surgem centenas de milhares de franceses contrarrevolucionários no meio do caminho. Uma multidão que a grande mídia não viu muito bem porque perdeu os óculos na última parada da Paulista. É francês até dizer "arrive". Aí desisto.

Eu me identifico com esse povo chatinho. Tudo gente como eu, quase saudosa dos rebeldes de antigamente — daqueles que queriam distância da caretice jurídica, religiosa e familiar da sociedade que desprezavam. Bons tempos aqueles em que os descolados se descolavam de verdade, fazendo careta para os caretas como nós. Brincar de casinha? Nem pensar!

Eles sim deviam ter mais o que fazer com a margarina...


Leia também: O futuro já começou

2 comentários:

  1. Felipe,
    Otimo,kkk, muito bom, e no fim melhor ainda! kkk, o mais deprimente desse movimento são seus ignorantes ativistas, defendem uma causa que sequer imaginam a consequência funesta que tem por trás disso...nesse momento eles estão apenas preocupados onde irão passar a margarina,kkkk,
    valeu, abraços,
    Valéria

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  2. É exatamente o que eu tenho percebido nessa 'empulhação colorida'. De repente as bibas ficaram caretas, desejosas de viverem no mundo asqueroso, degradante (e sem degradê!), sem imaginação, rabugento, prisional, limitante, sufocante, machista (ai, pára que eu vô tê um tróço!) do universo hetero-cremogema.


    A melhor forma de confrontar essa turma (e principalmente os inocentes úteis que apoiam a FALSA ideologia gay) é expor esse "paradoxo" e fazer os neurônios bem intencionados virarem 'AÔIZ'. |¬)


    E a caretice feminina, meu bom Pim, que defende com unhas (pintadas & afiadíssimas) e dentes (lapidados & branquíssimos) a "causa gay", mas ficam muito chateadas comigo toda vez que eu pergunto as beldades se estas possuem alguma melhor-amiga sapata?


    ...


    *Prova do ENEM de Matemática:


    Questão 24) quantas paradas gays são necessárias pra preencher a avenida francesa da foto acima?

    Questão 171) Com quantos € de impostos arrecadados da maioria homofóbica francesa se faz uma passeata gay que se iguale em tamanho e barulho ao produzido pela homofobia do povo parisiense?






    Anderson Silva (que defende a viadagem geral até porque possui extrema simpatia pelo gene XX e pretende em tempo breve acabar como uma relíquia bem ao gosto feminino)



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