segunda-feira, 29 de julho de 2013

O vale-crime de Francisco Bosco

[Também publicado no Mídia Sem Máscara. Pós-escrito no facebook.]

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A PM pergunta: “Quem está tentando saquear lojas está reivindicando um país melhor?” Francisco Bosco, colunista do Globo, responde:

"(...) quem está tentando saquear lojas está, precisamente, reivindicando um país melhor. E eles nos representam. São os únicos que realmente nos representam."

Bosco tem razão. Os vândalos saqueadores de lojas representam os intelectuais saqueadores da moralidade. Os primeiros são a ação dos pensamentos dos segundos.

Exemplo didático dos segundos, Bosco chega até a falar em nome dos primeiros:

“(...) aqueles que passam ao real (os ‘vândalos’) na verdade não querem isso, não querem falar a ‘linguagem’ da PM. Esse é apenas o último recurso que resta quando os recursos da realidade são todos falseados.”

Bosco sabe o que os vândalos querem. Bosco garante que vandalizar é seu último recurso. Sempre que os vândalos precisarem de um porta-voz, já sabem que podem procurar por Francisco Bosco no jornal O Globo, na editoria de saques. Só não sei se vão querer falar a sua linguagem e “passar ao real”.

Para o colunista, “a única atitude que pode tirar as pessoas das ruas e acabar com essas passagens ao real é uma atitude efetiva, vinda do Estado, na realidade”.

Isto significa que ou o Estado faz o que os vândalos exigem ou eles continuam vandalizando, com a chancela moral de Francisco Bosco.

Acusado de “defender” e “incitar a violência”, ele ainda repetiu a sua tese revolucionária, digna de uma Nina Capello, do Movimento Passe Livre [ao Comunismo], quando se explicou a um leitor:

“é justamente por achar isso um horror que estou dizendo que a única resposta possível para acabar com a violência (...) está no estado, e não é em forma punitiva, e sim transformadora.”

Preciso repetir também o que isto significa? Ou só a parte de achar um horror aquilo que ele mesmo justifica; aquilo para o que ele mesmo não quer punição?

Para uma segunda leitora, ele afirmou que não estava "incitando a violência", apenas dizendo as 3 coisas que me dou ao trabalho de comentar abaixo, porque este é o meu último recurso quando os recursos dos intelectuais são todos falseados:

“1) em certas condições só se transforma a realidade com essas intervenções no real (não há processos revolucionários feitos na base da palavra, apenas);”

Se alguém tiver alguma dúvida sobre quais são as “certas condições”, favor consultar as Leis de Bosco na versão atualizada da Constituição bosco-brasileira. Ou qualquer manual para jovens revolucionários que queiram transformar o mundo junto com ele.

“2) não se vai resolver essa questão da violência nas ruas com a legitimação da ordem (no caso, isso significa autorizar a pm a incorrer em todo tipo de ilegalidade para acabar com as manifestações vandalizantes);”

Nas Leis de Bosco – já estão com elas à mão aí? –, a legitimação da ordem significa autorizar a PM a incorrer em todo tipo de ilegalidade. Enquanto as ilegalidades da PM são condenáveis – e servem até para questionar o seu papel de manutenção da ordem –, as ilegalidades dos vândalos são justificáveis e servem para se exigir do Estado a transformação desejada.

“3) é claro que eu preferiria obter transformações estruturais sem as injustiças e as confusões decorrentes dessas passagens ao real (que não é o mesmo que ‘passar ao ato’), mas isso não me parece possível, justamente.”

É claro que Bosco preferiria não legitimar moralmente o crime, mas você sabem: em “certas condições”, não lhe parece possível evitá-lo... (Ainda mais se um dos partidos à frente das "manifestações" é o PSOL de Marcelo Freixo, para quem Bosco fez campanha e tudo.)

A propósito: a violência, que já tinha virado “intervenções no real”, virou agora “injustiças e confusões decorrentes dessas passagens ao real”. Eis aí a linguagem e o método bosqueanos: primeiro você fala que os vândalos “nos representam”, que lutam por um país melhor, que estão apelando ao seu “último recurso” (e conquista assim a plateia vândala, que repassa seu texto por aí com uma alegria danada, segura de que está representando o país de maneira legítima); se alguém o acusar de defender ou incitar a violência, você, em vez de retirar o que disse, transforma a violência numa outra coisa cada vez mais vaga, distante, encoberta por mil e um eufemismos e malabarismos verbais, deixando claro que você mesmo a considera um horror. É o suficiente para que a plateia bocó, incapaz de entender o que você escreveu, SINTA que você é bonzinho e não quer a violência – sem atinar que não se trata de uma questão de querer ou de achar um horror, e nem mesmo de defendê-la ou incitá-la, mas de LEGITIMÁ-LA em “certas condições”, o que você em momento algum deixou de fazer. (Qualquer pessoa que frequente ou recomende uma academia de ginástica sabe que é possível endossar um ato ao mesmo tempo que se considera este mesmo ato um horror, não é mesmo? Sigamos.)

Para um terceiro leitor, Bosco ainda tentou se explicar de novo:

“em primeiro lugar eu não defendi a violência, apenas expus a sua dimensão política,”

Bosco é assim: transforma a violência em ato político e legitima o ato político de violência.

“que havia sido anulada pela pergunta retórica da pm.”

A única dimensão que havia sido “anulada” nisso tudo era a da “retórica” de Bosco, que agora exponho aqui aos meus leitores.

“e essa dimensão política não é ‘apropriada para democracia’, como vc faz parecer que eu disse, mas forçada a se colocar para que haja democracia”

A violência, que virou “dimensão política”, é “forçada” a se colocar, segundo as “condições”, conforme já vimos (e ainda veremos), das famosas Leis de Bosco.

“(sem resultados até agora, e essa é uma crítica que me pode ser feita).”

Bosco deixa você criticá-lo pela falta de resultados do vandalismo. Pela defesa dele, não, ok?

“reconheço ainda que meu texto tinha uma ambiguidade que hoje eu teria preferido esvaziar (refiro-me sobretudo à última frase).”

A última frase é aquela que diz que os saqueadores “são os únicos que nos representam”. Só um “reconhecimento” falseado para fazer de uma frase tão unívoca uma “ambiguidade”. Mas é preciso entender Francisco Bosco: se já é difícil reconhecer um erro quando você tem certeza de que não acredita mais naquilo que disse, imagine quando você ainda insiste em dizê-lo de outras formas, não é mesmo? Era esperar demais de Francisco Bosco que ele “esvaziasse” o texto inteiro.

“e reconheço tb pertinência em algumas das críticas que me foram feitas.”

Reconhecer pertinência genericamente, sem dizer quais críticas foram pertinentes, em quais pontos e por quê, é puro jogo de cena para posar de bom moço (mui tolerante), enquanto se reafirma tudo que havia sido dito, com malabarismos cada vez mais vexaminosos.

“seja como for, já voltei ao assunto e esclareci minha posição.”

Esclareceu nada. Reafirmou dissimuladamente a posição, repudiando todas as críticas concretas contra ela. Posição que não é de hoje, como já veremos.

“só um comentário de má-fé, como esse seu, para desconsiderar isso.”

Só um comentário que faz jus à recomendação leninista “Acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é”, como este de Francisco Bosco, para acusar de má-fé o comentário do leitor indignado e ainda posar de vítima por ele não ter levado em conta o seu suposto esclarecimento, como se Bosco em algum momento tivesse deixado de legitimar moralmente o crime.

Ele ainda escreveu este trecho como introdução à resposta aos dois primeiros leitores:

“o meu post original (...) argumenta com toda a clareza em favor de uma solução dada na realidade (por meio de medidas do estado, e não da pm), e não na continuação dos confrontos violentos”

É claro que Bosco havia sido claro ao defender que a "solução" tem de vir das medidas do Estado. O que ele finge não perceber são as consequências lógicas do que defende.

Se ele diz que a única atitude cabe ao Estado e que ela não tem de ser punitiva, mas transformadora – ao mesmo tempo que diz que os vândalos “nos representam”, que lutam por um país melhor, que estão apelando ao seu “último recurso” –, está dizendo que os vândalos não devem ser punidos e que não cabe a eles parar de vandalizar, mas ao Estado fazer com que parem, atendendo às suas reivindicações. Se isto não é a legitimação moral dos crimes dos vândalos (como uma forma de chantagear o Estado através da violência), Bosco é Madre Teresa de Calcutá.

Agora vejam se Madre Teresa diria tais coisas:

“(...) o fundamental aqui é lembrar que essa violência é a resposta real à violência real sofrida pelo povo. Por isso eram inúteis, e até ridículos, os pedidos de 'sem violência', de manifestantes de classe média aos manifestantes da periferia.”

Como diria o ex-senador americano Daniel Patrick Moynihan: “Você tem direito a desenvolver uma opinião própria, não fatos próprios.” Bosco inventa que os vândalos (que ele chama de manifestantes) eram da periferia e aqueles que lhes pediam paz (o que ele acha ridículo) eram de classe média, quiçá do tipo que não sabe a dor que é sofrer a opressão estatal... Os amantes da luta de classes têm dessas coisas: moldam os fatos para caber na sua teoria. Que importa afinal se os terroristas foram arregimentados pelos militantes ou até contratados por eles para aterrorizar, sempre com a ajuda dos delinquentes de classe média que adoram um quebra-quebra, sendo que muitos de todos eles tinham folha corrida e tudo? Para quem está acostumado a legitimar crime de pobre, nada como inventar que os autores do crime que se quer legitimar são pobres. Assim fica mais fácil diluir a culpa por toda a sociedade e impedir que eles sejam responsabilizados.

Só não sei por que usar de tanto malabarismo para fingir que não disse o que disse. Advogar intelectualmente em favor de saqueadores não é nada para quem advogou intelectualmente em favor de Nem, da Rocinha, quando ele foi preso em 2011, alegando que o traficante foi “impelido à criminalidade” como tantos outros “jovens, quase todos pretos” em função das condições, desigualdades, humilhações e todas aquelas coisas que nunca fizeram a maioria dos pobres recorrer ao crime, porque, felizmente, não são leitores do Globo.

Não preciso refutar linha a linha daquele texto – em cujo trecho mais memorável ele dizia que a fala de Nem “mesmo que ela seja forjada, é autêntica; mesmo que seja mentirosa, é verdadeira” – porque Renato Pacca já fez isto na ocasião, como se pode ler aqui, de modo que, antes de acrescentar outras análises, apenas lhe corrijo um detalhe: onde Pacca diz que “O artigo [de Bosco] é quase uma justificativa do banditismo”, esqueçam o “quase”, ok?

Como escreveu o filósofo Olavo de Carvalho – com quem Bosco deveria ter umas aulinhas – muito antes disso, em 2006:

“Na escala individual a pobreza só pode ser justificação direta e determinante do crime em exemplos excepcionais e raros – tão excepcionais e raros, na verdade, que em todo país civilizado a lei os isenta da qualificação mesma de crimes. São os chamados ‘crimes famélicos’ – o desnutrido que rouba um frango, ou o pai sem tostão que furta um remédio para dar ao filho doente. Em todos os demais casos, a pobreza, se está presente, é um elemento motivacional que, para produzir o crime, tem de se combinar com uma multidão de outros, de ordem cultural e psicológica, entre os quais, é claro, a persuasão pessoal de que delinqüir é a coisa mais vantajosa a fazer nas circunstâncias dadas.

Quando o hábito da delinqüência se espalha rapidamente numa ampla faixa populacional, é claro que, antes dele, essa persuasão se tornou crença geral nesse meio, reforçando-se à medida que as vantagens esperadas eram confirmadas pela experiência e pelo falatório. Ora, é de conhecimento público que, entre a mesma população pobre, por exemplo das favelas cariocas ou da periferia paulistana, duas crenças opostas se disseminaram concorrentemente nas últimas três décadas: de um lado, o apelo do crime; de outro, a fé evangélica. Numa população uniformemente pobre, o número de evangélicos praticantes que delinqüem é irrisório. Basta esse fato para provar que a correlação entre pobreza e crime é uma fraude, um sofisma estatístico da espécie mais intoleravelmente suína que se pode imaginar.

Nenhuma ação humana é determinada diretamente pela situação econômica, mas pela interpretação que o agente faz dela, interpretação que depende de crenças e valores. Estes, por sua vez, vêm da cultura em torno, cujos agentes criadores pertencem maciçamente à camada letrada, como por exemplo os bispos evangélicos e os cientistas sociais. Os bispos ensinam que, mesmo para o pobre, o crime é um pecado. Os cientistas sociais, que os criminosos, agindo em razão da pobreza, são sempre menos condenáveis do que os ricos e capitalistas que (também por uma correlação geral mágica) criaram a pobreza e são por isso os verdadeiros culpados de todos os crimes. Essas duas crenças disputam a alma da população pobre. Não é preciso dizer qual delas estimula à vida honesta, qual à prática do crime.

Nos bairros mais miseráveis e desassistidos, qualquer um pode fazer esta observação direta e simples: as pessoas de bem repetem o discurso dos bispos, os meliantes o dos cientistas sociais (...). Quando, do alto das cátedras, esses senhores pregam a doutrina de que a pobreza produz o crime, não estão cometendo um inocente erro de diagnóstico. Estão ocultando, com maior ou menor consciência, a colaboração ativa que eles próprios, por meio dessa mesma doutrina, dão ao crescimento irrefreado da criminalidade.”

Francisco Bosco, aplicando a Nem e aos vândalos o discurso dos cientistas sociais, tanto em sua coluna no Globo quanto em sua página no facebook, oculta, sabe-se lá com que grau de consciência, a sua própria colaboração ativa ao crescimento da criminalidade.

De resto:
Legitimar moralmente os crimes falando em termos genéricos das condições de pobreza e opressão é fácil e, sem dúvida, comove muitas criancinhas, sobretudo as universitárias. Quero ver é estipular de uma vez por todas a condição-limite abaixo da qual o crime é justificável e justo, sendo a culpa do “sistema” e da “sociedade”, e acima da qual é injustificável e injusto, sendo a culpa do próprio indivíduo que o comete. Qual é a linha divisória entre aqueles que merecem o vale-crime e os que não merecem? Se Francisco Bosco me disser, eu publico seu texto no meu Blog.

Tenho algumas perguntinhas para ajudar:

Qual é o limite da renda mensal que moralmente autoriza alguém a cometer crimes? Há quanto tempo é preciso estar nessa faixa? Só ela basta para tanto? Ou é preciso combiná-la com humilhações sofridas pelo Estado, pela polícia, pela extrema direita fascista e pela classe média que a Marilena Chaui odeia? Como se pontuam essas coisas? Quem as verifica? As violências sofridas nas mãos dos demais criminosos supostamente pobres contam ou não contam pontos? Dizer-se vítima de preconceito é o suficiente, ou é preciso comprovar as perdas e danos? Os negros e gays têm mais direitos ao vale-crime do que os brancos? Diga-me: um adolescente rico que tenha sofrido estupros do pai ou do padrasto ou de quem quer que seja também está moralmente autorizado a cometer crimes, ou a riqueza o desqualifica? Quem está mais autorizado: o riquinho estuprado, que, sei lá, ainda perdeu a mãe, assassinada por um traficante em um legítimo ato de crueldade, ou um pobre que nunca sofreu abusos sexuais e cujos pais vão muito bem, obrigado?

Como tantos outros colunistas, o sr. Bosco jamais esclareceu esses pontos; jamais escreveu as Leis de Bosco. O motivo é simples: se o fizer, deixará clara a sua colaboração ativa para o crescimento da criminalidade, uma vez que os cidadãos aptos a receber o vale-crime conforme as condições descritas sentir-se-ão mais à vontade do que já sentem muitos deles para cometer seus crimes.

Por isso é melhor apelar genericamente ao sentimentalismo da plateia bocó do que esclarecer as premissas do próprio discurso. Ninguém quer lançar luz sobre a confusão da qual se beneficia.

Já imaginou Francisco Bosco tendo de responder por aqueles que tentariam a todo custo preencher os requisitos necessários para obter o vale-crime ou por aqueles que usariam quem os preenchesse para cometer os crimes em seu lugar, como os bandidos adultos já fazem com os menores de 18 anos, que não podem ficar presos por mais de três? Ora, para que tanta dor de cabeça se ele pode justificar tudo sem se comprometer com nada do que diz, não é mesmo?

Só um leitor muito inocente ou de má-fé pode enxergar aqui uma simples divergência ideológica entre mim e Bosco. Não é preciso ser conservador, de direita, reacionário ou qualquer coisa que o valha (até o esquerdista Miguel do Rosário reprovou a legitimação bosqueana da delinquência no caso das manifestações) para entender que Bosco – consciente ou não, admitindo ou não – é um impostor intelectual, um falsificador da realidade, um porta-voz voluntário da bandidagem, um garoto-propaganda do PSOL, um revolucionário gramsciano da pior espécie, que contribui para a inversão completa dos valores na sociedade, enquanto posa de bom moço com sua linguagem afetada cheia de "intervenções no real".

Os criminosos, por piores que sejam, só prejudicam suas vítimas diretas. O discurso feito por gente como Bosco contra a sociedade nos maiores jornais do país legitima a ação de todos os criminosos e ainda contribui para retirar os freios morais de todos aqueles que apenas pensam em cometer crimes. E quem são as principais vítimas da criminalidade? Justamente os pobres(!), que essa gente jura defender.

Muito mais importante do que a pergunta da PM, portanto, é a seguinte:

Quem está tentando, como Bosco, saquear a moralidade do país está reivindicando um país melhor?

Felipe Moura Brasil, colunista do Blog do Pim e colaborador do Mídia Sem Máscara, responde:

– Claro que não.

terça-feira, 23 de julho de 2013

O essencial é quebrar o esquema de poder

[Também publicado no Mídia Sem Máscara. Artigos recentes de Felipe Moura Brasil no Blog do Pim: A "franqueza" dos impostores; A moda terrorista; Caso Zimmerman: milhões de idiotas, um bando de canalhas, dois machos, nenhum homem; O mundo inteiro está cheio de todo mundo; Breve dicionário do que você ouve por aí; etc. Coloquei-os aqui para facilitar, já que os dois textos longos abaixo os empurraram para as páginas internas do Blog. Volte sempre.]


"A população de filhos-da-puta por metro quadrado neste país
cresce tanto que o governo já está pensando em aumentar
o tamanho oficial do metro quadrado."
(Olavo de Carvalho)

Notas do filósofo Olavo de Carvalho, organizadas por Felipe Moura Brasil.

1.

Todo plano estratégico de grande envergadura e longa duração é, por definição, inverossímil aos olhos da população média e também, necessariamente, aos da maior parcela da militância incumbida de realizar as inúmeras operações parciais destinadas a implementá-lo. Se dissermos a um militante petista que ele está trabalhando para tal ou qual finalidade geral que lhe escapa, ele garantirá que estamos completamente loucos ou que fomos pagos para mentir contra o seu partido. Hoje os historiadores conhecem em detalhe, por exemplo, o plano global de Stálin para desencadear a II Guerra Mundial mediante o incentivo simultâneo ao crescimento do poder nazista na Alemanha e à campanha antinazista no resto da Europa. Isso era segredo de Estado, e nenhum dos milhões de militantes entusiastas que, na época, bradavam slogans antinazistas na França ou em Londres tinha a menor idéia de que o inimigo que odiavam era ao mesmo tempo alimentado pela mesma fonte da qual recebiam instruções. Pierre Massé dizia que planos são "o anti-acaso", o que significa que todo plano deve poder absorver, no curso da sua execução, toda e qualquer mudança imprevista, mas também utilizar em seu proveito a impressão de casualidade e inconexão na mente de seus executores menores e principalmente de seus adversários.

2.

A confluência de duas linhas causais antagônicas - o esvaziamento ideológico da direita e o crescente e justo descontentamento popular com a esquerda - produziu um resultado singularmente exótico: por toda parte pululam protestos pontuais, baseados em interesses grupais ou em sentimentos subjetivos ofendidos (religiosos, em geral), sem nenhuma articulação ou consciência estratégica de conjunto. Em segundo lugar, esses protestos tendem a tomar a forma da luta parlamentar normal, que neutraliza até mesmo qualquer vitória parcial obtida, na medida em que legitima no mesmo ato o sistema hegemônico, ajudando-o a dar ares de democracia saudável ao que é, na verdade, um unipartidarismo muito mal camuflado. Os religiosos protestam contra o aborto e o gayzismo, os ruralistas contra o MST, os militares contra o desmantelamento das Forças Armadas, o pai de família contra a falta de segurança, os policiais contra a proteção aos bandidos, os arrozeiros contra as reservas indígenas crescentes, e assim por diante. Falta por toda parte a consciência de que por trás de todos esses males há uma só força agente: o Foro de São Paulo. Por isso é que não me entusiasmo muito por nenhuma dessas causas parcelares, todas elas justas em si mesmas porém ineficazes no quadro real das coisas.

P.S.: ABC da estratégia. Sun-Tzu ensinava que é preciso conhecer o inimigo; Napoleão Bonaparte, que é preciso atacá-lo no ponto mais vulnerável. O inimigo é o movimento comunista continental; seu ponto mais vulnerável, as finanças do Foro de São Paulo. Tirem as conclusões.

Tiago Cabral Por que as finanças?

Olavo de Carvalho (1) Porque são completamente ilegais e isto é facílimo de provar; (2) porque exposto a inquéritos o Foro ficará paralisado, sem margem de manobra.

3.

Quando ouço meus próprios programas ou leio meus artigos de oito, de dez, de quinze anos atrás, chego a ficar literalmente ATERRORIZADO com a lentidão mental da nossa elite "soi disant" esclarecida. NÃO É NORMAL alguém levar tantos anos para perceber fatos que uma averiguação de quinze minutos bastaria para confirmar. Digo que isso me aterroriza porque a burrice, quando se agiganta a proporções oceânicas e se estende no tempo até extinguir toda possibilidade de uma reação prática, assume uma feição inumana e faz das pessoas caricaturas monstruosas de si mesmas.

Em pleno 2013 esse sr. Hélio Beltrão [veja a "polêmica" aqui, no item II] ainda questionar o poder do Foro de São Paulo, ou essa turma liberal inteira ainda não ter percebido que o seu "combate de idéias" contra a esquerda é politicamente inócuo, são fenômenos que realmente me assustam, porque mostram um decréscimo coletivo de inteligência COMO NUNCA SE VIU NO MUNDO. Comparem com a Alemanha dos anos 30: a massa em geral não via perigo nenhum na ascensão do nazismo, mas nas classes cultas muita gente não apenas percebeu o mal mas o denunciou e até teve tempo de fugir dele e salvar-se.

É fantástico ouvir uns brasileiros dizendo que o Foro de São Paulo "está tramando um golpe" e outros retrucando que isso é teoria da conspiração, quando na verdade basta estudar um pouco de Gramsci para entender que O GOLPE JÁ FOI DADO, que ele começou nas CPIs de 1993 e veio demolindo uma a uma todas as oposições possíveis, ocupando todos os espaços até excluir e criminalizar como fundamentalista e nazista qualquer opinião conservadora, a mesma opinião que ainda ontem você lia nos editoriais do Globo e do Estadão.

Considero que, a esta altura, depois de todas as provas, incluindo discursos oficiais do Lula, colocar em dúvida o poder do Foro de São Paulo é um insulto intolerável, uma irresponsabilidade criminosa, quando não um colaboracionismo consciente. E que não venham me dizer "Precisamos nos unir". Primeiro: não sou político, não represento um movimento, portanto não tenho motivo para fazer alianças. Segundo: se tivesse de fazê-las, procuraria aliados que me fortalecessem, não que me debilitassem.

Leonardo Alves Vieira E o Sr. acha dado todos os fatos, que o país ainda pode escapar da Esquerda radical iminente?

Olavo de Carvalho Não sei, mas há QUINZE anos tento reunir um grupo de intelectuais qualificados para estudar o problema e não encontro o mínimo de suporte financeiro para pagar viagens, hospedagens, pesquisas de arquivo etc. O pouco que pude pesquisar foi por conta própria e financiado do meu próprio bolso, até o último limite dos meus recursos. Enquanto isso, o pessoal gasta milhões com tagarelice sobre "Doutrinas liberais" e prova por A + B que o Lula tem razão quando afirma que os liberais não têm perspectiva de poder.

Olavo de Carvalho Só a biblioteca de assuntos comunistas que formei, complementada por um arquivo de recortes e folhetos raríssimos, custou uma fortuna. Nunca pensei nela como um deleite de bibliófilo, mas como um instrumento de utilidade pública, e é assim que a tenho usado.

4.

A noção de "golpe" com que algumas pessoas na direita abordam o Foro de São Paulo, suscitando desmentidos espalhafatosos da esquerda, é totalmente inadequada. A estratégia do Foro não tem nada a ver com golpes e transições espetaculares. É a revolução permanente, obstinada, incessante, variando de camuflagem dia após dia. São pequenos golpes que se acumulam ao longo dos anos até que a vítima se torna insensível e incapaz de se defender.

O esquema de poder no Brasil JÁ é comunista, a economia do país é uma das mais estatistas do mundo, o sistema educacional inteiro tornou-se máquina de propaganda comunista, a mídia está dominada e ainda leva cuspidas daqueles mesmos que a dominam. A direita fica esperando o Foro "dar o golpe" para então reagir, mas esse momento JÁ PASSOU sem que ninguém se desse conta.

Não faz sentido lutar contra uma conspiração quando a conspiração já venceu e já mudou o sistema. O que temos de combater é o sistema criminoso que foi implantado por meio do engodo sistemático.

Rodrigo Nogueira Marques Talvez agora o sr. Hélio entenda.

Olavo de Carvalho "Certas pessoas não abandonam o erro porque devem a ele a sua existência." (Goethe)

5.

Quando, meu caralho, quando, quando esses bundões vão entender que a luta, na fase atual, não é entre livre mercado e estatismo, mas entre pluralismo político e hegemonia?

6.

E quando as pessoas de boas intenções vão entender que não adianta lutar contra este ou aquele projeto de lei em particular, contra esta ou aquela proposta em particular, mas que o essencial é QUEBRAR O ESQUEMA DE PODER por trás de tudo isso?

7.

Repito pela milésima vez o óbvio dos óbvios: O comunismo é o ÚNICO movimento político que existe em escala mundial. Existe há 150 anos. Quem quer que diga que o comunismo acabou é um BOSTA.

8.

A estratégia dos comunistas com relação à mídia no Brasil consiste de duas operações sucessivas; parasitá-la e depois matá-la. Enquanto se sentiam fracos, trataram de infiltrar-se em todas as redações, dominá-las por dentro pouco a pouco, promover-se e premiar-se uns aos outros e usar os jornais e canais de TV, de maneira discreta e informal, como instrumentos para a conquista da hegemonia cultural.

Tão logo tiveram nas suas mãos o controle do Estado, passaram à segunda etapa: jogar fora o corpo parasitado e exausto, eliminar as empresas de que se serviram e transferir ao Partido (diretamente ou por meio de ONGs) o controle direto dos meios de comunicação.

O processo desenrola-se diante de nós com uma clareza deslumbrante, e ainda há gente na "direita" que se entusiasma com as passeatas anti-Globo.

Olavo de Carvalho P. S. - Os comunistas DOMINAM a grande mídia por dentro e a ACHINCALHAM por fora. A fórmula é infalível.

Olavo de Carvalho P. S. 2 - Há décadas vêm tentando fazer o mesmo com a Igreja Católica, com sucesso crescente.

Wilson Junior Professor, o senhor acha que o sucesso da estratégia comunista em relação à Igreja Católica é realmente crescente? A situação do clero nas décadas de 1970 e 1980 não era pior?

Olavo de Carvalho Você nem imagina. O Papa Bento XVI dizia: "O meu poder, aqui dentro, não passa daquela porta."

Valeria Pugliesi-Washington E estão em fase adiantada em fazer o mesmo com o Judiciário, você não acha, professor Olavo?

Olavo de Carvalho Exatamente.

9.

No Brasil as traduções de livros conservadores são tão raras, que quem faz uma já sai brilhando numa autopromoção obscena.

Nem o pensamento conservador português é divulgado entre nós. Consegui colocar em circulação o Mendo Castro Henriques e o Miguel Bruno Duarte (mérito que o distinto editor atribui a si mesmo), mas faltam centenas de bons autores no mercado.

Liberais e conservadores começaram a ser derrotados cinqüentas anos atrás, quando permitiram que a esquerda, então liquidada no campo político-militar, dominasse o mercado editorial, a mídia e as universidades, tudo sob as bênçãos do governo militar que nem tinha idéia do que fosse "guerra cultural".

Olavo de Carvalho O futuro do Brasil foi decidido em 1965, quando o Ênio Silveira espalhou os livros de Antonio Gramsci entre os esquerdistas. O primeiro militar brasileiro que, instigado por mim, prestou atenção em Gramsci foi o general José Fábrega em 2001. Logo veio o general Sérgio Coutinho, que acabou publicando dois ótimos estudos a respeito. Quarenta anos de atraso não se passam impunemente.

Gilson David Liberaram a publicação das obras de Gramsci, mas esqueceram de lê- las. Mas, de todo modo, havia algum intelectual que tenha apontado esse fenômeno à época? Os milicos só se preocuparam com a luta armada.

Olavo de Carvalho Os intelectuais conservadores foram boicotados na universidade durante o governo militar. Quem sabe mais a respeito é o Ricardo Vézez Rodrigues.

10.

O governo militar nem de longe percebeu que era mais importante derrotar a cultura esquerdista do que reprimir uma guerrilha anêmica e ridícula. E até hoje basta você mencionar isso para que apareça algum histérico berrando que você está "falando mal das Forças Armadas".

Pedro Henrique Medeiros Olavo, qual a influência de Golbery do Colto e Silva nesse processo da Teoria da Panela de Pressão?

Olavo de Carvalho Vital e decisiva. Ou, melhor dizendo: letal. Para impedir que o Brasil chegasse aonde está agora, bastava ter fechado a válvula que o homemzinho insistiu em abrir.

11.

O governo militar instituiu a pena de morte para terroristas, mas, temendo críticas, não teve a coragem de aplicá-la. Preferiu deixar que os policiais matassem prisioneiros às ocultas. Se isso não foi um caso de estupidez criminosa, não sei o que mais pode ter sido. Dizer isso é "falar mal das Forças Armadas" ou fazer um exame de consciência necessário e urgente?

E notem que a Justiça Militar, naquele tempo, sempre agiu com lisura e honradez, coisa que os advogados de presos políticos reconhecem abertamente. Uma sentença de morte lavrada pelo STM teria um peso moral formidável. Por que, em vez disso, preferir matar gente no porão, escondidinho? Não há explicação, não há desculpa. Os apologistas do governo militar jamais terão alguma autoridade moral enquanto não reconhecerem o óbvio.

Olavo de Carvalho Será tão difícil perceber a diferença entre pena de morte e homicídio?

Carlos Henrique Vargas Professor Olavo de Carvalho, seria possível aplicar a pena de morte contra estes genocidas vermelhos do Brasil, caso as Forças Armadas tomassem o poder? Existe alguma brecha que torne isso possível?

Olavo de Carvalho Na presente legislação não há pena de morte.

Danilo Valadão De Abreu De onde vc tira que todos os militares são anti comunistas?

Olavo de Carvalho E onde você me viu dizer semelhante asneira?

12.

Antônio Olinto, um dos maiores escritores brasileiros, traduzido em trinta e tantos idiomas, teve o seu nome excluído da grande mídia por duas décadas. Seu crime? Ser anticomunista e ao mesmo tempo ajudar os comunistas brasileiros exilados em Londres. "Por que você me odeia se nunca o ajudei?" Comunista merece mesmo é pontapé na bunda.

Olavo de Carvalho Acho que esses filhos da puta me odiariam menos se eu não tivesse ajudado a esconder foragidos políticos durante a ditadura e se não tivesse sido um dos primeiros a denunciar o assassinato de Vladimir Herzog. Eles pagam gentileza com perfídia e generosidade com vampirismo.

John Commodoro Nunca ouvi falar nesse escritor. Indica umas obras, Olavo!

Olavo de Carvalho "A Casa da Água" é o romance mais famoso de Antonio Olinto. Não perca.

Olavo de Carvalho Antônio Olinto era homem bom e generoso. Pagou sozinho, do próprio bolso, a criação de uma biblioteca de assuntos brasileiros em Bucareste, Romênia.

Filipe G. Martins Professor, quem são os maiores representantes da tradição liberal-conservadora ainda em atividade no mundo?

Olavo de Carvalho São muitos. Destaco, a esmo, Roger Scruton, Vladimir Tismaneanu. Horia Patapievici, Paul Hollander.

13.

Não há comunista bem intencionado. Todo comunista é um mau caráter, um pervertido mental, um porco. E quem quer que, em nome da "liberdade de opinião", abra espaços nobres para os comunistas na cultura em vez de deixá-los falando sozinhos num botequim é um filho da puta.

Rodrigo Vargas Não é melhor simplesmente humilhá-los em debates?

Olavo de Carvalho Humilhá-los até o ponto em que não tenham mais a coragem de mostrar a cara, isto sim. Mas só quem tem feito isso neste país sou eu.

Erik Oliveira de Sousa Tenho falado que alguém roubou a senha do Olavo de Carvalho, sem lógica alguma um intelectual usar palavras de baixo calão pra convencer alguém de alguma coisa, pode também estar gagá, em ambos casos está perdoado.

Olavo de Carvalho Os palavrões apenas resumem e condensam argumentos já longamente explicados. Você lê apenas os palavrões, não conhece meus livros nem meus cursos, e vem dar palpite sobre o que ignora. Você é um charlatão sem vergonha, e não há lugar para você aqui.

14.

Os enfezadinhos que me acusam de radicalismo pelo que acabo de dizer acharam lindo quando Jean-Paul Sartre disse que "todo anticomunista é um cão".

15.

A burrice alheia é um peso na minha vida, mas às vezes é também motivo de diversão. Aquilo que eu disse aqui, de todo comunista ser um porco, era uma resposta tardia à frase de Jean-Paul Sartre, “Todo anticomunista é um cão.” As pessoas mais cultas reconheceram a alusão de imediato, e entenderam, sem necessidade de maiores esclarecimentos, que não havia nada de excessivo, nem de radical, nem de hidrófobo, em dar o troco a um insulto brutal, na mesma moeda, com sessenta anos de atraso, mas que se tratava simplesmente de negar aos comunistas e seus parceiros o monopólio do direito de xingar. Das outras, as mais inteligentes podem ter estranhado um pouco a aparência intempestiva da minha afirmação, mas, sabendo que não digo as coisas a esmo ou por mero impulso passional, colocaram o assunto entre parênteses até maiores explicações. Por fim, os idiotas palpiteiros de sempre interpretaram a coisa como a efusão emocional gratuita de um anticomunista fanático, e assim caíram direitinho na armadilha: mostraram não conhecer sequer a frase mais célebre do filósofo de “L’Être et le Néant” e, mais ainda, ser incapazes de suspeitar que a mente de um escritor pode ser um tanto mais complexa e sutil do que as motivações grosseiras e pueris que lhe atribuíam – as únicas, de fato, que podiam conceber, por estarem, precisamente, à altura do seu nível de desenvolvimento humano.

Olavo de Carvalho Mandar certos sujeitos tomarem no(s) cu(s) é uma das grandes alegrias da minha vida. Quando ninguém me dá motivo para fazer isso fico triste como um lobo forçado a seguir dieta vegetariana.

Tato Miranda A parapsicologia é para ser levada a sério?

Olavo de Carvalho Tato Miranda: Sim. Russell Targ em primeiro lugar.

Ernani Maieski Kopp Professor, Aproveitando: o que o senhor acha do documentário Agenda grinding america?

Olavo de Carvalho Indispensável.

Raphael M. Pessini Olha que pessoal troxa estão falando até de sexo anal nos comentarios daquela publicação. Está lotado de comunista lá.

Olavo de Carvalho Está vendo? Falam de sexo anal implorando que eu os mande tomar no(s) cu(s).

Olavo de Carvalho E não os chamei de "porcos" à toa. Aqui também há uma alusão literária que os trouxas não percebem. O porco é o doutrinário-mor da "Revolução dos Bichos" de George Orwell.

Olavo de Carvalho A mente sem formação literária é como uma linha que ignora a existência do plano e do espaço.

Ale Costa Professor, gostaria de saber quais os principais autores que estudaram a ordem existente no Universo. (Ordem no sentido oposto a caos).

Olavo de Carvalho Platão, Aristóteles, Leibniz, Whitehead.

Lucas Dinallo [mostra a foto “O que fazer com a sua opinião”:]

Olavo de Carvalho Boa. Uma imagem vale mais que mil palavras.

Gustavo Costa Sr. Olavo, existe “limite” em que não seja mais possível ir adiante, sem ter feito o exercício do necrológio? Não que eu me NEGUE A FAZÊ-LO! Apenas acho muito difícil, e mal sei por onde começar ou mesmo o que escrever, mesmo vendo as mais diversas explicações.

Olavo de Carvalho O exercício é apenas um exemplo da prática da reflexão moral. Se não consegue fazê-lo agora, deixe para mais adiante, mas continue tentando.

Gilx Cartunista Olavo, tem algum intelectual vivo que o senhor gosta de conversar de "igual pra igual" no Brasil?

Olavo de Carvalho Sim, mas são nonagenários, e odeio incomodar velhinhos com discussões que podem ser cansativas.

Urbano Silvestre Olavo, a técnica de expor professores universitários ao ridículo foi bem sucedida no meu caso. Determinados mestres me odeiam, mas me aprovam com facilidade alarmante.

Olavo de Carvalho Excelente. Nunca falha. Ao lidar com filhos da puta, siga a regra de Maquiavel: "É melhor ser temido do que amado."

Olavo de Carvalho Você está entre os meus leitores e alunos que já compreenderam o quanto é perigoso, letal mesmo, querer atrair a simpatia de comunistas e comunistóides. Quanto mais um sujeito os corteja, mais o desprezam, esculacham e boicotam, usando-o e depois jogando-o fora como se fosse um pedaço de papel higiênico. A maioria dos liberais e dos católicos, mesmo homens experientes de cinqüenta, de sessenta anos, ainda não aprenderam isso.

Olavo de Carvalho Um tal de Leonardo Feuerbach, obviamente fake, acaba de ser bloqueado. Se quiser que alguém o mande tomar no cu, vá pedir em outro lugar.

16.

Os intelectuais públicos da esquerda que tiveram a imprudência de puxar discussão comigo deram-se todos muito mal. Isso está longamente documentado nos meus livros e no meu site. Então decidiram manter distância, resmungando contra mim nas suas cátedras e nos seus círculos de convivência, onde eu não pudesse ouvi-los, ao mesmo tempo que atiçavam contra mim seus alunos e seguidores, jovens burrinhos e inexperientes, incapazes de avaliar o perigo, para que viessem passar vergonha em lugar deles. Essa é a origem dos tipinhos ridículos que agora infestam esta página e gastam o meu tempo com bravatas patéticas, pulando e uivando como um bando de Gremlins alucinados.

17.

LEITOR: Agora o Governo Federal tem a sua própria versão de facebook custeada pelo contribuinte: o Participatório.

Olavo de Carvalho PARTICIPUTÓRIO.

[Sobre "JM SBT - Governo lança o FOICEBOOK, a rede social da companheirada":]

Olavo de Carvalho Foicebook, Facedick ou Participutório.

18.

Sobre a notícia: “PT treina 'patrulha virtual' para atuar em redes sociais”:

Olavo de Carvalho E ainda vem esse MERDA desse Hélio Beltrão dizer que não existe comando estratégico, que tudo acontece por acaso.

Olavo de Carvalho Que vão espalhar suas cagadinhas mentais lá no ParticipUtório.

19.

Com toda a evidência, os esbirros eletrônicos treinados pelo PT para interferir nas redes sociais já estão em ação nesta página. Entram puxando discussões ociosas, criando confusão e dispersão, entupindo o espaço, uns fazendo-se de liberais e conservadores, outros de católicos, evangélicos, espíritas. etc. Nos próximos dias, serei obrigado a bloquear mais intrusos do que de costume.

Olavo de Carvalho Como medida preliminar, peço que os visitantes honestos, quando perceberem alguma provocação, não respondam nada. ou simplesmente anotem PT TROLL.

Bruno GS Ou: PT SAUDAÇÕES!

Olavo de Carvalho PT Saudações é melhor.

20.

Se eu fosse presidente dessa merda, entregaria a um liberal o Ministério da Economia, mas nunca o da Cultura.

Christiano Silva De qual merda o mestre fala: Brasil ou EUA?

Olavo de Carvalho Eu não havia pensado nisso, mas qualquer das duas.

Valeria Pugliesi-Washington Por que manter o Ministério da Cultura?

Olavo de Carvalho Será preciso mantê-lo por algum tempo para desfazer a merda que ele mesmo criou. Pode-se fechá-lo depois.

21.

O Brasil está entre os países de economia mais estatizada. Conforme alguém observou nesta mesma página, isso prova o total fracasso político do liberalismo entre nós. A causa desse fracasso é óbvia: os liberais, neste país, só debatem idéias, só ficam tentando provar a superioridade teórica do liberalismo (o que é chover no molhado), mas nada fazem para conquistar o poder, para quebrar o monopólio da camarilha estatizante. Por que não o fazem?

Porque para isso seria preciso compreender o mecanismo da conquista e manutenção do poder, o que não é possível fazer só com base nas próprias teorias liberais, mas exige uma compreensão profunda da estratégia esquerdista. Quando tento analisar essa estratégia, logo aparecem liberais alegando contra a minha opinião... as doutrinas liberais. Com isso, paralisam sua própria inteligência, condenam-se ao fracasso permanente e se tornam objeto de chacota da esquerda porque, como observou o próprio Lula, falam, falam, mas "não têm perspectiva de poder".

Carlos Velasco Caro Professor, mas não é o próprio liberalismo uma doutrina revolucionária? Não foi o próprio Marx que o admitiu, afirmando que o liberalismo seria o quebra-gelos que romperia o antigo regime e unificaria o mundo derrubando as muralhas da China?

Olavo de Carvalho Exato. Mas, como observou Voegelin, a palavra liberalismo quer dizer coisas diferentes conforme aquilo a que se opõe.

22.

“Pensamento liberal-conservador” já existiu no Brasil. Os nomes de Joaquim Nabuco, João Camilo de Oliveira Torres, Leonel Franca, Gustavo Corção, Paulo Mercadante e tantos outros bastam para prová-lo. Hoje existe apenas uma “opinião conservadora” muito chinfrim, cujo alcance intelectual não vai além do puro jornalismo.

Para ser um “pensador” é preciso mais do que falar mal da esquerda. É preciso um sério esforço de compreensão da realidade, um enfrentamento com as questões maiores da alta cultura e não só com as polêmicas locais do dia. Os últimos “pensadores liberal-conservadores” que restam são J. O. de Meira Penna e Antonio Paim, quase centenários, e Ricardo Vélez Rodriguez, que é venezuelano. Posso ter um diálogo, até polêmico, com eles e com ninguém mais neste Brasil.

Não há também nenhum “pensador de esquerda” neste país, é verdade, apenas palpiteiros, marqueteiros e agentes de influência. Mas a esquerda continua importando e publicando o pensamento esquerdista internacional e superlota as livrarias com Zizeks, Wallersteins, Meszaros e tutti quanti, ocupando portanto um espaço na vida intelectual nacional com material importado. O pessoal conservador não faz nem isso. O déficit de livros conservadores no nosso mercado editorial não está abaixo de dez mil títulos. Se os pretendentes a “pensadores conservadores” passassem o dia traduzindo em vez de nos brindar com suas lindas opiniões, estariam fazendo alguma coisa. Na verdade, não podem fazê-lo, porque não acompanham nem o pensamento conservador no mundo.

Do jeito que a coisa está hoje em dia, não merecem nem ser detestados. De Gaulle dizia: “Pode-se detestar Hitler e Stálin. Não se pode detestar o nada.”

23.

Atenção: Autores fundamentais, como Eric Voegelin ou Louis Lavelle, não podem ser classificados como "conservadores" nem como "liberais", mas suas obras são MUITO mais valiosas do que tudo o que liberais e conservadores escreveram. Parem com essa coisa de selecionar autores pelo critério do "nosso lado" e "lado deles". O comunismo não é contra o liberal-conservadorismo: é contra a humanidade. Não é preciso ser liberal nem conservador para compreendê-lo como a monstruosidade que ele é.

Olavo de Carvalho Por exemplo, Russell Kirk ou Edmund Burke são apenas doutrinários conservadores, muito respeitáveis enquanto tais, mas não são filósofos no sentido grande do termo.

Vinícius Medeiros Falando de autores, professor, o que o Sr. acha do George Steiner como crítico literário/ensaísta?

Olavo de Carvalho Extremamente competente. George Steiner é um crítico literário com excelente substância filosófica. Só li um livro dele, sobre Georg Lukacs, mas só por esse já dá para ver que o homem não está brincando.

Olavo de Carvalho É mais importante ler o Eric Voegelin INTEIRO do que ler milhares de doutrinários liberais e conservadores.

Wellington Santos (...) Diga, professor, um filósofo no sentido "grande do termo" seria o diplomado ou aquele que compôs um sistema?

Olavo de Carvalho Um filósofo, no sentido grande, não é necessariamente um grande filósofo, é apenas alguém cuja meditação abarca, em princípio, o território temático inteiro abrangido pela tradição filosófica. Por exemplo, Roger Scruton é um filósofo no sentido grande - um filósofo de pleno direito - sem ser um grande filósofo como Aristóteles ou Leibniz.

Olavo de Carvalho Um filósofo de pleno direito é alguém que dialoga com toda a tradição filosófica e não apenas com os "problemas do seu tempo".

Glaucio Vinicius Professor, como defender que o bolchevismo foi comunismo? Sempre se diz que o comunismo real nunca veio...

Olavo de Carvalho Para aceitar essa conversa mole seria preciso aceitar também que todos os autores comunistas que apoiaram os regimes soviético e chinês viveram em estado de alucinação, tomando gato por lebre. Isso inclui Jean-Paul Sartre, Georg Lucaks, Henri Lefebvre, Antonio Gramsci e tutti quanti. Admitir isso seria admitir que toda a tradição intelectual comunista é pura doideira.

João Pedro Mamede Wood Professor, o sr. pode me indicar uma análise literária sobre Dostoievski, de preferência, uma que fale principalmente do teor político e da crítica que ele fazia ao fato da Rússia estar perdendo seu espírito? Eu sei que tem um livro do Girard sobre ele. Agradeço desde já! Forte abraço, fique com Deus!

Olavo de Carvalho Nicolai Berdiaev e Leon Chestov escreveram coisas importantes a respeito. Mas o filósofo marxista Georg Lukacs também.

João Pedro Mamede Wood Muito obrigado, professor! A análise do Lukacs, nesse caso, é confiável?

Olavo de Carvalho É brilhante, para dizer o mínimo. Tipos como Lukaks e Hegel são grandes filósofos com um pendor irresistível para a vigarice consciente em certos pontos determinados.

Gabriel Schaf Olavo, quando você fala em ideologia, você está usando o termo no mesmo sentido atribuído pelo Voegelin: distorção da realidade através de símbolos que expressam uma alienação desta, resultando na criação de uma segunda realidade? Outra: é possível que um partido coloque em prática um programa político sem absolutamente nenhum conteúdo ideológico prévio que oriente esta ação? Obrigado.

Olavo de Carvalho Expliquei isso longamente no curso de Filosofia Política que dei na PUC do Paraná, e não me vejo capaz de resumir a coisa aqui. A palavra tem várias camadas de significado que entram em ação em diferentes contextos. Dê uma espiada na página do Seminário de Filosofia www.seminariodefilosofia.org.

Diego Garcete Professor certa vez o Sr disse que somente o Mario Ferreira dos Santos dialogava de igual pra igual com Platão e Aristóteles, pergunto em que sentido? Um ABRAÇO

Olavo de Carvalho Ele entende Platão e Aristóteles como eles próprios se entendiam. Está à vontade no meio deles.

Alexandre Gomes [pergunta sobre Mortimer J. Adler]

Olavo de Carvalho Adler foi um filósofo no sentido grande, não um grande filósofo, mas com certeza um dos maiores educadores americanos.

24.

Sobre o post "Olavo de Carvalho!, atenção discípulos de":

Estes sujeitos reclamam, "do fato desse 'pedagogo', colocar-se atrás de uma cadeira, de uma câmera, e estar a milhares de km distante do Brasil, nos EUA onde reside".

Deveriam lembrar-se de duas coisas:

1) Eles próprios só criaram coragem de levantar a bandeira explícita do ANTICOMUNISMO, largando daqueles rodeios tipo "anti-corrupção", "anti-PT" etc, porque durante anos os instiguei a isso, em vão, até que alguma luz começou a brilhar nas suas cabecinhas.

2) "As revoluções fazem-se do exterior" (Lênin).

Antonio Carlos Iranlei Minha nossa, esse caras ouviram até o fim alguma exposição sua, Olavão? Quando você xinga, o faz para admoestar e nunca por desrespeito! Anti-patriota, desdém com as FFAA? Se a passividade é virtude e a estratégia está em reagir quando não se tem qualquer possibilidade mais de vitória, ou as FFAA são muito astutas, ou eu sou um completo ignorante em geopolítica.

Olavo de Carvalho Perfeito.

Mauricio W Rizo O crítico do Olavo se intitula o "Sr. Incrível da vida cotidiana e do mundo dos mortais".

Olavo de Carvalho Caraio! O hominho é mesmo poderoso.

Carlos Araujo "Fuma desenfreadamente em frente à câmera." kkkkk Milico politicamente correto.

Olavo de Carvalho Esses bobocas nem entendem o quanto a adesão acrítica ao antitabagismo internacional ajuda os globalistas. Quem escreveu coisas muito sensatas sobre isso foi o Walter Williams.

Marie Asmar Prof. o senhor é um santo e sábio, não sei como aguenta saber há tanto tempo de tudo isso, não se desesperar e ainda manter o bom humor com a alienação reinante... obrigada por não desistir!

Olavo de Carvalho Obrigado. Você é um anjo.

25.

Qualquer ação militar que não vise a tomar o poder e sim somente a fazer cumprir a lei, quebrar conspirações e enviar bandidos à cadeia é não somente meritória mas obrigatória segundo a própria Constituição. E, se critiquei a inação covarde de tantos militares (sobretudo comandantes), que deixaram o Foro de São Paulo crescer em paz enquanto eles curtiam chazinhos e recepções em companhia de comunistas, nunca deixei de honrar as nossas Forças Armadas como instituição, no conjunto, idônea, patriótica e altamente confiável.

Também nunca faltaram intrigantes que, falsificando minhas opiniões, tentassem me indispor com seus colegas de farda, talvez ciumentos de que, quando meu nome foi citado na cerimônia de entrega da Medalha Tiradentes, a tropa, que entende a sinceridade dos meus esforços, explodisse em aplausos e aclamações. A honra da corporação militar não pode manter-se só na base do elogio incondicional, mas exige a análise crítica sincera e a correção de erros que não devem ser repetidos.

26.

NUNCA afirmei que a esquerda é superior às Forças Armadas "em força bélica e inteligência militar". Afirmei, sim, que é superior AO BRASIL INTEIRO, FORÇAS ARMADAS INCLUSAS, em estratégia política e guerra cultural. Não podendo me desmentir, o safado signatário dessa merda falsifica o meu pensamento exatamente como fez o sr. Hélio Beltrão.

Com toda a evidência, o problema de todos esses "críticos inventores" do meu pensamento é um monstruoso COMPLEXO DE INFERIORIDADE INTELECTUAL, que tentam exorcizar mediante rituais de intriga e difamação.

27.

Pouco me importa atrair a antipatia de pessoas que dizem estar do “meu lado”. Em primeiro lugar, que “lado”? Que a obsessão esquerdista de tudo catalogar ideologicamente faça de mim um “intelectual orgânico da direita” não me obriga de maneira alguma a aceitar esse emprego aviltante; e que gente da direita me confirme nesse posto só reforça minha decisão de rejeitá-lo a qualquer preço.

Muita gente não percebe, mas não tenho nenhum “projeto de Brasil”, nenhum programa político a defender. Minha especialidade é ater-me ao exame de situações concretas e tirar delas as conclusões que o simples uso honesto da inteligência impõe. É impossível, a quem se entrega a semelhante atividade com a paixão e a devoção nascidas de um apelo vocacional, coincidir sempre, ou mesmo apenas freqüentemente, com qualquer bloco ideológico que seja, de vez que as ideologias são, por definição, simplificações deformantes, boas somente para condensar-se em slogans.

Se algum dia eu consentir em sacrificar minhas percepções e intuições pessoais a alguma conveniência grupal ou partidária, terei lesado minha inteligência irremediavelmente, perdido toda credibilidade intelectual, e não terei mais remédio senão sobreviver de novos e novos arranjos oportunistas, até diluir completamente a minha alma numa “segunda identidade” postiça. No mesmo ato, terei convidado todos os meus alunos a fazer o mesmo, e em vez de uma nova geração de intelectuais estarei fomentando mais uma geração de picaretas. Vade retro!

28.

Ser um intelectual público não é um direito, é uma conquista baseada em provas de mérito. Os liberais acreditam ainda naquela patacoada de "Não concordo com uma só palavra do que dizeis mas defenderei até à morte o vosso direito de dizê-lo". Isso é abstratismo puro. "Dizê-lo" onde? Em casa, num botequim ou no alto de uma cátedra? Num círculo de amigos ou ante milhões de telespectadores? O que está em jogo não é a "liberdade de opinião" e sim o acesso a instrumentos de influência, que são instrumentos de poder. Os marxistas entendem a diferença e têm orgasmos ao notar que os liberais não a percebem.  

Pedro Henrique Medeiros Marxistas leram Sun Tzu, “A Arte da Guerra”.

Olavo de Carvalho Perfeito. Para o marxista, TODA idéia é arma de guerra.

Patricia Macedo Então eu também vou ler Sun Tzu, vou ler essa porra aí!!! Pra ver o esqueleto de todo o pensamento dos marxistas, o modo como usam ideias como armas.

Olavo de Carvalho É isso aí.

Augusta de Carvalho Professor, se existisse hoje, no Brasil, um político com características de um Carlos Lacerda haveria alguma diferença? Me parece que carecemos de liderança.

Olavo de Carvalho Sem a menor sombra de dúvida. Lacerda foi o maior político brasileiro desde José Bonifacío, Joaquim Nabuco e Rui Barbosa. Sugestão: Leia a biografia dele por John W. Foster Dulles.

Augusta de Carvalho Gostaria de sua opinião, quando for possível, sobre Roberto Campos. Revi uma entrevista dele no Roda Viva e fiquei com algumas dúvidas.

Olavo de Carvalho O dr. Roberto foi um grande espírito (e um grande amigo), mas nunca foi além do horizonte liberal estrito, além de ter contribuído para a destruição do Carlos Lacerda pelo governo miliitar, o que foi a cagada das cagadas. P. S.: Foi também o maior piadista que conheci.

29.

Quando se discute com um agente gramsciano, é preciso, logo após desmascarar o seu jogo sujo, declarar alto e bom som que ele NÃO TEM QUALIFICAÇÃO PARA A ATIVIDADE INTELECTUAL, que deveria arranjar um emprego modesto e ficar quieto no seu canto. Faça isso um certo número de vezes e terá contribuído para sanear o ambiente.

Jacineide Travassos Saneamos o ambiente com argumentação e ensaios muito bem escritos com excelente bibliografia. Ainda dispensamos doutorados e instituições.

Olavo de Carvalho Isso NUNCA basta. O liberal produz essa argumentação e o marxista, que domina os canais de difusão, impede que ela seja divulgada. Que é que você faz então? Produz outra argumentação acadêmica contra ele, que ele vai esconder tão bem quanto escondeu a primeira?

Jacineide Travassos Quem publica nunca se esconde, caro professor Olavo de Carvalho. O leitor é que tem que ser um bom hermeneuta. Aqui não tenho inimigos, apenas expresso minha opinião.

Olavo de Carvalho Isso é ingenuidade. Publicar não é só imprimir. É garantir publicidade, difusão etc. Só quem tem o domínio dos meios pode fazer isso.

Jacineide Travassos Confesso que cada um tem um objetivo particular a atingir com o que escreve. Não vejo mérito em ser muitíssimo contemplado por comparsas, ao qual chamo rebanho. Mas a divulgação do trabalho é um mérito sim.

Olavo de Carvalho Você já ouviu falar em torre de marfim? É lá que a comunistada quer que você fique.

Jacineide Travassos Adoro a dos poetas simbolistas! Os nefelibatas. Mas não sei se é um bom lugar para quem não é poeta. O que sei é que não excluo pessoas por partidos, mas por ideias. Por exemplo, acho importante o conceito de APEIROKALIA que divulgou. E foi por conta dele que o adicionei. Acho que é isso que gera o sentido de uma aparente aporia.

Olavo de Carvalho Você tem razão quando se trata apenas do critério pessoal de julgamento, mas o que estou discutindo é o acesso aos meios de difusão e a ocupação de espaços.

30.

Temos de mostrar a esses FDP que o direito de falar é correlativo ao direito de não ouvir. No meu modesto entender, o tempo de audição que uma opinião merece corresponde ao tempo e ao esforço, quantitativos e qualitativos, despendidos para adquiri-la.

31.

A marca mais inconfundível do imbecil completo (há os incompletos) é acreditar que ter preferências, falar bem disto ou mal daquilo, gostar disto ou desgostar daquilo, já é "pensar por si mesmo". Isso não é sequer pensar.

32.

“Pensar por si mesmo” é algo que você começa a fazer quando, ao lidar com uma questão, passou por tudo o que homens mais inteligentes pensaram antes de você, e não encontrou resposta. Aí você tem de inventar um jeito novo de tratar o problema. Fora disso, é só presunção de um boboca que se acha muito original quando repete opiniões que nem sabe de onde vieram.

Em geral, só conseguimos pensar por nós mesmos em problemas muito específicos e limitados. Nas questões grandes e permanentes é quase impossível não seguir, sabendo ou não, algum pensamento já existente.

Por exemplo, quando coloquei o problema do horizonte de consciência de Maquiavel, não encontrei resposta na bibliografia e tive de tentar algo por mim mesmo.

P.S.: E mesmo assim não tenho a certeza de que algum autor que desconheço não descobriu a mesma resposta antes de mim.

Nunca fiz a mínima questão de "pensar por mim mesmo". Acho isso pura frescura.

Frederico Westin de Brito Professor, o senhor poderia mencionar alguns pensadores renomados da história da humanidade que se expressavam por meio de uma linguagem contundente e enérgica? Isto é, pensadores importantes que não eram "politicamente corretos". Ficarei muito grato se o senhor me ajudar, pois tem alguns esquerdistas me desafiando nesse ponto.

Olavo de Carvalho São Bernardo de Clairvaux; Sto. Agostinho; Léon Bloy; Georges Bernanos.

33.

Sobre o post de Paulo Ghiraldelli sobre vagina, ânus e coito anal

Olavo de Carvalho Pois é, durante milênios as pessoas nasceram pelo cu. O parto vaginal foi uma descoberta tardia.

34.

Para mim, só quem tem o direito irrestrito à liberdade de opinião é o Paulo Ghiraldelli.

Thomaz Henrique Barbosa Por quê?

Olavo de Carvalho Quem, se não ele, nos dá acesso aos abismos mais profundos da estupidez humana? Ele amplia a nossa imaginação do absurdo. É o Zé do Caixão da filosofia.

Olavo de Carvalho O dr. Paulo Ghiraldelli diz que quem é contra a pedofilia é nazista. Deve ter sido um lapso desse grande espírito, pois Adolf Hitler comia a sobrinha menor de idade.

35.

O Marcelo Mota Ribeiro sugeriu, para o caso Ghiraldelli, o uso do supositório de opinião, esse medicamento salvador, de minha própria invenção, que eu já havia até esquecido.

36.

Não resisto ao impulso de repetir a mensagem da Ana Peluso:

Sugestão de novo nome para o Brasil, com a ascensão do Foro de São Paulo: República Comuno-Capitalista dos Estados Alterados da Consciência.

37.

O sr. Júlio Lemos achou lindo o sr. Slavoj Zizek dizer que a culpa do fracasso do comunismo não foi da execução e sim da própria concepção do "comunismo ortodoxo". Achou que isso denotava uma coragem intelectual fora do comum, que colocava o filósofo esloveno muito acima de "Vladimir Safatle, Marilena Chauí ou Olavo de Carvalho" (sic). Não respondo pelos outros dois, mas, da minha parte, entendo que o sr. Lemos, como sempre, opina sobre o que desconhece.

O palpite do sr. Zizek é uma desconversa idiota, um chavão diversionista que qualquer estudioso do comunismo reconhece ao primeiro exame. Comunismos heterodoxos existiram na Iugoslávia e na China, e não tiveram resultados melhores que a ortodoxia soviética. O caso chinês é exemplar. Que pode haver de mais heterodoxo do que uma revolução baseada no campesinato, que Marx e Lênin consideravam inimigo natural da revolução? Criticar o "comunismo ortodoxo" é um dos cacoetes mais velhos das discussões internas no movimento comunista.

O sr. Lemos, que a respeito desconhece tudo e mais alguma coisa, vê aí uma grande novidade e aproveita para usá-la como pretexto para dar vazão ao seu incontido anti-olavismo. Será que ele também, como todos, pretende que eu responda polidamente a essa intriga idiota?

LEITOR [traz a notícia "Coreia do Norte enfrenta acusações de canibalismo devido à fome no país"]

Olavo de Carvalho Bem lembrado. Canibalismo epidêmico ocorreu também na URSS e na China.

Antonio Brito Professor Olavo, esse Júlio Lemos está merecendo um sonoro VTNC!!! kkkkkkkkkk

Olavo de Carvalho Não posso. Ele sofre de hemorróidas intelectuais.

Sebastian RH Olavo, mas eu já ouvi você dizer no True Outspeak que o comunismo ortodoxo não funciona na prática porque a teoria é errada desde a concepção. E como você mede os resultados do comunismo ortodoxo e os do comunismo heterodoxo e chega à conclusão de que os resultados da revolução soviética foram melhores que, por exemplo, os da China? Qual seria o parâmetro?

Olavo de Carvalho Todo socialismo, ortodoxo, heterodoxo, autoritário, totalitário, democrático, o escambau, é sempre errado. Seus resultados podem ser melhorzinhos aqui ou ali, mas no conjunto é SEMPRE uma desgraça. A unificação de poder político e econômico nunca será boa para ninguém.

38.

A rigor, nenhum comunismo levado à prática foi jamais “ortodoxo”. Cada um deles modificou a fórmula originária de Marx para adaptá-la às circunstâncias. Algumas dessas modificações foram bastante radicais.

Lênin dissolveu a noção de “revolução proletária” para trocá-la pela da revolução feita pela vanguarda de elite “em nome do” proletariado.

Stalin saltou sobre a fase do “capitalismo cru” prevista por Marx (mais ou menos equivalente à NEP de Lenin) e estatizou tudo de repente, quando Marx dizia que esse processo poderia levar até séculos.

Mao Tse Tung fez dos camponeses a classe revolucionária por excelência, quando Marx dizia que eram apegados por natureza à propriedade privada, portanto inimigos da revolução.

Cada geração de mentores comunistas examina criticamente as contribuições da geração anterior e as modifica. Isso é uma das grandes forças do movimento comunista.

39.

Socialismo é a propriedade pública de todos os cus a partir dos três anos de idade.

LEITOR: Então quer dizer que ser comunista é incentivar o homossexualismo e a pedofilia?

OLAVO: Não, mas a recíproca é verdadeira.

LEITOR: Eu discordo nobre confrade e professor. Acho que isto começa desde o momento do nascimento. Já que Romanos 1:28 diz que o próprio Deus os entregou a paixões infames, acredito que isto comece antes...

OLAVO: Comunismo é coisa ainda mais antiga do que dar o cu. Começou quando a cobra prometeu socializar a condição divina entre Adão e Eva.

LEITOR: Professor, quero aprender a língua portuguesa do zero, mas sem fazer curso. O que devo fazer?

OLAVO: 1) Compre a "Gramática Metódica da Língua Portuguesa" do Napoleão Mendes de Almeida e faça todos os exercícios. 2) Decore poemas inteiros de Manuel Bandeira, Augusto Frederico Schmidt e Alphonsus de Guimaraens Filho. 3) Leia com atenção os diários do Herberto Sales, anotando todas as frases que lhe pareçam mais expressivas.

40.

Contra todas as probabilidades, o fato é que tem aparecido cada vez mais gente que entende o que estou dizendo e não tira daí conclusões imbecis. É por isso mesmo que os fofoqueiros de plantão às vezes se voltam mais contra os meus alunos e leitores do que contra mim mesmo. Roem pelas beiradas. Vêm aqui e chamam vocês de puxa-sacos, de baba-ovos, etc., Será que pensam mesmo que vocês têm medo do julgamentinho deles? Quanta miséria!

Igor Máximo Quando comecei a estudar o Gustavo Barroso, Alex Jones, Olavo de Carvalho e tudo mais, comecei a ficar menos burro. Vários assuntos de história e outros mais começaram a fazer um pouco mais de sentido.

Olavo de Carvalho Gustavo Barroso foi um escritor de muito talento, mas bem falho enquanto historiador. Não o recomendo de maneira alguma como fonte sobre globalismo, iluminatti etc.

41.

Sobre a notícia da CNN en Español: “El presidente de Panamá, Ricardo Martinelli, difundió imágenes de los aviones hallados en el barco norcoreano proveniente de Cuba”:

Olavo de Carvalho Se o próprio governo militar brasileiro ajudou Cuba a espalhar guerras no mundo, imaginem o que vai fazer este de agora.

42.

Sobre "Mauro Santayana: hitlernautas devem ser punidos":

Mauro Santayana é um agente de influência comunista. Quem vai investigar nos Arquivos do PCUS para averiguar se não era um dos jornalistas brasileiros que estavam na folha de pagamentos da KGB? Eles eram uns cem, ou quase. Há vinte anos apelo a empresários, políticos e militares para que enviem alguém à Rússia para esclarecer esse ponto crucial da história nacional. Mas esses idiotas não têm a mínima capacidade de distinguir entre o essencial e o supérfluo.

[Nota do Org.: Segue o rascunho do artigo de Olavo de Carvalho sobre Mauro Santayana e Lula:]

O sr. Mauro Santayana inclui entre os “hitlernautas”, que ele recomenda enviar à prisão, aqueles que dizem “que não existe oposição no Brasil, porque o PSDB é uma linha auxiliar do PT”. Ninguém ignora que sou um destes, mas não é isso o que me preocupa. O que me preocupa é a possibilidade de ir para a cadeia junto com o sr. Luís Ignácio Lula da Silva, que uma vez se gabou de haver tentado estuprar um companheiro de cela. Já estamos os dois bem velhinhos, e será um espetáculo altamente vexaminoso um ancião tentando usar o outro para fins libidinosos e este lutando a socos e pontapés em defesa da sua integridade anal ameaçada.

O motivo dessa minha preocupação é que o sr. Lula, sem a menor dúvida possível, se integra na classe dos “hitlernautas” tal como a define o sr. Santayana. Neste vídeo, já antigo, ele reconhece e festeja o fato de que os candidatos à última eleição presidencial eram todos de esquerda, consumando-se portanto naquela ocasião a perfeição da democracia, que ele entendia como a total exclusão de qualquer oposição de direita e a instauração de um regime de partido único de esquerda sob um multipartidarismo de fachada. O regime sob o qual vivemos hoje.

O sr. Santayana provavelmente desconhecia esse vídeo e não se deu conta de que me enviava ao cárcere em tão ilustre e aliás temível companhia. Não sei se o ex-presidente chegou a realizar o gesto insano de que se gabava ou se tudo não passou mesmo de bazófia. Mas que um indivíduo enalteça a própria macheza mediante uma historieta desse teor mostra bem que não vê no ato aí relatado nada de vergonhoso. Qualquer que seja o caso, já me vejo, em sonhos, debatendo-me sob o gordo corpanzil ex-presidencial e gritando desesperado: “Eu não sou cabrita não!”

P.S.: Não sei se vocês perceberam, mas o grito final desesperado "Eu não sou cabrita não" não alude somente à nostalgia caprina do sr. Lula, mas é também deformação irônica de um velho clássico da breguice musical brasileira, "Eu não sou cachorro não", de Waldick Soriano. Aprender a reconhecer alusões aumenta tremendamente a compreensão literária dos textos.

43.


Essa caixa de fósforos diz mais do que toda a tagarelice liberal dos últimos trinta anos.

44.

Sergio Bruno: (...) Não será a prova de fogo para Dilma o PLC 03/2013, como um teste para que ela continue sendo útil após o processo de transição quando enfim, o processo de ruptura for estabelecido? Sancionando o aborto, ela não estará demonstrando lealdade ao Foro, e implicitamente dizendo que está apta a continuar sendo parte do projeto de destruição ativa deste sistema atual rumo ao objetivo maior do Foro?

Olavo de Carvalho Sim, com certeza.

45.

Sobre o post: "Direito à Vida? Isso é coisa de conservador retrógrado. Sacrossanto mesmo é o Direito de "não manter uma gravidez"

Olavo de Carvalho Isso! Pau no cu da vida! Pena que a mãezinha dele não pensasse o mesmo.

46.

Sobre o post "Marcha das Vadias/DF se reuniu com a Presidenta para pedir a descriminalização do aborto", que inclui a foto da presidente segurando a camisa da Marcha:

Como criador e propugnador da "Marcha do Vadio", exijo também ser recebido pela sra. Presidenta para cobrar dela a descriminalização da punheta pública. Para os que não lembram ou jamais viram, aí vai: [o soneto].

Arnaldo Filho Eu também quero o Bolsa-Bronha.

Olavo de Carvalho Sim, Bolsa-Bronha, outra reivindicação justa da sofrida classe punheteira.

47.

Sobre o post "Ricupero: 'inexplicável' a ação do governoboliviano, em especial o ataque à Petrobras"

Inexplicável é eufemismo. Está tudo explicado nas Atas do Foro de São Paulo.

Marta Serrat Professo, como o Brasil é subserviente a Bolívia! Impressionante! O caso do senador que está encarcerado na embaixada brasileira, o avião da FAB revistado e tantos outros casos me intrigam muito. Tenho pesquisado muito a relação entre a morte do casal Starelli, o assassinato do melhor amigo do Todd Starelli e logo a seguir a morte de uma contadora da Petrobras, a tomada da refinaria sem reação do governo brasileiro, a queda de braço entre Lula e Renan para ver quem negociaria o aumento de 254% do gás com o Evo... e por aí vai...

Olavo de Carvalho Bom trabalho, Marta. A verdade sempre acaba aparecendo, mesmo que seja só aos olhos de poucos.

48.

O guaxinim estudou estratégia na Universidade Patrice Lumumba, em Moscou. Os gatos só estudaram economia austríaca.


Bráulio Mendes Arantes Entendi perfeitamente TODAS as suas críticas aos liberais brasileiros agora. Muito, mas muito bom! kkkkkk

Olavo de Carvalho Sim, os liberais sabem fazer dinheiro e os comunistas sabem roubar tudo e deixá-los na tanga.

Bráulio Mendes Arantes Ficou igual professor hahaha o guaxinim ainda xinga os gatos e um dele se caga no meio do vídeo. Hahaha! Nunca mais esqueci: "Fraqueza atrai agressividade".

Olavo de Carvalho Sto Tomás diz que a raiva é quando você sente que o inimigo é mais fraco. Transforma-se em medo quando você sente que ele é mais forte, e vice-versa.

Olavo de Carvalho Em tempo: O vídeo do guaxinim foi uma contribuição da Marcela Andrade.

Rafael Devilla O vídeo ficou engraçado mesmo, devido à legenda dos liberais e dos comunistas de Moscou. A legenda é dela também professor Olavo?

Olavo de Carvalho Ela deu a idéia.

49.

Gente que faz e não enche o saco: “Projeto com presos catarinenses estimula a reeducação através da leitura

50.

[Olavo curtiu ainda:]

- Abaixo-assinado Pela Auditoria do Resultado Eleitoral independente do software das urnas
- Vandalismo pago e promovido pela Presidência da República?
- New York Times - Assim o Brasil está sendo visto pelo mundo
- Informações de um Piloto da FAB dadas à uma médica, retiradas do grupo Dignidade Médica

51.

Frases imortais:

"A república tomada como religião é um bezerro de ouro fazendo cocô."
(José Otávio Dettman)

"Eu sempre fui louco, mas foi isso o que me preservou da insanidade." (Waylon Jennings)

52.

Quando acharem que algum destes posts é importante, por favor compartilhem-no com o maior número possível de pessoas, seja pelo próprio Facebook, seja por outros meios. Não estou escrevendo por escrever, mas porque estou persuadido de que se os brasileiros não começarem a compreender rapidamente a situação real em que vivem, logo estará eliminada toda esperança de reencontrar a sanidade perdida.

Jayme Neto Professor, mas por trás do movimento pró-vida não há uma militância bem organizada, diferente dos outros grupos citados pelo senhor?

Olavo de Carvalho Sim, mas pelo simples fato de lutar contra o aborto em si, e não contra a força política por trás do aborto, é contraproducente. Todas essas lutas adquiririam um novo sentido e uma força incomparavelmente maior se por trás de tudo houvesse um comando estratégico unificado, consciente, informado. Mas cada um acha que a SUA causa é a mais importante, e assim ninguém vai conseguir nada de duradouro. Cada vitória será seguida de várias derrotas.

******

Felipe Moura Brasil edita o Blog do Pim e é o organizador e autor do prefácio do livro de Olavo de Carvalho, O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota, que está prestes a ser lançado pela Editora Record.

Obamismo, falsificação de ideias e questões católicas

[Também publicado no Mídia Sem Máscara.]

Notas do filósofo Olavo de Carvalho, organizadas por Felipe Moura Brasil.

I. Obamismo
[Caso Zimmerman; documentação de Obama; Arnaldo Jabor; Caio Blinder]

1.

A mensagem do sr. Barack Hussein Obama a respeito do julgamento de George Zimmermann é clara: se o agressor é negro, está revogado o direito à legítima defesa.

Francis Lauer Tal como aqui, o safado se solidarizou com o bandido! "O mundo brasilianiza-se!"

Olavo de Carvalho That's it.

Olavo de Carvalho Ademais, o discurso é mentiroso. O único lugar do mundo onde Obama, na juventude, sofreu qualquer discriminação racial, foi a Indonésia. Nos EUA foi paparicado e protegido por todos os meios possíveis e imagináveis. A única semelhança entre ele e Trayvon Martin é a mentalidade.

2.

Tanta gritaria, tantas ameaças de morte, tanta histeria contra George Zimmerman, e nem um gemido de protesto se ouve na Casa Branca ou na mídia contra estes monstros.

[Nota do Org.: A respeito desses dois monstros negros que mataram um bebê branco, Olavo recomendou também o artigo de Ben Kinchlow, "Outraged! Murdered Baby Snubbed By Media".]

Gabriel Papi Sou contra a propagação de qualquer notícia que traga raça, orientação sexual, classe social e afins na manchete seguido de uma notícia sensacionalista em um caso de crime qualquer. Isso só faz aumentar a tensão entre esses grupos, o que gera exatamente o mesmo efeito que a propaganda esquerdista, que o senhor denuncia, faz.

Olavo de Carvalho E como se implantaria tão gentil medida? Censurando a mídia inteira?

Olavo de Carvalho O problema nos EUA não são notícias de crimes com menções à raça das pessoas envolvidas. É a quase total supressão dessas menções quando os criminosos são negros.

Olavo de Carvalho Leiam as reportagens de Colin Flaherty no WND e entenderão o que está verdadeiramente acontecendo nessa área.

3.

O racismo branco nunca foi apoiado pela grande mídia e pela Casa Branca. O racismo negro é mais que apoiado: é incentivado e subsidiado.

4.

O Gustavo Pugliese, com toda a razão, chama a atenção para este fato. Roderick Scott é de fato o George Zimmerman negro, com a diferença de que o jovem de 17 anos, desarmado, que ele matou não havia chegado sequer a tocar nele, apenas avançou na direção dele com cara de mau. Scott foi absolvido e ninguém na mídia, muito menos na Casa Branca, deu um pio.

5.

Piers Morgan x Larry Elder: mil a zero para Elder



6.

[Sobre a notícia de que George Zimmerman, tão demonizado pela mídia como racista, salvou quatro pessoas em um acidente de trânsito:]

Olavo de Carvalho Ele também denunciou um policial que havia agredido um adolescente negro. Em suma, é um "racista quatro cruzes".

7.

[Olavo indicou este post com vídeos sobre a documentação falsa de Barack Obama, da página "Obama Release Your Records".]

8.

Lendo o artigo do Arnaldo Jabor no Globo da terça feira, 16 de julho, pergunto:

Se esse sujeito enxerga tão claramente a podridão da esquerda nacional, que é que o impede de enxergar também a da esquerda americana, que é muito maior? Afinal de contas a Dilma tem pelo menos uma certidão de nascimento confiável, e nenhum político brasileiro subiu tanto na escala do gangsterismo quanto Eric Holder.

Nenhum governo brasileiro, por mais esquerdista que fosse, jamais grampeou a população inteira, nem deu bilhões de dólares a empresas falidas de amigos do presidente, nem instalou ditaduras sangrentas em países do Oriente Médio.

Como é possível odiar o petismo e amar o obamismo? Sei que livrar-se de um último ranço de esquerdismo sentimental é difícil, mas o Jabor já passou do prazo.

9.

Sobre Caio Bliner, que disse no Manhattan Connection em 2007: “Eu aposto todos os meus bolívares que não vai ter recessão em seis meses".

Olavo de Carvalho "Blinder", em inglês, quer dizer "viseiras"; em alemão, é o plural de "cego". Nomen est omen: o nome é profecia.


II. Falsificação de ideias

[A "polêmica" entre Olavo de Carvalho e Hélio Beltrão; a mentalidade nacioanl; Constantinos e Pondés] 

1.

[Sobre o texto de Hélio Beltrão a respeito da análise da atual situação política do Brasil, feita por Olavo:]

As objeções que o sr. Hélio Beltrão, presidente do Instituto Mises Brasil, apresentou à minha análise da situação brasileira são mentirosas, estúpidas e porcas. Desafio em público esse amador palpiteiro sem cultura política, sem retaguarda filosófica nem a mais mínima capacidade de análise, a provar que minhas teses são as que ele me imputa. NÃO ESTOU INTERESSADO EM MANTER BOAS RELAÇÕES com ninguém e não consentirei nunca em responder educadamente a insinuações maliciosas, a deformações perversas do meu pensamento, construídas para obter vitórias fáceis sobre um adversário inexistente. O sr. Beltrão, aliás, é o típico liberal pó-de-arroz que se esforça para manter a luta contra o socialismo na esfera das polidíssimas "discussões de idéias", das puras divergências entre estatismo e livre mercado, enquanto o movimento comunista, saltando habilmente sobre essa dificuldade e comprando as consciências de empresários, vai dominando tudo à nossa volta. É um colaboracionista inconsciente. Espero que seja inconsciente.

LEITOR: tu atira para todos os lados tambem ein olavo, comprar briga abertamente dessa forma, no lugar de debater sociavelmente os pontos de divergencia, acredito ser perda de tempo

OLAVO: Atiro em mentirosos e trapaceiros de todas as cores ideológicas. Não sou político, não faço alianças de conveniência e só discuto polidamente com quem prove, primeiro, ter alguma dignidade intelectual. Discuti polidamente com Jacob Gorender, comunista, e com o meu falecido amigo Donald Stewart Junior, liberal. Afagar cabeça de malandro não é comigo.

LEITOR: senhor Olavo de Carvalho , senhor não está exagerando em sua arrogância? o Helio Beltrão não agiu de forma ''maliciosa''. apenas discordou do senhor.

OLAVO: Ele não discordou. Ele FALSIFICOU GROSSEIRAMENTE as minhas idéias para poder ostentar vitória fácil sobre argumentos inexistentes. E arrogante é a puta que o pariu.

LEITOR: Deste jeito o Professor Olavo não vai conseguir nunca alguém com coragem de debater com ele... rsrsrsrs Depois desta esculachada...

OLAVO: É verdade. Parece que todos os homens de coragem já morreram.

LEITORA: Quantos egos!!!

OLAVO: O único ego aqui é o seu, dona. Estou falando de coisas de importância vital, em comparação com as quais a minha pessoa é partícula subatômica de titica de galinha.

LEITOR: Reação desproporcionada, professor.

OLAVO: Desproporcionada? À luz de qual senso das proporções? Do seu?

LEITOR: seu Olavo de Carvalho, vejo que a cordialidade passou longe do senhor. o que eu quis dizer é que nã ovi nenhum tom de agressão ne crítica do helio. o senhor é o único conservador o qual tenho defendido com unhas e dentes. porém, se o senhor ,Olavo, está acima do bem e do al e detém o monopólio da verdade. não está mais aqui quem participou desta análise.

OLAVO: A insinuação polida é muito pior do que a ofensa aberta. E a cordialidade é um valor positivo só quando não se sobrepõe a valores mais altos, como a honestidade e o amor à verdade. Quando se sobrepõe, torna-se aquilo que a Igreja chamou "respeito humano", o pecado de colocar um ser humano acima de Deus e da verdade. Se você é católico, estude o catecismo. Se não é, estude a filosofia dos valores de Scheler.

LEITOR: O Olavo reagiu mal à crítica. Em nenhum momento Beltrão faltou com respeito a ele. Já em sua resposta vemos...

OLAVO: Você só enxerga aparências superficiais. Mentir contra um autor, atribuindo-lhe opiniões que ele nunca teve, para em seguida parecer desmoralizá-lo mediante refutações fáceis, é a pior das ofensas no mundo dos debates intelectuais. Mundo que obviamente você desconhece.

LEITOR: Se o que o Hélio disse é uma falsificação, bastava o prof. Olavo corrigí-lo, assim todos aqui presentes poderiam ler o texto, assistir o vídeo e tirar as próprias conclusões. Não foi o que o prof. fez. Ele disse que além de mentirosas, as objeções são 'estúpidas e porcas'. O chamou de amador palpiteiro, de liberal pó-de-arroz. Fico na dúvida do porquê.

OLAVO: Corrigi-lo requer explicações longas e demoradas, que não posso dar no Facebook. Foi por isso que desafiei o cidadão para um debate, no qual darei todas as explicações. Você está confundindo o desafio com o duelo.

OLAVO: CARALHO!!!!!!! Quantos vão entrar aqui dizendo que eu deveria discutir polidamente as "divergências" do sr. Beltrão, quando nunca reclamei de divergências e sim da FALSIFICAÇÃO COMPLETA das minhas opiniões?

OLAVO: FALSIFICAR as opiniões de uma pessoa para constrangê-la em público não é "divergir de suas idéias". É DIFAMAÇÃO. Será tão difícil entender isso?

OLAVO: O que esse merda desse Beltrão fez foi criar idéias simplórias e idiotas, atribuí-las a mim e depois sair se gabando de que me refutou. Não respeito e não tolero esse tipo de ardil.

LEITOR: Discordo de boa parte da crítica do Hélio Beltrão. Mas como diria o Conde de Buffon: "O estilo é o homem", e o sr. Olavo se mostra deselegante, e escolhe agir de forma intempestiva e histérica, tal ato deve ser atenuado pela senilidade.

OLAVO: O estilo é o homem, mas ninguém é homem se gosta de afagar cabeça de vigarista.

LEITOR: Fernandinho Costa, o final é o seguinte, todos os babadores de ovo do Dr. Olavo darão a ele a vitória gloriosa e suprema, inquestionável em cada argumento, provavelmente o farão de quatro e com vaselina, tal como no debate Dr. Olavo x Professor Alaor Caffé Alves. Aos que não são fãs do Dr. Olavo... bem, ninguém mais vai assistir esse debate, então, vitória do Dr. Olavo! Votação unânime. Gil Rocha, não dar a mínima para o que vcs falam não implica dizer que não queira ser um pé no saco! Antes um pé no saco que um baba ovo!

OLAVO: Você talvez seja um pé no saco quando crescer. Por enquanto é somente um peidinho em busca de atenção.

2.

Eis aqui um exemplo entre outros mil, extraído das minhas apostilas de aulas, de como se analisam as relações entre fatores deliberados e casuais na ação histórica. O sr. Beltrão está INFINITAMENTE ABAIXO da possibilidade de discutir essas coisas, e por isso mesmo me atribui uma simploriedade que é dele próprio e não minha:

Já citei mil vezes este parágrafo de Georg Jellinek e vou citá-lo de novo: “Os fenômenos da vida social dividem-se em duas classes: aqueles que são determinados essencialmente por uma vontade diretriz e aqueles que existem ou podem existir sem uma organização devida a atos de vontade. Os primeiros estão submetidos necessariamente a um plano, a uma ordem emanada de uma vontade consciente, em oposição aos segundos, cuja ordenação repousa em forças bem diferentes.”

Essa distinção é crucial para os historiadores e os analistas estratégicos não porque ela é clara em todos os casos, mas precisamente porque não o é. O erro mais comum nessa ordem de estudos reside em atribuir a uma intenção consciente aquilo que resulta de uma descontrolada e às vezes incontrolável combinação de forças, ou, inversamente, em não conseguir enxergar, por trás de uma constelação aparentemente fortuita de circunstâncias, a inteligência que planejou e dirigiu sutilmente o curso dos acontecimentos.

Exemplo do primeiro erro são os Protocolos dos Sábios de Sião, que enxergam por trás de praticamente tudo o que acontece de mau no mundo a premeditação maligna de um número reduzidos de pessoas, uma elite judaica reunida secretamente em algum lugar incerto e não sabido.

O que torna essa fantasia especialmente convincente, decorrido algum tempo da sua publicação, é que alguns dos acontecimentos ali previstos se realizam bem diante dos nossos olhos. O leitor apressado vê nisso uma confirmação, saltando imprudentemente da observação do fato à imputação da autoria. Sim, algumas das idéias anunciadas nos Protocolos foram realizadas, mas não por uma elite distintamente judaica nem muito menos em proveito dos judeus, cuja papel na maioria dos casos consistiu eminentemente em pagar o pato. Muitos grupos ricos e poderosos têm ambições de dominação global e, uma vez publicado o livro, que em certos trechos tem lances de autêntica genialidade estratégica de tipo maquiavélico, era praticamente impossível que nada aprendessem com ele e não tentassem por em prática alguns dos seus esquemas, com a vantagem adicional de que estes já vinham com um bode expiatório pré-fabricado. Também é impossível que no meio ou no topo desses grupos não exista nenhum judeu de origem. Basta portanto um pouquinho de seletividade deformante para trocar a causa pelo efeito e o inocente pelo culpado.

Mas o erro mais comum hoje em dia não é esse. É o contrário: é a recusa obstinada de enxergar alguma premeditação, alguma autoria, mesmo por trás de acontecimentos notavelmente convergentes que, sem isso, teriam de ser explicados pela forca mágica das coincidências, pela ação de anjos e demônios, pela "mão invisível" das forças de mercado ou por hipotéticas “leis da História” ou “constantes sociológicas” jamais provadas, que na imaginação do observador dirigem tudo anonimamente e sem intervenção humana.

As causas geradoras desse erro são, grosso modo:

Primeira: Reduzir as ações humanas a efeitos de forças impessoais e anônimas requer o uso de conceitos genéricos abstratos que dão automaticamente a esse tipo de abordagem a aparência de coisa muito científica. Muito mais científica, para o observador leigo, do que a paciente e meticulosa reconstituição histórica das cadeias de fatos que, sob um véu de confusão, remontam às vezes a uma autoria inicial discreta e quase imperceptível. Como o estudo dos fenômenos histórico-políticos é cada vez mais uma ocupação acadêmica cujo sucesso depende de verbas, patrocínios, respaldo na mídia popular e boas relações com o establishment, é quase inevitável que, diante de uma questão dessa ordem, poucos resistam à tentação de matar logo o problema com duas ou três generalizações elegantes e brilhar como sábios de ocasião em vez de dar-se o trabalho de rastreamentos históricos que podem exigir décadas de pesquisa.

Segunda: Qualquer grupo ou entidade que se aventure a ações histórico-políticas de longo prazo tem de possuir não só os meios de empreendê-las, mas também, necessariamente, os meios de controlar a sua repercussão pública, acentuando o que lhe convém e encobrindo o que possa abortar os resultados pretendidos. Isso implica intervenções vastas, profundas e duradouras no ambiente mental.

[Etc. etc. etc.]

3.

Por hoje não precisa mais ninguém ir tomar no cu. Volto amanhã.

4.

[Sobre o post de Bruna Luiza, que defende Olavo na “polêmica” com Beltrão e critica o "mimimi" geral:]

Até hoje não vi uma só discussão séria de qualquer afirmativa minha, seja por parte de esquerdistas, seja de liberais, conservadores, etc. Esse pessoal só joga adjetivos no ar e sai de fininho. Outros vêm, empinam o narizinho com ares de superioridade, às vezes até de condescendência paternal, e acham que fizeram alguma coisa. Não têm idéia de quanto são ridículos. É um show de despeito, de invejinha pueril. Por que perdem tanto tempo falando mal de mim, se nada os impede de escrever livros melhores que os meus, dar cursos melhores que os meus, fazer mais do que eu pela cultura nacional? Por que não tratam de competir comigo no campo das obras e realizações? É simples: porque não têm capacidade para isso.

Paulo Eduardo Martins É bem mais simples destruir o belo jardim do vizinho do que cultivar um belo jardim próprio, Olavo. Pode brotar um Jardim das Aflições.

Rafaell Serra Foda-se se ele [Olavo] aguenta calado [a infinidade de ataques que sofre]. Se resolveu explodir com o Hélio Beltrão problema dele. Perdeu um amigo, perdeu um colaborador, perdeu fãs, perdeu propaganda, perdeu muita coisa por um descontrole emocional besta.

Olavo de Carvalho Tudo o que você diz que perdi, somado, não vale nada.

[Nota do Org.: Sobre o comentário acima, ver também itens 6 e 7]

Marco Aurélio Não podemos esquecer de Pondé, Rachel Sheherazade e etc gente que põe a cara na midia todo dia contra o marxismo cultural e não tem o devido reconhecimento.

Olavo de Carvalho Você compara umas opiniõezinhas soltas com três décadas de análises e diagnósticos?

Marco Aurélio (...) O Senhor é a voz que inspira milhares, mas jamais esquecerei daqueles que também são soldados e aprenderam com o rei.

Olavo de Carvalho Não me sinto ofendido quando sou nivelado a meus copiadores, repetidores e diluidores. Mas essa confusão deforma a história cultural do presente, fomentando assim a ignorância ainda mais, e não gosto de ser usado para esse fim.

Olavo de Carvalho Sei que há pessoas bem intencionadas por toda parte, e não é delas que estou falando.

5.

Para mim, é apenas uma questão de não permitir, por timidez e modéstia doentia (o "respeito humano" que a Igreja tanto condena) que o meu trabalho seja usado para fins exatamente inversos àqueles que o inspiraram. Só isso. Para fins de oportunismo político, pode ser até útil deixar que o meu nome apareça junto com o de Constantinos e Pondés para dar a impressão de que o Brasil está repleto de "intelectuais conservadores", mas permitir que considerações de oportunismo político falsifiquem a realidade da história cultural do presente é contribuir para o mesmo emburrecimento geral que luto para eliminar ou atenuar. Não tenho pares nem interlocutores no meio liberal-conservador brasileiro. O último que tive foi Paulo Mercadante. Tenho apenas leitores e ouvintes maus e bons.

Anderson Fortaleza Professor, o senhor encontra bons pares conservadores no meio intelectual aí nos EUA? Eu me pergunto porque a política americana anda tão maluca, se o movimento conservador aí é tão forte? Abraços professor!

Olavo de Carvalho Na lista de fellows do Interamerican você verá alguns de meus interlocutores.

6.

Documento significativo da mentalidade nacional: Um sujeito me escreve que eu não deveria ter dado uma escovada no Hélio Beltrão, porque este sempre havia falado bem de mim. Não aceito que um fulano se permita deformar e caricaturar o meu pensamento só porque um dia falou bem de mim. Judas falou bem de Jesus Cristo até o dia em que O vendeu. No Brasil, o pessoal vende muito caro elogios baratos.

7.

Escrevendo nos "Libertários Conservadores", um idiota diz que, dando uma chacoalhada no Beltrão, perdi amigos e admiradores. Chantagem emocional pura, baixa, porca. Não quero esse tipo de amigos e admiradores nem pintados de ouro. VTNC. É o tipo do amigo que, em nome da amizade, acha que tem o direito de comer a mulher do próximo e, quando este reclama, sai todo magoadinho.

Gabriel Ferreira E agora? concordo com o Sr. Olavo, mas apoio a liberdade econômica.

Olavo de Carvalho Uai, e eu não apóio?

8.

Sobre a foto com o provérbio judaico "Corrija um sábio e o fará mais sábio; corrija um ignorante, e o fará teu inimigo":

Olavo de Carvalho Verdade pura. Quantos bons alunos não tenho hoje, que tempos atrás levaram uma escovada minha e, em vez de ofender-se, acordaram para a necessidade do esforço sério. Os ofendidinhos ainda estão por aí resmungando e ficando cada vez mais burros.


III. Questões católicas

1.

Todo católico tem o direito e até o dever de corrigir o papa, mesmo com severidade, quando este diz alguma asneira. É prática comum e corrente na Igreja há dois milênios e picos, embora o Daniel Fraga não o saiba e nem o imagine. Veja, por exemplo, http://www.olavodecarvalho.org/semana/090710dc.html, e também http://www.olavodecarvalho.org/textos/capitalismoecristianismo.htm

Rowan Atkinson Abdul E como fica a infalibilidade papal? ele é o representante de Cristo na terra? Cristo erra?

Olavo de Carvalho O papa é considerado infalível em matéria de doutrina católica apenas. Em tudo o mais pode errar como qualquer um. E a infalibilidade doutrinal não quer dizer que tal ou qual papa em particular não errará jamais nesse ponto, mas que, se errar, não será um verdadeiro papa e sim um impostor.

Olavo de Carvalho Notem, por exemplo, que o Concílio Vaticano II errou muito, e o fez com a anuência dos Papas João XXIII e Paulo VI. Mas, como o Concílio não promulgou nenhum novo dogma de fé, não houve delito de heresia e portanto a legitimidade desses papas não foi afetada.

Olavo de Carvalho Quanto à questão dos pobres, foi a Igreja Católica que criou os orfanatos, as maternidades para mulheres pobres, as escolas gratuitas e TUDO o mais que, ao longo de dois milênios, beneficiou de algum modo a população carente. Foi SÓ a Igreja que fez isso durante dezenove séculos pelo menos. Pergunto agora o que fez pelos pobres a Teologia da Libertação, além de usá-los como buchas de canhão na Colômbia e reduzi-los à escravidão em Cuba.

Vladimir Sesar Joao Paulo II beijou o AlCorão. Nunca vi muçulmano beijando o catecismo da Igreja Catolica.

Olavo de Carvalho É uma indecência, mas não uma heresia. Heresia é um óbvio erro doutrinal proclamado como se fosse doutrina legítima da Igreja.

Pedro Luiz Casprov Filho Olavo, não que esteja duvidando de você, mas, poderia nos dizer em que o Concílio errou? Se nos documentos ou no que se refere à omissão aos comunistas... Eu sou assinante dos cursos do pe. Paulo, e sempre o vejo bem falando sobre o Concílio Vaticano II...

Olavo de Carvalho O Concílio já começou errado, fazendo um acordo secreto com Moscou, pelo qual se comprometia a nada falar contra o comunismo nas suas assembléias e decretos oficiais. Nesses documentos analisam-se todos os males do mundo, exceto aquele que Pio XII havia considerado o maior dos males. Pior: o Vaticano negou que o acordo existisse e depois foi desmascarado quando o próprio Kremlin divulgou o texto do documento. Isso foi uma das maiores obscenidades em dois milênios de história da Igreja. Em seguida, nas sessões, os bispos conservadores foram boicotados e ludibriados para forçar a emissão de documentos sem que eles nem soubessem. Foi tudo um vexame colossal. O Pe. Paulo segue a estratégia do Papa Bento XVI, que achava possível salvar o Concílio dando a seus documentos interpretações coerentes com a tradição, mas eu acho que isso são penas de amor perdidas.

Flavio Souza Mestre Olavo, e este pessoal que diz que o nome de Jesus está errado, que é Yeshua e que a igreja católica mudou o nome do nosso Senhor? Tem alguns me incomodando com isso e perturbando com essa crença, o que o mestre sabe a respeito?

Olavo de Carvalho É o mesmo que dizer que o seu nome é falsificado, que na verdade é Flavius, ou que o meu é Olaf. É uma veadagem filológica.

Márcio Simões Professor, o senhor concorda que a Igreja Católica deve censurar o capitalismo da mesma forma que condena o comunismo? Afinal, o capitalismo já matou muito mais que o comunismo - e ainda matará.

Olavo de Carvalho "O capitalismo já matou mais que o comunismo?" De onde você tirou essa ESTUPIDEZ SEM MAIS TAMANHO? Veja um exemplo de como essa cretinice entrou em circulação e ludibriou milhões de TROUXAS como você: http://www.olavodecarvalho.org/semana/05272002globo.htm

Olavo de Carvalho [recomenda todos os livros de Ricardo de la Cierva, a história do Concílio por Roberto de Mattei, e também Michael Davies.]

César Hernandes Se o Papa tiver uma formação de má qualidade, pode bem errar em matéria de fé e moral. A infalibilidade pontifícia é um carisma misterioso que, todavia, não envolve a descida de uma "luz celestial" que ilumina o pontífice com toda a verdade. Muitas vezes, antes de proclamar uma definição infalível, deve o pontífice lançar mão de pesquisas teológicas (e é para isso que ele dispõe de teólogos; pois o ofício do papa é governar propriamente), pois assim Deus determinou.

Olavo de Carvalho Perfeito.

Celita Louback Welsch Dou graças a Deus por não viver uma religião herética e cheia de sangue e mentiras.

Olavo de Carvalho Desculpe, mas a Reforma Protestante, na Inglaterra, matou em poucos anos mais gente do que a Inquisição havia matado em quatro séculos. Quanto a mentiras, você deveria estudar a biografia de Lutero por Heinrich Denifle, um clássico.

Olavo de Carvalho Não se trata de obra apologética, mas de história científica no mais alto grau. Eric Voegelin, que aliás era protestante, recomendava-a enfaticamente.

Pedro Luiz Casprov Filho Olavo mitou! HEHEHE. Eu tenho um amigo judaizante que já dizia: "Olavo é o maior dos católicos! Se ele fosse papa eu me convertia na mesma hora!" Olavo de Carvalho Por enquanto estou disputando o título de Pior dos Fiéis Católicos. Espero entrar no céu quando ninguém, exceto a Santíssima Trindade e Nossa Senhora, estiver olhando.

Gabriel Garcia Moreno César, parece-me que você está equivocado. Um papa com formação deficiente pode errar em assuntos não essenciais, o que não é o caso de fé e moral. Nenhum papa jamais poderá ensinar algo errado nesses dois campos, para a Igreja universal, ainda que tenha uma formação "de má qualidade".

Olavo de Carvalho Pode sim. Então é destronado e, retroativamente, declarado um impostor ou antipapa. Desafio os santarrões a provar que isso nunca acontece. Parece que vocês não sabem ler. A palavra "papa" pode tanto designar o ocupante ilegítimo do trono papal, enquanto é aceito como papa, como pode significar apenas os papas legítimos que a Igreja reconhece ex post facto.

Paul Krause O Gabriel Garcia Moreno está certo! Quem diz o contrário é herege, pois está indo contra o magistério da Igreja. O que o César Hernandes disse e com que o Olavo de Carvalho concordou é idiotice. Não é catolicismo. Pode ser qualquer outra coisa. Aliás, olho com muita desconfiança a quem se arroga o direito de corrigir o Papa. Em regra, trata-se de presunção e equívoco grotesco.

Paul Krause Caro Olavo, de onde você tirou isso? Isso é coisa da sua cabeça. A doutrina católica não diz isso.

Olavo de Carvalho Tirei isso da história da Igreja, a qual história, decerto, não pode ser deduzida da doutrina.

Olavo de Carvalho Paul Krause, você deduz, da doutrina, os fatos, em vez de entender que existe sempre e necessariamente uma tensão entre as duas coisas.

Paul Krause Qual Papa errou em matéria de fé e de moral?

Olavo de Carvalho Você nunca ouviu falar de antipapas?

Olavo de Carvalho O antipapa é papa para aqueles que o seguem, e com freqüência só uma luta longa, árdua e sangrenta confirma quem era o verdadeiro papa. A doutrina é clara, mas os fatos nem sempre. como é alguém que não entende nem uma coisa tão elementar vem aqui de dedinho em riste me dar lições?

Paul Krause Não sei se o meu comentário sumiu: disse que sei da existência de antipapas, mas nunca um Papa legítimo errou em matéria de fé e de moral. Dizer o contrário é heresia.

Olavo de Carvalho Comece por ler o livro de Malachi Martin, "The Decline and Fall of the Roman Church"

Paul Krause Se você fosse filósofo, seria humilde. Você é apenas um cara culto que fala um monte de asneiras e tem um monte de imbecis que te seguem.

Olavo de Carvalho É ÓBVIO que não, mas nenhum antipapa é conhecido como tal antecipadamente. É só depois de cair em heresia que é declarado antipapa. Até lá, induz muita gente em erro, Você confunde a definição doutrinal com a ordem dos fatos históricos, um erro tão bobo que não merece nem resposta.

Paul Krause Não vou ler nada. Em matéria de fé, eu sigo a Igreja.

Paul Krause Você se engana, o antipapa é o que é eleito de forma ilegítima. Pode muito bem ser conhecido de antemão.

Paul Krause A questão é procedimental; vício na eleição. Não tem nada a ver com o que o Papa diz depois. Isso é asneira.

Olavo de Carvalho Ah, é? E a ilegitimidade da eleição é conhecida de antemão? Se fosse assim, ela não aconteceria. Você segue os seus maus instintos de santarrão intrigante, isto sim. Você é um sepulcro caiado dos mais típicos que já vi.

2.

Para aqueles em cuja alma possa ter restado um fundo de dúvida após os esperneios histéricos do sr. Krause, recomendo a leitura deste trecho de Michael Davies, reconhecida autoridade na matéria, que confirma no todo a minha tese: na hipótese remotíssima de um papa cair em heresia, cessará automaticamente de ser reconhecido como Papa.

The problem which would face the Church if a legitimately reigning pope became an heretic has been discussed in numerous standard works of reference. The solution is provided in the 1913 edition of The Catholic Encyclopedia: "The Pope himself, if notoriously guilty of heresy, would cease to be pope because he would cease to be a member of the Church."(2) Many theologians have discussed the possibility of a pope falling into heresy, and the consensus of their opinion concurs with that of The Catholic Encyclopedia. The Pope must evidently be a Catholic, and if he ceased to be a Catholic he could hardly remain the Vicar of Christ, the head of the Mystical Body. St. Robert Bellarmine taught: "The manifestly heretical pope ceases per se to be pope and head as he ceases per se to be a Christian and member of the Church, and therefore he can be judged and punished by the Church. This is the teaching of all the early Fathers."(3) Saint Robert was, of course, discussing a theoretical possibility, and believed that a pope could not become an heretic and thus could not be deposed, but he also acknowledged that the more common opinion was that the pope could become an heretic, and he was thus willing to discuss what would need to be done if, per impossible, this should happen: "This opinion (that the Pope could not become an heretic) is probable and easily defended . . . Nonetheless, in view of the fact that this is not certain, and that the common opinion is the opposite one, it is useful to examine the solution to this question, within the hypothesis that the Pope can be an heretic."(4)

3.

Resposta a Douglas Gonçalves, que colocava em dúvida minhas afirmações sobre o Pacto de Metz e pedia fontes:

Ricardo de la Cierva, "Las Puertas del Infierno", Toledo, Fénix, 1995, pp. 599 ss.; Romano Amerio, "Iota Unum", Milano, Ricciardi, 1986, pp. 66 ss.

O pacto foi assinado em agosto de 1962 e publicado pela primeira vez num jornal católico fevereiro de 1963, e não por iniciativa do Vaticano e sim do bispo de Metz, que presenciara o encontro. A notícia vinha em termos muito vagos e falava somente do "caráter apolítico" do Concílio. A promessa de abstinência de críticas ao comunismo só foi noticiada com todas as letras no jornal comunista "France Nouvelle" em 22 de janeiro de 1964.

Em princípio, sendo você quem coloca em dúvida as minhas palavras, a obrigação primeira de citar fontes seria sua e não minha. Você escreve em tom respeitoso, mas chega a ser cruel a inconsciência com que dezenas de visitantes entram aqui cobrando fontes em vez de pesquisar por si próprios. Não têm sequer a maturidade para notar o número dos demais que fazem pedidos semelhantes - cada um fingindo acreditar que é o único, ou agindo como se o seu pedido tivesse um valor diferenciado -, sem fazer as contas de quantas horas diárias eu precisaria gastar só em consultas bibliográficas para responder a perguntas do Facebook. Já me correspondi com muitos autores, mas nunca me lembro de haver lhes pedido um só título de livro, uma só fonte que fosse.

4.

[Um leitor traz a citação abaixo. Olavo comenta em seguida:]

Papa João Paulo II, na encíclica CENTESIMUS ANNUM, sobre o socialismo: "Individuando a natureza do socialismo de então, como sendo a supressão da propriedade privada, Leão XIII atingia o fundo da questão.

As suas palavras merecem ser relidas com atenção: «Para remediar este mal (a injusta distribuição das riquezas e a miséria dos proletários), os socialistas excitam, nos pobres, o ódio contra os ricos, e defendem que a propriedade privada deve ser abolida, e os bens de cada um tornarem-se comuns a todos (...), mas esta teoria, além de não resolver a questão, acaba por prejudicar os próprios operários, e é até injusta por muitos motivos, já que vai contra os direitos dos legítimos proprietários, falseia as funções do Estado, e subverte toda a ordem social» 39. Não se poderia indicar melhor os males derivados da instauração deste tipo de socialismo como sistema de Estado: aquele tomaria o nome de «socialismo real»."

Olavo de Carvalho Escrever essas palavras foi O MÍNIMO DO MÍNIMO que João Paulo II fez contra o comunismo. Ele fez MUITO MAIS.

5.

[Sobre tradução do Novo Testamento:]

Renan Lopes: Professor, o rapaz do vídeo, Haroldo D. Dias, é um seguidor da doutrina espírita e publicou há pouco uma tradução literária do Novo Testamento, sobre a qual fala nesta palestra. Diz ele que é a primeira em Língua Portuguesa a preencher os quesitos de ser traduzida diretamente do grego e isenta de qualquer interpretação teológica em suas notas de rodapé, que trazem opções de tradução do texto original e algo de contexto histórico. Ele faz uma crítica justamente às traduções que utilizou como material de apoio (108, salvo engano), que sempre "puxam a brasa para seu lado" (sic), ou seja, interpretam o texto à luz da sua doutrina ou, ainda, adaptam o vocabulário ao público a que se direcionam. Cita, por exemplo, a Bíblia de Jerusalém, que "fala em linguagem muito bonita, mas por vezes errada." (sic)

Não sou estudioso do assunto, mas me pareceu um trabalho de erudição louvável. Encaminho o link para que o senhor possa dar uma olhada se quiser. Um abraço.

Olavo de Carvalho Mesmo que eu fosse o sujeito mais competente do mundo em filologia grega e hebraica, eu não me aventuraria a traduzir o Novo Testamento antes de haver lido de cabo a rabo a Patrística Grega e a Latina e a obra inteira de Sto. Tomás, além de ter feito um estudo meticuloso dos principais milagres registrados ao longo da história e de me certificar que a vida íntima da minha alma traduz na realidade de todos os dias os ensinamentos de Jesus. Fora disso, o texto da Bíblia está à disposição de qualquer um que deseje ser o Dan Brown quando crescer.

6.

Palestra "Opúsculo sobre o Livre-Arbítrio" - São Bernardo de Claraval

Já está no youtube a palestra do meu aluno Tiago Tondinelli.

Bravíssimo, Tiago Tondinelli! Aplaudo de pé!

Jose B. Bello Professor, o desapego material é um preceito para se alcançar o "conceito do Livre"?

Olavo de Carvalho Toda virtude cristá é um pré-requisito para o conhecimento da verdade, mesmo na vida de todos os dias e longe de toda alta especulação filosófica. Como não podemos praticar todas de uma vez desde o primeiro dia, é preciso ir desenvolvendo uma por uma, com modéstia, paciência e senso das proporções.

7.

Sobre o vídeo de Jean Wyllys e companhia "LIDERANÇA GAY SE DISPÕE A PEGAR EM ARMAS CONTRA A IGREJA":

No meu tempo as coisas em que eles pegavam não se chamavam "armas".

8.

Sobre o perfil de um membro comunista da Igreja:

Olavo de Carvalho PQP.

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Felipe Moura Brasil edita o Blog do Pim e é o organizador e autor do prefácio do livro de Olavo de Carvalho, O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota, que está prestes a ser lançado pela Editora Record.