sábado, 8 de junho de 2013

Nota sobre a solução

[Publicada originalmente no facebook.]

Assim como os bons livros não existem para solucionar todos os problemas da ignorância no mundo, mas sim uma parte daqueles do indivíduo que dela quer sair, as prisões não existem para resolver todos os problemas da criminalidade, mas sim para punir cada indivíduo que a ela recorreu.

Quando alguém alega que prender e manter presos os bandidos (inclusive os menores filhos da puta que aderem à moda de "isqueirar" vivas pessoas inocentes como Alexandre Peçanha Gaddy, Cinthya Magaly Moutinho e Marcelo Gonçalves; ou mortas como Adriana Moura de Rocha Machado, que a própria filha tentou matar com um mata-leão e teve a ajuda do namorado para completar o serviço com um saco na cabeça) — vou até repetir para você dar uma respirada: quando alguém alega que prender e manter presos os bandidos e esses menores filhos da puta "não é a solução do problema", é de se supor que este indivíduo também acredite que ler bons livros "não é a solução do problema", daí que não encontre mesmo bons motivos para lê-los e se sinta autorizado a permanecer eternamente ignorante.

Sair do problema específico — a própria ignorância ou os crimes de alguém — para o geral — a ignorância ou a criminalidade presentes na sociedade inteira, como sempre existirão, aliás, enquanto o mundo for mundo — é um subterfúgio típico de militantes vigaristas, macaqueado ainda por ignorantes presunçosos que opinam sobre tudo com base naquilo que ouviram dizer.

A estes, na esperança de que seus neurônios não tenham sido de todo "isqueirados" por aqueles, explico de muito boa vontade apenas o óbvio: as prisões também existem para deixar cada menor ou maior filho da puta tão afastado de nós — e espero eu que para sempre, no caso de asfixiadoras matricidas e "isqueiradores" assassinos — quanto vocês estão dos bons livros.

A primeira e maior solução possível é sempre educar a si mesmo.

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Sobre o assunto, leia também:

- Os guris do crime
- Da arte de viver entre guris do crime e garis intelectuais

Um comentário:

  1. Caro blogueiro,
    Primeiro inventaram que a Justiça não deve punir, mas "educar". Não notaram que, na Constituição Federal, não há uma única menção a essa tal "atribuição" do Poder Judiciário.
    Uma vez plantada essa balela na mente das pessoas, "descobriram" que a prisão não educa, mas torna os filhos da puta ainda mais filhos da puta. Então chegaram, finalmente, à conclusão IDIOTA (!!!) de que prender "não resolve o problema". Mas, qual problema? O da educação..., da reabilitação... Este nunca foi o problema!!!
    A Justiça não tem que educar nem reabilitar pinóia nenhuma. TEM É QUE PROTEGER A SOCIEDADE DE HOMENS DE BEM QUE PAGA OS SALÁRIOS DESSES JUÍZES DE M* PARA MANTER BANDIDOS FORA DE CIRCULAÇÃO. De preferência para sempre!!!

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