sexta-feira, 7 de junho de 2013

Clara Averbuck: a verdade que se foda

[Também publicado no Mídia Sem Máscara; e originalmente no facebook.]

Clara Averbuck. Escritora, acredite. Abortista militante.

Do tipo que argumenta com "Pfff". Do tipo que chama o feto de "amontoado de células", como se também não o fosse.

Do tipo que diz que "O Estado não tem que se meter em nossos úteros", como se tivesse sido o Estado a colocar outro corpo dentro desses úteros e ainda fosse lá passar o lacre.

Do tipo que luta pela "autonomia total do corpo da mulher", como se ela tivesse produzido o feto sozinha. Do tipo que apelida de "bolsa estupro" a ideia — discutível, mas não por ser uma bolsa — de fazer o estuprador literalmente pagar pelo crime que cometeu.

Do tipo que escreve um texto intitulado "A mulher que se foda" sem fazer qualquer menção ao homem com quem a mulher, nos demais casos, espontaneamente fodeu.

Do tipo que espalha as mentiras — com uns 600 compartilhamentos na página dela — de que o Estatuto do Nascituro vai obrigar as mulheres estupradas a manter a gravidez e ainda provocar riscos de vida a toda sorte de mulheres grávidas, quando na verdade o artigo 128 que autoriza o aborto legal nos casos de estupro e risco de vida para a mãe será mantido.

Do tipo que diz que "O aborto ilegal causa 22% das mortes maternas" sem citar a fonte de tamanha barbaridade — e a barbarização das estatísticas, confessada pelo dr. Bernard N. Nathanson, é uma tradição no movimento abortista —, sendo que o relatório já suspeito do DataSus apontava apenas 4% entre 1990 e 2010.

Do tipo que alega que a vida do feto é baseada em crenças — "crenças de que DEUS mandou essa vida" —, como se a ausência de vida do feto — jamais provada pela ciência ou por quem quer que seja — não fosse ela mesma uma crença.

Do tipo que coloca qualquer objeção ao aborto na conta dos crentes religiosos, como se a escolha moral de deixar de cometer um ato que tem 50% de chances de ser um homicídio fosse apenas uma questão de fé.

Do tipo que sugere que "Se você tem um deus e ele não quer que você aborte, apenas NÃO ABORTE", exatamente como quem sugeria aos abolicionistas que "Se você tem um deus e ele não quer que você compre escravos, apenas NÃO COMPRE".

E por aí vai...

Uma abortista desse tipo. (Não que exista outro.) O tipo Clara Averbuck. A Clara que obscurece. A obscura Clara. Aquela em cujo texto os fatos até tentaram entrar, mas as distorções haviam causado Overbook. Aquela que assim resume aquilo que não entendeu, nem quis entender:

"É basicamente isso que diz o Estatuto do Nascituro: foda-se a mãe, foda-se a mulher que sofreu violência, foda-se a vida delas."

É basicamente isso que diz o texto militante de Clara Overbook: foda-se a verdade, foda-se a lógica, foda-se o feto.

*****

Pós-escrito:

Clara agora colocou no site dela um "Adendo II" abaixo do texto infame, que devia ser "Atentado II" — mais um atentado contra a vergonha na cara. Diz ela:

"Esse texto trata sobre a versão original do Estatuto do Nascituro, de 2007. Eu não inventei nada do que está escrito. (...)"

Aham, obscura Clara, você só não fez o dever de casa e enganou alguns milhares de feicebuquianos...

"Não vou mudar o post porque o Estatuto é cheio de brechas e é nessa primeira versão que querem chegar: a criminalização do aborto em TODOS os casos."

Em outras palavras: não vou admitir que errei, que ajudei a espalhar um monte de mentiras, não vou pedir desculpas a ninguém, porque sou muito madura, tá?

Pois é. Para uma mente revolucionária, vale tudo na luta pela causa...

5 comentários:

  1. A dona Clara é tão madura, que o "best-seller" dela fala sobre um alter-ego dela: uma vadia em busca do amo que: "Ah, e ela também escreve. E sofre. E bebe. E usa drogas." Ou seja, é uma inútil que quer que os outros sintam pena dela. Não me surpreenderia se esse conto de ficção a lá Dama das Camélias fosse uma autobiografia.

    http://claraaverbuck.com.br/pages/biografia/

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  2. Essa senhora decadente certa vez fez um reality show numa emissora e sem o menor pudor mostrou quem é.Expôs sem a menor cerimônia a vida desesperada que leva.O mais deprimente foi a filha dela,que já mostrava os estragos que a mãe fez em sua cabecinha.Lamentável uma pessoa desequilibrada como essa formando opiniões,convencendo que o aborto é legal.
    É bizarro e deprimente a situação dela.
    abraço,
    Valéria

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  3. Parabéns, meu caro. Quando vi no Facebook um monte de gente compartilhando o texto lamentável desta senhora fiquei estarrecido com os "argumentos" que ela apresenta em favor do aborto. Aliás, o texto dela está entre os mais toscos, primários, ilógicos e mentirosos que já vi até hoje. Infelizmente as pessoas saem compartilhando este tipo de imbecilidade na internet porque a capacidade do brasileiro questionar as informaçõs que recebem está à beira da morte. No mesmo dia que li o texto enviei a esta senhora uma resposta, mostrando o quanto as informações e a argumentação que ela utilizou são absurdas, mas ela não respondeu (desinteresse em ouvir argumentos contrários? Sentimento de superioridade? Vergonha de ver seus argumentos serem reduzidos a pó?). Mais uma vez, parabéns.

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  4. Muito lamentável ver uma pessoa dessa que se diz escritora não buscar nenhuma fonte para tais alegações.Essa daí extrapolou o chamado imbecil útil!

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  5. Parabéns !! Lúcido, verdadeiro, real ...e sem brechas !!!

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