terça-feira, 23 de julho de 2013

Obamismo, falsificação de ideias e questões católicas

[Também publicado no Mídia Sem Máscara.]

Notas do filósofo Olavo de Carvalho, organizadas por Felipe Moura Brasil.

I. Obamismo
[Caso Zimmerman; documentação de Obama; Arnaldo Jabor; Caio Blinder]

1.

A mensagem do sr. Barack Hussein Obama a respeito do julgamento de George Zimmermann é clara: se o agressor é negro, está revogado o direito à legítima defesa.

Francis Lauer Tal como aqui, o safado se solidarizou com o bandido! "O mundo brasilianiza-se!"

Olavo de Carvalho That's it.

Olavo de Carvalho Ademais, o discurso é mentiroso. O único lugar do mundo onde Obama, na juventude, sofreu qualquer discriminação racial, foi a Indonésia. Nos EUA foi paparicado e protegido por todos os meios possíveis e imagináveis. A única semelhança entre ele e Trayvon Martin é a mentalidade.

2.

Tanta gritaria, tantas ameaças de morte, tanta histeria contra George Zimmerman, e nem um gemido de protesto se ouve na Casa Branca ou na mídia contra estes monstros.

[Nota do Org.: A respeito desses dois monstros negros que mataram um bebê branco, Olavo recomendou também o artigo de Ben Kinchlow, "Outraged! Murdered Baby Snubbed By Media".]

Gabriel Papi Sou contra a propagação de qualquer notícia que traga raça, orientação sexual, classe social e afins na manchete seguido de uma notícia sensacionalista em um caso de crime qualquer. Isso só faz aumentar a tensão entre esses grupos, o que gera exatamente o mesmo efeito que a propaganda esquerdista, que o senhor denuncia, faz.

Olavo de Carvalho E como se implantaria tão gentil medida? Censurando a mídia inteira?

Olavo de Carvalho O problema nos EUA não são notícias de crimes com menções à raça das pessoas envolvidas. É a quase total supressão dessas menções quando os criminosos são negros.

Olavo de Carvalho Leiam as reportagens de Colin Flaherty no WND e entenderão o que está verdadeiramente acontecendo nessa área.

3.

O racismo branco nunca foi apoiado pela grande mídia e pela Casa Branca. O racismo negro é mais que apoiado: é incentivado e subsidiado.

4.

O Gustavo Pugliese, com toda a razão, chama a atenção para este fato. Roderick Scott é de fato o George Zimmerman negro, com a diferença de que o jovem de 17 anos, desarmado, que ele matou não havia chegado sequer a tocar nele, apenas avançou na direção dele com cara de mau. Scott foi absolvido e ninguém na mídia, muito menos na Casa Branca, deu um pio.

5.

Piers Morgan x Larry Elder: mil a zero para Elder



6.

[Sobre a notícia de que George Zimmerman, tão demonizado pela mídia como racista, salvou quatro pessoas em um acidente de trânsito:]

Olavo de Carvalho Ele também denunciou um policial que havia agredido um adolescente negro. Em suma, é um "racista quatro cruzes".

7.

[Olavo indicou este post com vídeos sobre a documentação falsa de Barack Obama, da página "Obama Release Your Records".]

8.

Lendo o artigo do Arnaldo Jabor no Globo da terça feira, 16 de julho, pergunto:

Se esse sujeito enxerga tão claramente a podridão da esquerda nacional, que é que o impede de enxergar também a da esquerda americana, que é muito maior? Afinal de contas a Dilma tem pelo menos uma certidão de nascimento confiável, e nenhum político brasileiro subiu tanto na escala do gangsterismo quanto Eric Holder.

Nenhum governo brasileiro, por mais esquerdista que fosse, jamais grampeou a população inteira, nem deu bilhões de dólares a empresas falidas de amigos do presidente, nem instalou ditaduras sangrentas em países do Oriente Médio.

Como é possível odiar o petismo e amar o obamismo? Sei que livrar-se de um último ranço de esquerdismo sentimental é difícil, mas o Jabor já passou do prazo.

9.

Sobre Caio Bliner, que disse no Manhattan Connection em 2007: “Eu aposto todos os meus bolívares que não vai ter recessão em seis meses".

Olavo de Carvalho "Blinder", em inglês, quer dizer "viseiras"; em alemão, é o plural de "cego". Nomen est omen: o nome é profecia.


II. Falsificação de ideias

[A "polêmica" entre Olavo de Carvalho e Hélio Beltrão; a mentalidade nacioanl; Constantinos e Pondés] 

1.

[Sobre o texto de Hélio Beltrão a respeito da análise da atual situação política do Brasil, feita por Olavo:]

As objeções que o sr. Hélio Beltrão, presidente do Instituto Mises Brasil, apresentou à minha análise da situação brasileira são mentirosas, estúpidas e porcas. Desafio em público esse amador palpiteiro sem cultura política, sem retaguarda filosófica nem a mais mínima capacidade de análise, a provar que minhas teses são as que ele me imputa. NÃO ESTOU INTERESSADO EM MANTER BOAS RELAÇÕES com ninguém e não consentirei nunca em responder educadamente a insinuações maliciosas, a deformações perversas do meu pensamento, construídas para obter vitórias fáceis sobre um adversário inexistente. O sr. Beltrão, aliás, é o típico liberal pó-de-arroz que se esforça para manter a luta contra o socialismo na esfera das polidíssimas "discussões de idéias", das puras divergências entre estatismo e livre mercado, enquanto o movimento comunista, saltando habilmente sobre essa dificuldade e comprando as consciências de empresários, vai dominando tudo à nossa volta. É um colaboracionista inconsciente. Espero que seja inconsciente.

LEITOR: tu atira para todos os lados tambem ein olavo, comprar briga abertamente dessa forma, no lugar de debater sociavelmente os pontos de divergencia, acredito ser perda de tempo

OLAVO: Atiro em mentirosos e trapaceiros de todas as cores ideológicas. Não sou político, não faço alianças de conveniência e só discuto polidamente com quem prove, primeiro, ter alguma dignidade intelectual. Discuti polidamente com Jacob Gorender, comunista, e com o meu falecido amigo Donald Stewart Junior, liberal. Afagar cabeça de malandro não é comigo.

LEITOR: senhor Olavo de Carvalho , senhor não está exagerando em sua arrogância? o Helio Beltrão não agiu de forma ''maliciosa''. apenas discordou do senhor.

OLAVO: Ele não discordou. Ele FALSIFICOU GROSSEIRAMENTE as minhas idéias para poder ostentar vitória fácil sobre argumentos inexistentes. E arrogante é a puta que o pariu.

LEITOR: Deste jeito o Professor Olavo não vai conseguir nunca alguém com coragem de debater com ele... rsrsrsrs Depois desta esculachada...

OLAVO: É verdade. Parece que todos os homens de coragem já morreram.

LEITORA: Quantos egos!!!

OLAVO: O único ego aqui é o seu, dona. Estou falando de coisas de importância vital, em comparação com as quais a minha pessoa é partícula subatômica de titica de galinha.

LEITOR: Reação desproporcionada, professor.

OLAVO: Desproporcionada? À luz de qual senso das proporções? Do seu?

LEITOR: seu Olavo de Carvalho, vejo que a cordialidade passou longe do senhor. o que eu quis dizer é que nã ovi nenhum tom de agressão ne crítica do helio. o senhor é o único conservador o qual tenho defendido com unhas e dentes. porém, se o senhor ,Olavo, está acima do bem e do al e detém o monopólio da verdade. não está mais aqui quem participou desta análise.

OLAVO: A insinuação polida é muito pior do que a ofensa aberta. E a cordialidade é um valor positivo só quando não se sobrepõe a valores mais altos, como a honestidade e o amor à verdade. Quando se sobrepõe, torna-se aquilo que a Igreja chamou "respeito humano", o pecado de colocar um ser humano acima de Deus e da verdade. Se você é católico, estude o catecismo. Se não é, estude a filosofia dos valores de Scheler.

LEITOR: O Olavo reagiu mal à crítica. Em nenhum momento Beltrão faltou com respeito a ele. Já em sua resposta vemos...

OLAVO: Você só enxerga aparências superficiais. Mentir contra um autor, atribuindo-lhe opiniões que ele nunca teve, para em seguida parecer desmoralizá-lo mediante refutações fáceis, é a pior das ofensas no mundo dos debates intelectuais. Mundo que obviamente você desconhece.

LEITOR: Se o que o Hélio disse é uma falsificação, bastava o prof. Olavo corrigí-lo, assim todos aqui presentes poderiam ler o texto, assistir o vídeo e tirar as próprias conclusões. Não foi o que o prof. fez. Ele disse que além de mentirosas, as objeções são 'estúpidas e porcas'. O chamou de amador palpiteiro, de liberal pó-de-arroz. Fico na dúvida do porquê.

OLAVO: Corrigi-lo requer explicações longas e demoradas, que não posso dar no Facebook. Foi por isso que desafiei o cidadão para um debate, no qual darei todas as explicações. Você está confundindo o desafio com o duelo.

OLAVO: CARALHO!!!!!!! Quantos vão entrar aqui dizendo que eu deveria discutir polidamente as "divergências" do sr. Beltrão, quando nunca reclamei de divergências e sim da FALSIFICAÇÃO COMPLETA das minhas opiniões?

OLAVO: FALSIFICAR as opiniões de uma pessoa para constrangê-la em público não é "divergir de suas idéias". É DIFAMAÇÃO. Será tão difícil entender isso?

OLAVO: O que esse merda desse Beltrão fez foi criar idéias simplórias e idiotas, atribuí-las a mim e depois sair se gabando de que me refutou. Não respeito e não tolero esse tipo de ardil.

LEITOR: Discordo de boa parte da crítica do Hélio Beltrão. Mas como diria o Conde de Buffon: "O estilo é o homem", e o sr. Olavo se mostra deselegante, e escolhe agir de forma intempestiva e histérica, tal ato deve ser atenuado pela senilidade.

OLAVO: O estilo é o homem, mas ninguém é homem se gosta de afagar cabeça de vigarista.

LEITOR: Fernandinho Costa, o final é o seguinte, todos os babadores de ovo do Dr. Olavo darão a ele a vitória gloriosa e suprema, inquestionável em cada argumento, provavelmente o farão de quatro e com vaselina, tal como no debate Dr. Olavo x Professor Alaor Caffé Alves. Aos que não são fãs do Dr. Olavo... bem, ninguém mais vai assistir esse debate, então, vitória do Dr. Olavo! Votação unânime. Gil Rocha, não dar a mínima para o que vcs falam não implica dizer que não queira ser um pé no saco! Antes um pé no saco que um baba ovo!

OLAVO: Você talvez seja um pé no saco quando crescer. Por enquanto é somente um peidinho em busca de atenção.

2.

Eis aqui um exemplo entre outros mil, extraído das minhas apostilas de aulas, de como se analisam as relações entre fatores deliberados e casuais na ação histórica. O sr. Beltrão está INFINITAMENTE ABAIXO da possibilidade de discutir essas coisas, e por isso mesmo me atribui uma simploriedade que é dele próprio e não minha:

Já citei mil vezes este parágrafo de Georg Jellinek e vou citá-lo de novo: “Os fenômenos da vida social dividem-se em duas classes: aqueles que são determinados essencialmente por uma vontade diretriz e aqueles que existem ou podem existir sem uma organização devida a atos de vontade. Os primeiros estão submetidos necessariamente a um plano, a uma ordem emanada de uma vontade consciente, em oposição aos segundos, cuja ordenação repousa em forças bem diferentes.”

Essa distinção é crucial para os historiadores e os analistas estratégicos não porque ela é clara em todos os casos, mas precisamente porque não o é. O erro mais comum nessa ordem de estudos reside em atribuir a uma intenção consciente aquilo que resulta de uma descontrolada e às vezes incontrolável combinação de forças, ou, inversamente, em não conseguir enxergar, por trás de uma constelação aparentemente fortuita de circunstâncias, a inteligência que planejou e dirigiu sutilmente o curso dos acontecimentos.

Exemplo do primeiro erro são os Protocolos dos Sábios de Sião, que enxergam por trás de praticamente tudo o que acontece de mau no mundo a premeditação maligna de um número reduzidos de pessoas, uma elite judaica reunida secretamente em algum lugar incerto e não sabido.

O que torna essa fantasia especialmente convincente, decorrido algum tempo da sua publicação, é que alguns dos acontecimentos ali previstos se realizam bem diante dos nossos olhos. O leitor apressado vê nisso uma confirmação, saltando imprudentemente da observação do fato à imputação da autoria. Sim, algumas das idéias anunciadas nos Protocolos foram realizadas, mas não por uma elite distintamente judaica nem muito menos em proveito dos judeus, cuja papel na maioria dos casos consistiu eminentemente em pagar o pato. Muitos grupos ricos e poderosos têm ambições de dominação global e, uma vez publicado o livro, que em certos trechos tem lances de autêntica genialidade estratégica de tipo maquiavélico, era praticamente impossível que nada aprendessem com ele e não tentassem por em prática alguns dos seus esquemas, com a vantagem adicional de que estes já vinham com um bode expiatório pré-fabricado. Também é impossível que no meio ou no topo desses grupos não exista nenhum judeu de origem. Basta portanto um pouquinho de seletividade deformante para trocar a causa pelo efeito e o inocente pelo culpado.

Mas o erro mais comum hoje em dia não é esse. É o contrário: é a recusa obstinada de enxergar alguma premeditação, alguma autoria, mesmo por trás de acontecimentos notavelmente convergentes que, sem isso, teriam de ser explicados pela forca mágica das coincidências, pela ação de anjos e demônios, pela "mão invisível" das forças de mercado ou por hipotéticas “leis da História” ou “constantes sociológicas” jamais provadas, que na imaginação do observador dirigem tudo anonimamente e sem intervenção humana.

As causas geradoras desse erro são, grosso modo:

Primeira: Reduzir as ações humanas a efeitos de forças impessoais e anônimas requer o uso de conceitos genéricos abstratos que dão automaticamente a esse tipo de abordagem a aparência de coisa muito científica. Muito mais científica, para o observador leigo, do que a paciente e meticulosa reconstituição histórica das cadeias de fatos que, sob um véu de confusão, remontam às vezes a uma autoria inicial discreta e quase imperceptível. Como o estudo dos fenômenos histórico-políticos é cada vez mais uma ocupação acadêmica cujo sucesso depende de verbas, patrocínios, respaldo na mídia popular e boas relações com o establishment, é quase inevitável que, diante de uma questão dessa ordem, poucos resistam à tentação de matar logo o problema com duas ou três generalizações elegantes e brilhar como sábios de ocasião em vez de dar-se o trabalho de rastreamentos históricos que podem exigir décadas de pesquisa.

Segunda: Qualquer grupo ou entidade que se aventure a ações histórico-políticas de longo prazo tem de possuir não só os meios de empreendê-las, mas também, necessariamente, os meios de controlar a sua repercussão pública, acentuando o que lhe convém e encobrindo o que possa abortar os resultados pretendidos. Isso implica intervenções vastas, profundas e duradouras no ambiente mental.

[Etc. etc. etc.]

3.

Por hoje não precisa mais ninguém ir tomar no cu. Volto amanhã.

4.

[Sobre o post de Bruna Luiza, que defende Olavo na “polêmica” com Beltrão e critica o "mimimi" geral:]

Até hoje não vi uma só discussão séria de qualquer afirmativa minha, seja por parte de esquerdistas, seja de liberais, conservadores, etc. Esse pessoal só joga adjetivos no ar e sai de fininho. Outros vêm, empinam o narizinho com ares de superioridade, às vezes até de condescendência paternal, e acham que fizeram alguma coisa. Não têm idéia de quanto são ridículos. É um show de despeito, de invejinha pueril. Por que perdem tanto tempo falando mal de mim, se nada os impede de escrever livros melhores que os meus, dar cursos melhores que os meus, fazer mais do que eu pela cultura nacional? Por que não tratam de competir comigo no campo das obras e realizações? É simples: porque não têm capacidade para isso.

Paulo Eduardo Martins É bem mais simples destruir o belo jardim do vizinho do que cultivar um belo jardim próprio, Olavo. Pode brotar um Jardim das Aflições.

Rafaell Serra Foda-se se ele [Olavo] aguenta calado [a infinidade de ataques que sofre]. Se resolveu explodir com o Hélio Beltrão problema dele. Perdeu um amigo, perdeu um colaborador, perdeu fãs, perdeu propaganda, perdeu muita coisa por um descontrole emocional besta.

Olavo de Carvalho Tudo o que você diz que perdi, somado, não vale nada.

[Nota do Org.: Sobre o comentário acima, ver também itens 6 e 7]

Marco Aurélio Não podemos esquecer de Pondé, Rachel Sheherazade e etc gente que põe a cara na midia todo dia contra o marxismo cultural e não tem o devido reconhecimento.

Olavo de Carvalho Você compara umas opiniõezinhas soltas com três décadas de análises e diagnósticos?

Marco Aurélio (...) O Senhor é a voz que inspira milhares, mas jamais esquecerei daqueles que também são soldados e aprenderam com o rei.

Olavo de Carvalho Não me sinto ofendido quando sou nivelado a meus copiadores, repetidores e diluidores. Mas essa confusão deforma a história cultural do presente, fomentando assim a ignorância ainda mais, e não gosto de ser usado para esse fim.

Olavo de Carvalho Sei que há pessoas bem intencionadas por toda parte, e não é delas que estou falando.

5.

Para mim, é apenas uma questão de não permitir, por timidez e modéstia doentia (o "respeito humano" que a Igreja tanto condena) que o meu trabalho seja usado para fins exatamente inversos àqueles que o inspiraram. Só isso. Para fins de oportunismo político, pode ser até útil deixar que o meu nome apareça junto com o de Constantinos e Pondés para dar a impressão de que o Brasil está repleto de "intelectuais conservadores", mas permitir que considerações de oportunismo político falsifiquem a realidade da história cultural do presente é contribuir para o mesmo emburrecimento geral que luto para eliminar ou atenuar. Não tenho pares nem interlocutores no meio liberal-conservador brasileiro. O último que tive foi Paulo Mercadante. Tenho apenas leitores e ouvintes maus e bons.

Anderson Fortaleza Professor, o senhor encontra bons pares conservadores no meio intelectual aí nos EUA? Eu me pergunto porque a política americana anda tão maluca, se o movimento conservador aí é tão forte? Abraços professor!

Olavo de Carvalho Na lista de fellows do Interamerican você verá alguns de meus interlocutores.

6.

Documento significativo da mentalidade nacional: Um sujeito me escreve que eu não deveria ter dado uma escovada no Hélio Beltrão, porque este sempre havia falado bem de mim. Não aceito que um fulano se permita deformar e caricaturar o meu pensamento só porque um dia falou bem de mim. Judas falou bem de Jesus Cristo até o dia em que O vendeu. No Brasil, o pessoal vende muito caro elogios baratos.

7.

Escrevendo nos "Libertários Conservadores", um idiota diz que, dando uma chacoalhada no Beltrão, perdi amigos e admiradores. Chantagem emocional pura, baixa, porca. Não quero esse tipo de amigos e admiradores nem pintados de ouro. VTNC. É o tipo do amigo que, em nome da amizade, acha que tem o direito de comer a mulher do próximo e, quando este reclama, sai todo magoadinho.

Gabriel Ferreira E agora? concordo com o Sr. Olavo, mas apoio a liberdade econômica.

Olavo de Carvalho Uai, e eu não apóio?

8.

Sobre a foto com o provérbio judaico "Corrija um sábio e o fará mais sábio; corrija um ignorante, e o fará teu inimigo":

Olavo de Carvalho Verdade pura. Quantos bons alunos não tenho hoje, que tempos atrás levaram uma escovada minha e, em vez de ofender-se, acordaram para a necessidade do esforço sério. Os ofendidinhos ainda estão por aí resmungando e ficando cada vez mais burros.


III. Questões católicas

1.

Todo católico tem o direito e até o dever de corrigir o papa, mesmo com severidade, quando este diz alguma asneira. É prática comum e corrente na Igreja há dois milênios e picos, embora o Daniel Fraga não o saiba e nem o imagine. Veja, por exemplo, http://www.olavodecarvalho.org/semana/090710dc.html, e também http://www.olavodecarvalho.org/textos/capitalismoecristianismo.htm

Rowan Atkinson Abdul E como fica a infalibilidade papal? ele é o representante de Cristo na terra? Cristo erra?

Olavo de Carvalho O papa é considerado infalível em matéria de doutrina católica apenas. Em tudo o mais pode errar como qualquer um. E a infalibilidade doutrinal não quer dizer que tal ou qual papa em particular não errará jamais nesse ponto, mas que, se errar, não será um verdadeiro papa e sim um impostor.

Olavo de Carvalho Notem, por exemplo, que o Concílio Vaticano II errou muito, e o fez com a anuência dos Papas João XXIII e Paulo VI. Mas, como o Concílio não promulgou nenhum novo dogma de fé, não houve delito de heresia e portanto a legitimidade desses papas não foi afetada.

Olavo de Carvalho Quanto à questão dos pobres, foi a Igreja Católica que criou os orfanatos, as maternidades para mulheres pobres, as escolas gratuitas e TUDO o mais que, ao longo de dois milênios, beneficiou de algum modo a população carente. Foi SÓ a Igreja que fez isso durante dezenove séculos pelo menos. Pergunto agora o que fez pelos pobres a Teologia da Libertação, além de usá-los como buchas de canhão na Colômbia e reduzi-los à escravidão em Cuba.

Vladimir Sesar Joao Paulo II beijou o AlCorão. Nunca vi muçulmano beijando o catecismo da Igreja Catolica.

Olavo de Carvalho É uma indecência, mas não uma heresia. Heresia é um óbvio erro doutrinal proclamado como se fosse doutrina legítima da Igreja.

Pedro Luiz Casprov Filho Olavo, não que esteja duvidando de você, mas, poderia nos dizer em que o Concílio errou? Se nos documentos ou no que se refere à omissão aos comunistas... Eu sou assinante dos cursos do pe. Paulo, e sempre o vejo bem falando sobre o Concílio Vaticano II...

Olavo de Carvalho O Concílio já começou errado, fazendo um acordo secreto com Moscou, pelo qual se comprometia a nada falar contra o comunismo nas suas assembléias e decretos oficiais. Nesses documentos analisam-se todos os males do mundo, exceto aquele que Pio XII havia considerado o maior dos males. Pior: o Vaticano negou que o acordo existisse e depois foi desmascarado quando o próprio Kremlin divulgou o texto do documento. Isso foi uma das maiores obscenidades em dois milênios de história da Igreja. Em seguida, nas sessões, os bispos conservadores foram boicotados e ludibriados para forçar a emissão de documentos sem que eles nem soubessem. Foi tudo um vexame colossal. O Pe. Paulo segue a estratégia do Papa Bento XVI, que achava possível salvar o Concílio dando a seus documentos interpretações coerentes com a tradição, mas eu acho que isso são penas de amor perdidas.

Flavio Souza Mestre Olavo, e este pessoal que diz que o nome de Jesus está errado, que é Yeshua e que a igreja católica mudou o nome do nosso Senhor? Tem alguns me incomodando com isso e perturbando com essa crença, o que o mestre sabe a respeito?

Olavo de Carvalho É o mesmo que dizer que o seu nome é falsificado, que na verdade é Flavius, ou que o meu é Olaf. É uma veadagem filológica.

Márcio Simões Professor, o senhor concorda que a Igreja Católica deve censurar o capitalismo da mesma forma que condena o comunismo? Afinal, o capitalismo já matou muito mais que o comunismo - e ainda matará.

Olavo de Carvalho "O capitalismo já matou mais que o comunismo?" De onde você tirou essa ESTUPIDEZ SEM MAIS TAMANHO? Veja um exemplo de como essa cretinice entrou em circulação e ludibriou milhões de TROUXAS como você: http://www.olavodecarvalho.org/semana/05272002globo.htm

Olavo de Carvalho [recomenda todos os livros de Ricardo de la Cierva, a história do Concílio por Roberto de Mattei, e também Michael Davies.]

César Hernandes Se o Papa tiver uma formação de má qualidade, pode bem errar em matéria de fé e moral. A infalibilidade pontifícia é um carisma misterioso que, todavia, não envolve a descida de uma "luz celestial" que ilumina o pontífice com toda a verdade. Muitas vezes, antes de proclamar uma definição infalível, deve o pontífice lançar mão de pesquisas teológicas (e é para isso que ele dispõe de teólogos; pois o ofício do papa é governar propriamente), pois assim Deus determinou.

Olavo de Carvalho Perfeito.

Celita Louback Welsch Dou graças a Deus por não viver uma religião herética e cheia de sangue e mentiras.

Olavo de Carvalho Desculpe, mas a Reforma Protestante, na Inglaterra, matou em poucos anos mais gente do que a Inquisição havia matado em quatro séculos. Quanto a mentiras, você deveria estudar a biografia de Lutero por Heinrich Denifle, um clássico.

Olavo de Carvalho Não se trata de obra apologética, mas de história científica no mais alto grau. Eric Voegelin, que aliás era protestante, recomendava-a enfaticamente.

Pedro Luiz Casprov Filho Olavo mitou! HEHEHE. Eu tenho um amigo judaizante que já dizia: "Olavo é o maior dos católicos! Se ele fosse papa eu me convertia na mesma hora!" Olavo de Carvalho Por enquanto estou disputando o título de Pior dos Fiéis Católicos. Espero entrar no céu quando ninguém, exceto a Santíssima Trindade e Nossa Senhora, estiver olhando.

Gabriel Garcia Moreno César, parece-me que você está equivocado. Um papa com formação deficiente pode errar em assuntos não essenciais, o que não é o caso de fé e moral. Nenhum papa jamais poderá ensinar algo errado nesses dois campos, para a Igreja universal, ainda que tenha uma formação "de má qualidade".

Olavo de Carvalho Pode sim. Então é destronado e, retroativamente, declarado um impostor ou antipapa. Desafio os santarrões a provar que isso nunca acontece. Parece que vocês não sabem ler. A palavra "papa" pode tanto designar o ocupante ilegítimo do trono papal, enquanto é aceito como papa, como pode significar apenas os papas legítimos que a Igreja reconhece ex post facto.

Paul Krause O Gabriel Garcia Moreno está certo! Quem diz o contrário é herege, pois está indo contra o magistério da Igreja. O que o César Hernandes disse e com que o Olavo de Carvalho concordou é idiotice. Não é catolicismo. Pode ser qualquer outra coisa. Aliás, olho com muita desconfiança a quem se arroga o direito de corrigir o Papa. Em regra, trata-se de presunção e equívoco grotesco.

Paul Krause Caro Olavo, de onde você tirou isso? Isso é coisa da sua cabeça. A doutrina católica não diz isso.

Olavo de Carvalho Tirei isso da história da Igreja, a qual história, decerto, não pode ser deduzida da doutrina.

Olavo de Carvalho Paul Krause, você deduz, da doutrina, os fatos, em vez de entender que existe sempre e necessariamente uma tensão entre as duas coisas.

Paul Krause Qual Papa errou em matéria de fé e de moral?

Olavo de Carvalho Você nunca ouviu falar de antipapas?

Olavo de Carvalho O antipapa é papa para aqueles que o seguem, e com freqüência só uma luta longa, árdua e sangrenta confirma quem era o verdadeiro papa. A doutrina é clara, mas os fatos nem sempre. como é alguém que não entende nem uma coisa tão elementar vem aqui de dedinho em riste me dar lições?

Paul Krause Não sei se o meu comentário sumiu: disse que sei da existência de antipapas, mas nunca um Papa legítimo errou em matéria de fé e de moral. Dizer o contrário é heresia.

Olavo de Carvalho Comece por ler o livro de Malachi Martin, "The Decline and Fall of the Roman Church"

Paul Krause Se você fosse filósofo, seria humilde. Você é apenas um cara culto que fala um monte de asneiras e tem um monte de imbecis que te seguem.

Olavo de Carvalho É ÓBVIO que não, mas nenhum antipapa é conhecido como tal antecipadamente. É só depois de cair em heresia que é declarado antipapa. Até lá, induz muita gente em erro, Você confunde a definição doutrinal com a ordem dos fatos históricos, um erro tão bobo que não merece nem resposta.

Paul Krause Não vou ler nada. Em matéria de fé, eu sigo a Igreja.

Paul Krause Você se engana, o antipapa é o que é eleito de forma ilegítima. Pode muito bem ser conhecido de antemão.

Paul Krause A questão é procedimental; vício na eleição. Não tem nada a ver com o que o Papa diz depois. Isso é asneira.

Olavo de Carvalho Ah, é? E a ilegitimidade da eleição é conhecida de antemão? Se fosse assim, ela não aconteceria. Você segue os seus maus instintos de santarrão intrigante, isto sim. Você é um sepulcro caiado dos mais típicos que já vi.

2.

Para aqueles em cuja alma possa ter restado um fundo de dúvida após os esperneios histéricos do sr. Krause, recomendo a leitura deste trecho de Michael Davies, reconhecida autoridade na matéria, que confirma no todo a minha tese: na hipótese remotíssima de um papa cair em heresia, cessará automaticamente de ser reconhecido como Papa.

The problem which would face the Church if a legitimately reigning pope became an heretic has been discussed in numerous standard works of reference. The solution is provided in the 1913 edition of The Catholic Encyclopedia: "The Pope himself, if notoriously guilty of heresy, would cease to be pope because he would cease to be a member of the Church."(2) Many theologians have discussed the possibility of a pope falling into heresy, and the consensus of their opinion concurs with that of The Catholic Encyclopedia. The Pope must evidently be a Catholic, and if he ceased to be a Catholic he could hardly remain the Vicar of Christ, the head of the Mystical Body. St. Robert Bellarmine taught: "The manifestly heretical pope ceases per se to be pope and head as he ceases per se to be a Christian and member of the Church, and therefore he can be judged and punished by the Church. This is the teaching of all the early Fathers."(3) Saint Robert was, of course, discussing a theoretical possibility, and believed that a pope could not become an heretic and thus could not be deposed, but he also acknowledged that the more common opinion was that the pope could become an heretic, and he was thus willing to discuss what would need to be done if, per impossible, this should happen: "This opinion (that the Pope could not become an heretic) is probable and easily defended . . . Nonetheless, in view of the fact that this is not certain, and that the common opinion is the opposite one, it is useful to examine the solution to this question, within the hypothesis that the Pope can be an heretic."(4)

3.

Resposta a Douglas Gonçalves, que colocava em dúvida minhas afirmações sobre o Pacto de Metz e pedia fontes:

Ricardo de la Cierva, "Las Puertas del Infierno", Toledo, Fénix, 1995, pp. 599 ss.; Romano Amerio, "Iota Unum", Milano, Ricciardi, 1986, pp. 66 ss.

O pacto foi assinado em agosto de 1962 e publicado pela primeira vez num jornal católico fevereiro de 1963, e não por iniciativa do Vaticano e sim do bispo de Metz, que presenciara o encontro. A notícia vinha em termos muito vagos e falava somente do "caráter apolítico" do Concílio. A promessa de abstinência de críticas ao comunismo só foi noticiada com todas as letras no jornal comunista "France Nouvelle" em 22 de janeiro de 1964.

Em princípio, sendo você quem coloca em dúvida as minhas palavras, a obrigação primeira de citar fontes seria sua e não minha. Você escreve em tom respeitoso, mas chega a ser cruel a inconsciência com que dezenas de visitantes entram aqui cobrando fontes em vez de pesquisar por si próprios. Não têm sequer a maturidade para notar o número dos demais que fazem pedidos semelhantes - cada um fingindo acreditar que é o único, ou agindo como se o seu pedido tivesse um valor diferenciado -, sem fazer as contas de quantas horas diárias eu precisaria gastar só em consultas bibliográficas para responder a perguntas do Facebook. Já me correspondi com muitos autores, mas nunca me lembro de haver lhes pedido um só título de livro, uma só fonte que fosse.

4.

[Um leitor traz a citação abaixo. Olavo comenta em seguida:]

Papa João Paulo II, na encíclica CENTESIMUS ANNUM, sobre o socialismo: "Individuando a natureza do socialismo de então, como sendo a supressão da propriedade privada, Leão XIII atingia o fundo da questão.

As suas palavras merecem ser relidas com atenção: «Para remediar este mal (a injusta distribuição das riquezas e a miséria dos proletários), os socialistas excitam, nos pobres, o ódio contra os ricos, e defendem que a propriedade privada deve ser abolida, e os bens de cada um tornarem-se comuns a todos (...), mas esta teoria, além de não resolver a questão, acaba por prejudicar os próprios operários, e é até injusta por muitos motivos, já que vai contra os direitos dos legítimos proprietários, falseia as funções do Estado, e subverte toda a ordem social» 39. Não se poderia indicar melhor os males derivados da instauração deste tipo de socialismo como sistema de Estado: aquele tomaria o nome de «socialismo real»."

Olavo de Carvalho Escrever essas palavras foi O MÍNIMO DO MÍNIMO que João Paulo II fez contra o comunismo. Ele fez MUITO MAIS.

5.

[Sobre tradução do Novo Testamento:]

Renan Lopes: Professor, o rapaz do vídeo, Haroldo D. Dias, é um seguidor da doutrina espírita e publicou há pouco uma tradução literária do Novo Testamento, sobre a qual fala nesta palestra. Diz ele que é a primeira em Língua Portuguesa a preencher os quesitos de ser traduzida diretamente do grego e isenta de qualquer interpretação teológica em suas notas de rodapé, que trazem opções de tradução do texto original e algo de contexto histórico. Ele faz uma crítica justamente às traduções que utilizou como material de apoio (108, salvo engano), que sempre "puxam a brasa para seu lado" (sic), ou seja, interpretam o texto à luz da sua doutrina ou, ainda, adaptam o vocabulário ao público a que se direcionam. Cita, por exemplo, a Bíblia de Jerusalém, que "fala em linguagem muito bonita, mas por vezes errada." (sic)

Não sou estudioso do assunto, mas me pareceu um trabalho de erudição louvável. Encaminho o link para que o senhor possa dar uma olhada se quiser. Um abraço.

Olavo de Carvalho Mesmo que eu fosse o sujeito mais competente do mundo em filologia grega e hebraica, eu não me aventuraria a traduzir o Novo Testamento antes de haver lido de cabo a rabo a Patrística Grega e a Latina e a obra inteira de Sto. Tomás, além de ter feito um estudo meticuloso dos principais milagres registrados ao longo da história e de me certificar que a vida íntima da minha alma traduz na realidade de todos os dias os ensinamentos de Jesus. Fora disso, o texto da Bíblia está à disposição de qualquer um que deseje ser o Dan Brown quando crescer.

6.

Palestra "Opúsculo sobre o Livre-Arbítrio" - São Bernardo de Claraval

Já está no youtube a palestra do meu aluno Tiago Tondinelli.

Bravíssimo, Tiago Tondinelli! Aplaudo de pé!

Jose B. Bello Professor, o desapego material é um preceito para se alcançar o "conceito do Livre"?

Olavo de Carvalho Toda virtude cristá é um pré-requisito para o conhecimento da verdade, mesmo na vida de todos os dias e longe de toda alta especulação filosófica. Como não podemos praticar todas de uma vez desde o primeiro dia, é preciso ir desenvolvendo uma por uma, com modéstia, paciência e senso das proporções.

7.

Sobre o vídeo de Jean Wyllys e companhia "LIDERANÇA GAY SE DISPÕE A PEGAR EM ARMAS CONTRA A IGREJA":

No meu tempo as coisas em que eles pegavam não se chamavam "armas".

8.

Sobre o perfil de um membro comunista da Igreja:

Olavo de Carvalho PQP.

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Felipe Moura Brasil edita o Blog do Pim e é o organizador e autor do prefácio do livro de Olavo de Carvalho, O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota, que está prestes a ser lançado pela Editora Record.

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